"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

O RENOVO DO TRONCO DE JESSÉ


O RENOVO DO TRONCO DE JESSÉ
“Brotou-nos um Renovo do tronco de Jessé – eis como o antigo povo cantava em sua fé; E nele Deus se apraz. Nas trevas do universo Jesus a luz nos traz.” (Hino 45 – Hinário Luterano – baseado em Is 11.1-10)
Como é significativa a letra do hino 45 de nosso hinário luterano. Em poucas letras, foram resumidas a messianidade de Jesus e sua obra de salvação.
Sua messianidade está ligada a promessa feita no Antigo Testamento. Quando o autor do hino falou da “brotação de um renovo”, estava destacando a verdade de que estava ali um novo começo para a humanidade pecadora.
A obra de salvação, está presente na luz trazida por Jesus! Esta é, sem dúvida alguma, uma luz diferente de qualquer luz terrena. Esta última, precisa de uma fonte de energia externa e está sujeita a falhas. Já a luz que vem do Salvador Jesus, emana dele mesmo e não possui falhas. É por isso, que Deus nele se apraz, pois em sua perfeição, Jesus cumpriu todos os requisitos necessários para agradar a Deus e justificar o ser humano que nele crê.

Sendo assim, em mais um Natal, lembre-se do “Renovo do tronco de Jessé”, Jesus Cristo! Saiba que nele Deus se alegra, e sua luz nos guia em meio as trevas para que vivamos uma vida feliz e segura rumo a Pátria Celeste! Feliz Natal! 

Advento: Tempo de preparação!


ADVENTO: TEMPO DE PREPARAÇÃO!

As últimas semanas tem sido um pouco turbulentas na rua da igreja. Serviços de saneamento básico estão sendo executados. No entanto, se as coisas tivessem sido preparadas devidamente, não seria necessário levantar o piso para se colocar uma tubulação. Porém, a obra é muitíssimo necessária para que se tenha uma melhor qualidade de vida.
Pois assim como foi necessário quebrar o piso para se resolver problemas internos, existe a grande necessidade de que o ser humano permita a ação de Deus em seu coração. Neste sentido, a palavra preparação encontra o seu significado essencial. É necessário que nos preparemos em arrependimento, conforme mostrara o evangelista Mateus ao lembrar da tarefa de João Batista: “...apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados.” (Mc 1.4)
Era necessária essa preparação para a vinda do Messias, o que nos leva a entender o ponto de vista de Deus com respeito a salvação. Não se pode “pular etapas”. Assim como a rua de nossa igreja, não adianta ao ser humano ter a aparência exterior bela, bem feita, se o interior, o que está por debaixo, o coração, não estiver em ordem.
Neste sentido, o período do Advento chega a todos nós nos exortando a nos prepararmos em verdadeiro arrependimento não só para a chegada do Menino de Belém, mas para o nosso encontro com o Salvador Jesus no dia do juízo final. Esta preparação, requer um vida toda!
Que Deus abençoe nossa preparação!

Com carinho, Pastor Valdir.

As promessas de Deus


AS PROMESSAS DE DEUS!

Estimados em Cristo Jesus.
O período de Advento é um período onde são ressaltadas as promessas de Deus. Promessas de salvação que se resumem na pessoa de seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador. Estas promessas não estão presas a Escritura Sagrada, mas são vivenciadas costumeiramente em nossa congregação. Vejamos alguns exemplos:
No último final de semana tivemos a oportunidade de presenciar a confirmação de mais 10 jovens em nossa congregação. Nestes confirmandos a promessa de salvação de Deus foi cumprida, especialmente ao analisarmos a caminhada de crescimento no conhecimento e vivencia da palavra de Deus.
Na quinta-feira, também vivenciamos a noite de Advento, onde mais uma vez nos preparamos para receber o Senhor dos Senhores em mais um Natal.
Vejam que ricas oportunidades de vivenciarmos as promessas do Senhor.
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;” (Isaías 6.9)
Príncipe da Paz, quer em mais um Advento reavivar as promessas do Senhor em nossos corações. Aproveitemos as oportunidades que Ele nos concede!

Com Carinho, Pastor Valdir.

Eis aí te vem o teu Rei!


Eis aí te vem o teu Rei!
Mais um advento se apresenta diante de nós. É bom que lembremos o significado tríplice que este período nos apresenta:
- A vinda do Senhor na carne, no Natal: Período este que celebramos, lembrando que uma simples manjedoura, numa pequena cidade, acolheu o maior Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores.
- A vinda do Senhor pela Palavra e Sacramentos: que costumeiramente recebemos na medida em que vivemos em comunhão com Deus na vida em congregação durante os cultos e outros momentos.
- A vinda do Senhor em glória na plenitude ou cumprimento dos tempos: ou seja, o dia do juízo final onde o Senhor há de vir para julgar vivos e mortos.
Somos convidados neste período a vivermos uma expectativa alegre e solene, numa preparação para o Natal, mas também num começo de um novo ano na vida da igreja cristã.
Portanto, façamos coro com o povo de Jerusalém, que aguardava a manifestação do Messias, atentando ás palavras do profeta Zacarias: ...eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador...” (Zc 9.9)

Com carinho, Pastor Valdir.

USANDO OS TALENTOS QUE DEUS NOS DEU!


USANDO OS TALENTOS QUE DEUS NOS DEU!

Estimados em Cristo Jesus. A parábola dos talentos, narrada em Mateus 25.14-30, é uma parábola que está ligada diretamente a temática da vigilância. É necessário estar vigilante para o “acerto de contas” com Deus no dia do juízo. Enquanto isso, estamos encarregados de administrarmos os talentos que Deus nos deu. Mas o que são talentos? Nos tempos bíblicos, talento era uma medida de peso com cerca de 34 kg. No entanto, nos tempos atuais, biblicamente falando, os talentos podem ser descritos como dons espirituais e habilidades naturais que Deus dá a cada um de nós, seus filhos. Todos nós recebemos talentos para administrarmos.  

A grande pergunta é: O que tens feito com teus talentos? Tens feito uso dos mesmos em benefício do Reino de Deus?

O servo inútil da parábola, ao devolver o talento que recebera de seu patrão declarou: “Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.” (Mt 25.24)


O servo ficara preso a imagem de exigência do patrão. Será que muitas vezes, não tens dirigido teu relacionamento com Deus baseado somente nas suas leis e exigências? Será que teu relacionamento com Ele não tem sido dirigido de forma errada?

O servo da parábola também sentiu receio, ou seja, medo. Será que o medo não tem dirigido a tua vida tendo receio de ser castigado(a) por Deus?

O servo da parábola não quis arriscar-se como seus colegas em fazer multiplicar o seu talento. Preferiu a segurança de enterrar o mesmo. Será que muitas vezes, não tens preferido demais a tua “zona de conforto” ao invés de te lançares a desafios maiores colocando tuas capacidades a disposição do Senhor?

Lembremos as palavras do Salvador Jesus: “Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” (Mt 25.29) Existem nesse versículo uma promessa e uma consequência. A promessa de ter os talentos, ou seja, os dons e habilidades aumentados no serviço do Senhor. A consequência de perder aqueles dons e habilidades não usados em favor do Reino de Deus. Que possamos de fato, ficar com a promessa, sabedores de que Deus garantiu estar conosco no desempenho e uso dos talentos que nos concedeu. Não tenhamos dúvidas de que Ele nos capacita diante dos desafios que nos proporciona. Que Deus nos abençoe neste objetivo. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir

Vigiai


“Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.” (Mt 25.13)

As palavras do Salvador Jesus na parábola das dez virgens (Mateus 25.1-13) apontam para a vigilância. Cinco das virgens, as prudentes, tinham óleo suficiente para esperar a chegada do noivo e mais um tanto caso acontecesse algum imprevisto. Outras cinco, as néscias, não tinham óleo de sobra. No contexto da parábola, vigilância significava estar despertos (como as 10 estavam) e preparados (como somente as cinco primeiras virgens estavam)! No entanto, a palavra vigilância também nos conduz a uma outra dimensão que é importantíssima na vida cristã: estar pronto a lembrar meu irmão ou irmã de que ele (a) também precisam estar vigilantes.

Ao termos a Cristo como nosso único e suficiente Salvador, temos óleo na lâmpada, como diz o texto. E aqueles que não o tem?

Como temos reagido com esta realidade? Será que muitas vezes não estamos mais preocupados em atacar o pecado de nosso irmão e irmã, e consequentemente acabamos por afastá-lo (a) da misericórdia de Deus?

Se nossa vida cristã, tem tido este descompasso, é bom observarmos e revermos aquilo que Jesus Cristo ensinou.

Pois afinal de contas, as virgens prudentes, com óleo nas lâmpadas, não são aquelas cheias de si, auto-suficientes em si mesmas. As virgens prudentes são as pessoas que estão diante de Deus, com medo, com temor, pois se veem pecadoras, miseráveis, dependentes da misericórdia do Senhor!

Esta foi, por exemplo, a situação vivida pelo Rei Davi, que literalmente “grita” no Salmo 70.1: “Praza-te, ó Deus em livrar-me; dá-te pressa, ó Senhor, em socorrer-me.” Provavelmente muitos o recriminavam pelo pecado de adultério que cometera com Bate-Seba, talvez até mesmo religiosos. No entanto, seu arrependimento o levara novamente para os braços de Deus, que o manteve no trono de Israel. Ou seja, o grande rei, também era um grande pecador, e foi avisado pelo profeta Samuel de que deveria estar vigilante também!

Da mesma forma nós também. Vigiemos! Porque não sabemos nem o dia nem a hora. Estejamos despertos (com a fé viva e ativa em Jesus) e preparados (vivendo uma vida santificada) afim de também falar a outros que precisam de óleo para suas lamparinas que eles também precisam estar vigilantes. Amém.

 Com carinho, Pastor Valdir Lopes Junior


ENTRE VOCÊS, O MAIS IMPORTANTE É AQUELE QUE SERVE OS OUTROS (Mt 23.11)

Estimados em Cristo Jesus. As palavras do Salvador no evangelho de Mateus, são muito importantes. Elas apontam para a maneira como Deus observa os seres humanos. Ele não os vê do ponto de vista das aparências, e sim, do ponto de vista da fé, presente no coração. A própria vinda do Salvador Jesus ao mundo, foi uma prova bem consistente de que Deus primeiro serviu a nós, seres humanos, ao enviar seu Filho Jesus Cristo para entregar sua vida pela humanidade pecadora. Esta perspectiva, foi sublinhada, inclusive, pelo próprio Jesus:  Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.” (Mt 20.28)

Estamos no mês de novembro, mês em que lembramos especialmente a mordomia cristã. Este assunto deve ser considerada não só neste mês, mas em todos os dias de nossa vida. Pois, como mordomos, somos desafiados por Deus a vivermos uma vida de serviço a Ele e ao próximo. E quantas oportunidades o Senhor nos oferece!

Podemos servir a Deus, ao nos colocarmos a disposição da igreja com nossos dons, tempo, vida, e bens, além de testemunharmos o seu amor, dentro e fora da congregação.

Podemos servir ao próximo, estendendo nossa mão aos aflitos e necessitados, dentro e fora de nossa família.

Temos oportunidades bem concretas nesse sentido, com a arrecadação de itens para o Instituto Santíssima Trindade de Moreira, além dos ranchos que mensalmente repassamos a famílias carentes, bem como nossa mordomia das ofertas, onde durante o mês de novembro estamos estudando mais a fundo esta questão.

Aproveite os momentos de estudo bíblico anuais sobre mordomia, e aprofunde-se mais nesta questão, procurando servir ao Senhor com alegria!

Com carinho, pastor Valdir.

497 Anos da Reforma Luterana - O Canto do Cisne!


497 ANOS DA REFORMA LUTERANA - O CANTO DO CISNE
                 6 de julho de 1415. Um homem havia sido condenado a morte, por discordar dos ensinos católicos acerca da salvação. Condenado a morte na fogueira, preparou-se em uma cela para a execução que não tardava em acontecer.  Segundo o sacerdote católico romano Poggius Florentini, também conhecido com Poggius o papista, relata: “Ele chegou até a estaca olhando para ela sem medo. Ele subiu nela depois que dois assistentes do carrasco haviam rasgado suas roupas… Naquele momento, um dos eleitores, o príncipe Ludwig do Palatinado, subiu e implorou que aquele homem, John Huss voltasse atrás, para que fosse poupado da morte nas chamas. Mas ele respondeu: ‘Hoje vocês assarão um ganso magro, mas em cem anos ouvirão um cisne cantar. Não serão capazes de assá-lo e nenhuma armadilha ou rede poderá segurá-lo’. O princípe voltou cheio de pena e muita admiração”. Exatamente 100 anos depois, um monge chamado Martinho Lutero começou a lecionar sobre a Epistola aos Romanos. Foi ai que, segundo seu próprio relato, ele foi convencido da justificação pela fé com base em Romanos 1.17, o acontecimento que acabou desencadeando a Reforma Protestante. A reviravolta ocorrida na igreja cristã como um todo, foi despertada por homens que encontraram a liberdade. Sim, John Huss, e mais especificamente Martinho Lutero, o ganso e o cisne. Jesus declara no evangelho de João: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Jo 8.31-32) A verdade da qual Jesus fala, é ele mesmo, e consequentemente o que Ele revela a respeito de Deus e dos seres humanos.  Lutero havia descoberto esta liberdade em Romanos 1.17: O justo viverá por fé. Verdade que liberta do medo, pois quem caminha com Jesus nunca está sozinho. Verdade que liberta o ser humano de si mesmo, tendo em vista sua natureza carnal pecadora. Verdade que liberta dos outros, tendo em vista o mundo de aparências em que vivemos. Verdade, que principalmente, nos liberta do pecado, pela obra de Cristo na cruz.
                 Estimados em Cristo Jesus, herdeiros da reforma! Foi necessário o canto de um cisne, para que Deus reafirmasse a verdade que liberta! Como lidamos nós, luteranos, com esta liberdade hoje? Será que a vemos como liberdade de fato? Ou será que olhamos para Cristo e para o que Ele revelou sobre Deus e nós, como um peso, uma obrigação? John Huss, não negou sua fé e foi sacrificado por causa dela. Lutero, pelo fato de ter encontrado a verdade, sofreu perseguições durante sua caminhada neste mundo. E nós, que desfrutamos não só da liberdade de Cristo, ou seja, a espiritual, mas também desfrutamos da liberdade física e social, será que temos valorizado ambas liberdades de forma adequada? Nos damos conta dos benefícios que a verdade nos traz? Lutero ao falar sobre a liberdade recebida em Cristo Jesus declara: “Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos.” (Da Liberdade Cristã) Para o ser humano afastado de Deus, esse paradoxo é visto como escravidão. Mas, para aqueles que vivem em comunhão com o Senhor, e que se sabem salvos única e exclusivamente por sua graça, como Lutero tão bem enfatizou, esta suposta "escravidão" é uma liberdade plena e impagável. Pois esta liberdade nos foi dada de graça por aquele que é a verdade. Jesus Cristo, nosso único e suficiente Salvador. Feliz 497 anos da Reforma Luterana! Desfrute desta liberdade, rumando conosco aos 500 anos em 2017!
                                                                                                                         Com carinho, pastor Valdir

A CRUZ - Sétima Marca da Presença da Igreja no Mundo

A razão se escandaliza com a cruz, mas a fé a abraça com alegria
(Martinho Lutero)
                Querido povo de Deus. A frase dita por Lutero traz a tona uma palavra muito dura do ponto de vista humano! A realidade de que o ser humano terá de enfrentar sofrimentos neste mundo, independente do papel que ocupe na vida pessoal, familiar ou social e congregacional. No texto do evangelho de Mateus, Jesus também sublinha esta realidade de uma forma bem incisiva, lembrando as consequências que enfrentará aquele que se propõe a segui-lo: “...quem não toma sua cruz e vem após mim não é digno de mim.” (Mt 10.38) Aliás, o que significa de fato tomar a sua cruz? Significa assumir e aceitar as consequências que resultam de uma vida firmada na fé em Cristo Jesus. Uma vida sob a cruz é tudo o que enfrentamos por causa de nossa fé. Uma cruz pode ser uma doença, que confronta nossa fé. Uma cruz pode ser uma perda dolorosa de alguém que amamos que também meche conosco, uma cruz pode ser um conflito familiar. Quando falou da cruz como marca da igreja Lutero declarou: “Em sétimo lugar se reconhece exteriormente o santo povo cristão no meio de salvação da santa cruz: que ele tem que sofrer de toda sorte de desgraça e perseguição, toda espécie de tentação e mal (como se ora no Pai-Nosso) da parte do diabo, do mundo e da carne, afligir-se, desalentar-se, atemorizar-se interiormente, ser pobre, desprezado, doente, fraco, sofrer exteriormente a fim de tornar-se semelhante a sua cabeça, Cristo”.1
Há uma série de verdades afirmadas por Lutero sobre a cruz.
              1 – A cruz é refúgio para o pecador – Em Mateus 10.36 Jesus declara:  “Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.”  O Salvador estava chamando a atenção para a realidade de que até mesmo dentro do lar pode haver sofrimento! As divisões dentro da família, as discórdias, são cruzes que todos nós também carregamos. Porém, a cruz de Cristo representa refúgio para o pecador.  E motivo para isso tudo deve ser unicamente o fato de se ater firmemente a Cristo e a palavra de Deus e, portanto, sofrer por amor de Cristo, Mateus 5.11: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por minha causa.”(Lutero)  As vezes, por causa da vontade de Deus oposta a vontade humana, sofremos em vista dessa decisão. Lutero aponta esta consequência. Nesse sentido, a cruz se torna refúgio para o pecador.
2 – A cruz é oportunidade para testemunho! Lutero destaca que os cristãos “devem ser piedosos, quietos e obedientes, dispostos a servir as autoridades e a cada qual com corpo e bens, não causar mal a ninguém.”
Está dizendo que ao enfrentarmos as consequências de uma vida sob a cruz, além de fortalecermos aqueles que estão na mesma situação que nós, também damos uma demonstração a quem vive sua vida de forma dissoluta, descomprometida, que a vida neste mundo não é uma brincadeira. Que não é uma vida sem propósitos! A vida é um dom de Deus, algo muito precioso. A sabedoria que vem do alto é necessária para compreendermos que uma vida vivida sob a cruz é uma vida com altos e baixos, com alegrias e tristezas, numa batalha constante entre a nova natureza em Cristo Jesus e a velha natureza humana pecadora, existente em nós. Ao vivermos esta vida de maneira consciente, ligados em comunhão com Deus, damos um testemunho de vida.
3 – A cruz é meio de Salvação! Lutero declara: “Pois com esse meio de salvação o Espírito Santo não apenas santifica este povo, mas também o torna bem-aventurado.” Através da vida sob a cruz, Deus santifica seus filhos. Sim, a partir do momento em que passo a viver uma vida resignada, aceitando as dificuldades e enfrentando-as pela fé em Cristo Jesus, eu passo a viver um processo de amadurecimento contínuo, onde minha fé é provada. E ao ser provada, minha fé vai sendo fortalecida porque minha suficiência não vem de mim mesmo, mas vem daquele que por mim deu sua vida.
Desta forma, uma vida sob a cruz, é extremamente difícil. Mas é bom lembrarmos que não é uma vida limitada a este mundo. Jesus deixa evidente esta verdade ao declarar: “Quem acha a sua vida perdê-la-á, quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.” (Mt 10.39) Jesus estava falando de achar a vida verdadeira, a vida eterna. Ao renunciarmos a nossa vontade humana, e passarmos a confiar plenamente nele, numa vida sob a cruz, estamos caminhando no rumo da vida eterna.
Assim, Lutero descreve a vida sob a cruz como uma marca da igreja cristã, pois desta maneira, os cristãos estão sob a condução, sob a jurisdição de Jesus Cristo, e assim, seguem uma vida santificada rumo a salvação eterna. Isso contraria a popular teologia da glória, que declara que todo cristão é vitorioso, e que não pode aceitar derrotas na vida, pois é sempre um vencedor. Nosso viver neste mundo nos mostra exatamente o contrário, uma vida de altos e baixos, onde o poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza, como diz o apóstolo Paulo.
            Portanto, que possamos nós, deixar as ilusões de lado, e assumirmos de fato uma vida sob a cruz, seguros de que esta nos leva a feliz eternidade. Amém.
                                                                         Pastor Valdir Lopes Júnior

1 LUTERO, 1992, p.421.

A ORAÇÃO - Sexta das Sete Marcas da Presença da Igreja no Mundo

Querida congregação. Há uma frase que é atribuída a Lutero que diz mais ou menos assim: “A oração é o suor da alma.” Acredito que seja essa dimensão profunda da oração que tenha levado Lutero a declarar a mesma como uma marca da igreja cristã:  “Em sexto lugar se reconhece exteriormente o santo povo cristão na oração pública de louvor e agradecimento a Deus”.1
              Pois a oração traz consigo um aspecto de testemunho: Pois onde vês e ouves que se ora e aprende a orar o Pai-Nosso e também se cantam salmos e hinos espirituais, segundo a palavra de Deus e a verdadeira fé, e além disso se ensina o Credo, os Dez Mandamentos e o catecismo publicamente, podes ter a certeza de que aí esta um povo de Deus santo e cristão.” Lutero também está dizendo que onde se dobram os joelhos e se faz oração, o testemunho é dado com mais vigor! Aliás, temos orado com nossas famílias? Temos orado com nossos filhos? Sim! Oração é testemunho não só na igreja, mas também em família!
“Pois a oração também conta entre os preciosos meios de salvação, por meio do qual tudo é santificado, como diz S. Paulo (1Tm 4.5). Também os salmos são oração pura, por meio dos quais se louva a Deus, lhe agradece e o honra. Igualmente o Credo e os Dez Mandamentos são palavra de Deus e tudo são puros meios de salvação, pelos quais o Espírito Santo santifica o santo povo de Cristo.” Santificação é ser “tornado santo”. Ao orarmos, Deus, através do Espirito Santo nos torna mais santos, animando para uma vida dedicada a Ele. É por esta razão que lemos os salmos no culto. É por esta razão que declaramos o credo, estudamos os mandamentos, dizemos o Pai Nosso. São orações através das quais Deus prepara seus filhos para enfrentarem as dificuldades de uma vida sob a cruz. Desta maneira, também podemos descrever a oração como um “diálogo com o Pai”. “No entanto, referimo-nos a oração e ao canto compreensível, por meio do qual se pode aprender algo e emendar-se. “ A parábola do filho pródigo é um belo exemplo: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.” (Lc 15.21) Esta frase soa como uma oração, não é verdade? É um pedido de perdão que demonstra a necessidade de reconhecer a deficiência aos olhos de Deus, e então ser acolhido por Ele, como foi o filho com um caloroso abraço do pai. Aliás, este é o uso adequado da oração, onde se tem um diálogo aberto com o Pai, não apegando-se a forma exterior, coisa que Lutero condenou em seu tempo, mas ao momento íntimo de comunhão sincera! 
Certa vez, Lutero escreveu uma pequena carta a um amigo, chamado Pedro Beskendorf, ou como era conhecido por causa de sua profissão: Pedro barbeiro. O título da carta é: “Como se deve orar, para o mestre Pedro barbeiro”. 
               Lutero escreveu a seu amigo enfatizando a necessidade de dedicar-se a oração com atenção: “Assim, um barbeiro aplicado e competente tem que voltar seu pensamento, sua atenção e seus olhos, com muita precisão para a navalha e os cabelos, e não se descuidar, não sabendo que esteja afiando ou cortando. Mas, se ele, ao mesmo tempo, quisesse fazer muita conversa ou ficar pensando ou olhando outras coisas, certamente iria cortar fora a boca ou o nariz, e até o pescoço. Desta forma, cada coisa que é para ser bem feita, quer ter a pessoa inteira, com todos os seus sentidos e membros, como se diz: - Quem pensa em muita coisa, não pensa em nada, também não faz nada direito. Tanto mais a oração precisa ter o coração uno, por inteiro e exclusivo, se é que se deva ser uma boa oração.”  (Pelo Evangelho de Cristo, p. 323)
A oração é uma marca da igreja cristã, pois mostra um diálogo intimo e completo, entre o Pai Maior e seus filhos. Por isso, cultivemos essa marca entre nós, orando coletivamente e individualmente, de corpo e alma. Amém.
Com carinho, pastor Valdir.

O MINISTÉRIO PASTORAL - Quinta das Sete Marcas da Presença da Igreja no Mundo

            Estimados em Cristo Jesus. O que acontece com uma congregação quando fica sem pastor? Lutero estava atento às consequências enfrentadas na igreja quando da ausência do ministério pastoral, pois segundo ele, o ministério é uma das marcas da verdadeira igreja cristã. Assim ele declara:
            "Em quinto lugar se reconhece a igreja exteriormente no fato de consagrar ou convocar servidores eclesiásticos, ou de ter cargos que ela deve prover".1
            O ministério pastoral é uma marca da igreja cristã, pois através dele a igreja administra de forma efetiva os meios da graça concedidos por Deus a ela, na terra. Existe uma frase muito popular que diz mais ou menos assim: "existe muito cacique pra pouco índio". É uma frase que descreve uma situação onde existe muita gente no comando, gerando uma confusão de idéias e diretrizes. Se na igreja cristã, não houvesse o ministério pastoral, esta viveria em eterna confusão, pois estaria sujeita a opiniões de muitos, enquanto que com a presença do ministério pastoral, existe o compromisso de que estejamos voltados para o que Deus tem a nos dizer, e não pelo que pensamos ser o correto. Jesus deixa bem clara esta preocupação no evangelho de Marcos: "ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não tem pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas." (Mc 6.34) Esta responsabilidade de pastorear, foi repassada aos discípulos, quando estes lhe disseram que despedisse a multidão para que procurasse o que comer: "Dai-lhes vós mesmos de comer." (Mc 6.37a) O fato de Jesus delegar a seus discípulos, no texto de hoje, a responsabilidade de alimentar aquela multidão, era uma responsabilidade muito maior do que simplesmente "encher a barriga", era uma preocupação pastoral, espiritual.
            Por isso, nunca é demais lembrar as responsabilidades, ou melhor, os requisitos que se espera, sejam cumpridos na vida de um ministro do evangelho, conforme 1Timóteo 3.1-7. A responsabilidade que recai sobre um ministro da palavra é grande e deve sempre ser exercida também tendo a consciência de que traz consigo a marca da igreja cristã.
            No entanto, falando o bom português, o pastor não faz nada sozinho. Está colocado aqui, nas entrelinhas, aquilo que chamamos de sacerdócio universal de todos os santos. Em outras palavras, somos todos pequenos sacerdotes dentro do corpo de Cristo, a igreja. Para isso temos professores de escola dominical, de doutrina. Para isso temos diretorias, lideranças, voluntários que auxiliam na vida da congregação. Portanto, como diz o ditado: "uma andorinha só não faz verão"! É necessário que exerçamos nosso sacerdócio universal em cooperação. Onde cada um pode contribuir com seus dons ali onde houver chance, ali onde for solicitado. Não concentrando o poder na mão de um ou de outro, mas compartilhando das bênçãos, dificuldades, desafios que Deus coloca diante de nós. Se assim o fazemos, Deus tem um caminho aberto por onde semear sua salvação já conquistada em Cristo Jesus.
            Querida congregação, Lutero encerra suas considerações sobre o ministério pastoral como marca da igreja cristã, dizendo uma palavra muito bonita, que remete a comunhão necessária que devemos cultivar enquanto igreja de Cristo no mundo: "Onde, pois, encontras semelhantes cargos ou encarregados, podes ter a certeza de que aí há de estar o santo povo cristão, pois a Igreja não pode existir sem tais bispos, párocos, pregadores, sacerdotes, e por sua vez, esses não podem ser sem a Igreja. Ambos tem que estar juntos." Que possamos ser cooperadores na obra do Senhor, não por prestígio, vaidade, necessidade de poder, mas lembrando que Deus nos cobrará em nossas responsabilidades e no trato com nossos irmãos e irmãs na fé. Lembremos de duas palavras bíblicas, a primeira dirigida aos ministros em 1Pe 5.2: "pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade;" e a outra dirigida aos congregados em Hebreus 13.17: "Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros." Sejamos cooperadores na obra de Deus, para que sua palavra de salvação possa chegar aos ouvidos daqueles que "são como ovelhas que não pastor". Amém.
                                                              Com carinho, pastor Valdir

O OFÍCIO DAS CHAVES - Quarta das Sete Marcas da Presença da Igreja no Mundo

         Estimados em Cristo Jesus, a doutrina do ofício das chaves é um assunto importantíssimo ma vida da igreja cristã. Especialmente porque é um poder delegado por Jesus a sua igreja na terra, afim de administrar o perdão, concedendo-o ao pecador arrependido ou retendo-o ao pecador impenitente. Vejamos como Lutero expõe esta marca da santa igreja cristã.
                   "Em quarto lugar se reconhece o povo de Deus ou os santos cristãos nas Chaves que usam publicamente". O ofício das chaves tem dois usos: um público e outro particular!
- O ofício das chaves no seu uso público:
                  "...há os que são tão empedernidos que não querem perdoar nem no coração nem diante do cura de almas em secreto, nem deixar dos pecados".i
Lutero está esboçando a realidade do pecador impenitente. É necessário que seja confrontado com a lei de Deus. Lei esta que não segue preceito de homens, mas a vontade de Deus. Lei esta que está devidamente esboçada em seus dez mandamentos e é proclamada aos quatro ventos na Escritura Sagrada, como bem recomenda Mateus 18.15-15: "Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus." Qual o tempo necessário para tais passos? Não se tem um padrão, nem se pode afirmar prazos ou tempo. O que não devemos ter pressa é em dar por definitivo uma solução, antes que Deus Espírito Santo possa trabalhar no coração daquele que é admoestado publicamente. Lembremos que há nos céus maior júbilo por um pecador que se arrepende do que por 99 que já estão salvos.
- O ofício das chaves no seu uso particular:
                      "...há pessoas tão tímidas e desanimadas na consciência que, ainda que não sejam condenadas publicamente, não se podem consolar antes que consigam uma absolvição particular de seu cura de almas."
                        Lutero destaca o efeito benéfico da confissão particular. Aliás, essa é uma das funções do cura d'almas, ou seja, o pastor. Muitas vezes o pastor recebe pessoas que vem compartilhar suas dificuldades, e não é raro de acontecer de tal pessoa confessar seus pecados, alguns até mesmo escandalosos. Após demonstrar seu verdadeiro arrependimento, o pastor lhe anuncia o perdão dos pecados. Em maior escala, este momento também é vivido no culto. Quando confessamos os pecados em conjunto, e recebemos o anúncio do perdão, é como se fosse o próprio Cristo anunciasse a boa nova do perdão de pecados pela boca do ministro da palavra, o pastor. É por isso que, se eu chego atrasado no culto, por exemplo, e perco o momento da confissão de pecados, é como se tivesse perdido metade do culto, já que este momento é importantíssimo para o ouvir da palavra de Deus e participar do altar. 
O ofício das chaves - marca da igreja cristã
                        "Pois Cristo as deixou [as chaves] para que sejam um sinal público e um meio de salvação por meio do qual o Espírito Santo (por conquista pela morte de Cristo) santifique novamente os pecadores que caíram em pecado, e que por meio delas os cristãos confessem que são um povo santo sob Cristo neste mundo."
O ofício das chaves é uma marca da igreja cristã, porque pertence a Deus! Sim, sua eficácia não está presa a figuras humanas. Lutero declara que o ofício não pertence ao que o administra, mas é algo delegado por Cristo a sua igreja, ao corpo de Cristo, para que se faça bom uso deste, admoestando corações e trazendo-os mais para perto de Deus.
                       Mais perto de Deus. Não tenhamos dúvidas de que este é o objetivo que está por detrás do ofício das chaves. Estamos mais perto de Deus, especialmente na vida eterna. Que possamos sempre ter a grandeza de dobrarmos os joelhos arrependidos, e na presença do Senhor recebermos seu maravilhoso perdão. Amém.
                                                                  Com carinho, Pastor Valdir.

O SACRAMENTO DO ALTAR - Terceira das Sete Marcas da Presença da Igreja no Mundo


"Em terceiro lugar se reconhece o povo de Deus ou um santo povo cristão no Sacramento do Altar, onde é administrado, crido e recebido corretamente de acordo com a instituição de Cristo".1 Estimados em Cristo Jesus. A terceira marca que identifica a igreja cristã é o sacramento do altar, a santa ceia. Lutero o descreve de maneira bem própria e de maneira eficaz. Analisemos o que ele quer nos dizer:
"...onde ele [sacramento do altar] é administrado..."
Deus não observa a aparência externa de seus filhos. Obviamente que é salutar que estejamos vestidos de acordo com o momento, de forma moderada, sem atrair atenção demasiada sobre nós, pois diante do altar estamos na presença de Deus, recebendo o sacramento com reverência. Também não se deve ir ao sacramento com tristeza, pois é um momento de alegria e gratidão, porém, devo ter cuidado em tratar este momento como um momento sublime, pois é valioso meio de salvação através do qual Deus santifica o seu povo, como já o faz por intermédio da palavra e do santo batismo.
"[onde o sacramento do altar é]...crido..."
Arrependimento dos pecados e fé em Jesus Cristo são elementos essenciais para se participar da santa ceia. Lutero usa uma linguagem popular da época, devido a predominância do catolicismo, para descrever que o crisma de Deus, ou seja, o batismo e sua santa palavra eram elementos e preparatórios ao sacramento do altar. No batismo, o momento em que Deus Espírito Santo implanta a fé no coração do ser humano, e na palavra que o mantém em fé e o anima a viver uma vida santificada. Crer neste caminho que Deus propõe, é fundamental na vida cristã.
[onde o sacramento do altar]"...é recebido corretamente, de acordo com a instituição de Cristo..."
Lutero faz questão de destacar que a marca no sacramento do altar, não está vinculado a pessoa que o administra. A validade do sacramento vem da palavra de Deus conforme a ordem e instituição de Jesus Cristo. A palavra, unida aos meios externos visíveis (pão e vinho) constituem o meio da graça que é a santa ceia. Lutero ainda faz recomendações a respeito de como receber o sacramento do altar. Em um de seus escritos: Exortação ao sacramento do corpo e sangue do nosso Senhor ele enfatiza: "Eis, portanto, que tem duas boas formas e razões pelas quais receber o sacramento: a primeira, de com ele agradecer e louvar a Cristo; a segunda, de buscar também para você consolo e graça."
          Queridos irmãos e irmãs. Martinho Lutero dá um testemunho de si mesmo em relação a esta importante marca da igreja que é a santa ceia. "A título de exemplo para todos aqueles que se querem deixar advertir, quero apresentar aqui minha própria experiência, para que se fique sabendo que velhaco bem ladino é o diabo. Aconteceu-me diversas vezes que me propus a ir ao Sacramento em dia determinado; ao chegar o dia, havia se desvanecida essa minha intenção, ou apareceu algum impedimento, ou me senti despreparado, de sorte que disse: "Tudo bem, daqui a oito dias eu o farei". Acontece, porém, que o oitavo dia me encontrou igualmente tão despreparado e impedido como o outro: "Tudo bem, maus uma vez dentro de oito dias eu o farei". Foram tantas vezes esses oito dias que eu praticamente acabava não indo mais ao Sacramento. Quando, porém, Deus me concedeu a graça de perceber a artimanha do diabo, eu disse: "Queres ver, satanás? Vai tomar banho, com o teu e o meu preparo!" E arremeti e fui, algumas vezes provavelmente também sem ter feito confissão (o que em geral não é o meu estilo) desafiando o diabo, em particular, porque não tinha consciência de qualquer pecado de vulto. Portanto me dei conta do seguinte em mim mesmo: Quando alguém não tem vontade nem disposição para o Sacramento. mas ainda assim se propõe seriamente a ir, esses pensamentos e essa atuação sobre si mesmo também despertam disposição e vontade suficientes, e também servem muito bem para expulsar esses pensamentos preguiçosos e indispostos que impedem e deixam a gente despreparada. Pois trata-se de um Sacramento vigoroso e rico de graça; basta pensar nele com alguma seriedade e dirigir-se para ele, que já se incende, estimula e puxa para si mais um coração. Experimenta, e se não for assim contigo, podes me chamar de mentiroso. Aposto como o diabo também te passou a perna magistralmente e como te afastou do Sacramento com astúcia, para com o tempo levar-te para longe da fé e ao esquecimento de teu querido Salvador e de toda a tua aflição."i 
          Queridos irmãos e irmãs. O sacramento do altar, marca da igreja cristã, é uma benção de Deus concedida a cada um de nós, através do qual somos mantidos, encorajados, motivados a vivermos uma vida santificada. Melhor remédio para as agruras da vida não há. Portanto, não desperdicemos este sacramento. Participemos com convicção do mesmo.
                                             Com carinho, Pastor Valdir.

O BATISMO - Segunda das Sete Marcas da Presença da Igreja no Mundo


"Em segundo lugar se reconhece tal povo de Deus ou santo povo cristão no santo Sacramento do Batismo, onde este é ensinado, crido e administrado corretamente, segundo a ordem de Cristo".1
Lutero coloca o santo batismo como a segunda marca que identifica a igreja cristã. Uma marca que nem sempre é bem compreendida ou bem assimilada pelo seu povo. Por isso, é necessário que observemos com mais carinho o que está por detrás desta marca.
"...onde este [o batismo] é ensinado..."
Pois também ele é um sinal público e um precioso meio de salvação por meio do qual o povo de Deus é santificado. Pois é um santo banho do novo nascimento pelo Espírito Santo, no qual nos banhamos e somos lavados de pecados e morte pelo Espírito Santo, como no inocente e santo sangue do Cordeiro de Deus.
É importante que de vez em quando relembremos aquilo que diz a doutrina do santo batismo. Praticá-lo como um mero ato social, é o mesmo é o mesmo que rebaixá-lo a um mero ato humano, coisa que ele não é. Eis aí o motivo pelo qual Nicodemos teve dificuldade em compreender o que o batismo representava, mesmo sendo mestre em Israel. Quando Jesus lhe falou de nascer de novo, ele rapidamente imaginou-se de forma humana, novamente no ventre de sua mãe. Também nós, pela forma corriqueira com que o batismo acontece, somos tentados a tratá-lo como um ato social, esquecendo-nos da dimensão espiritual que este sacramento traz consigo: a grande verdade de que somos lavados do pedado e morte com o sangue do Cordeiro de Deus! O próprio Lutero declara: "Não se duvidará pois, que o batismo é coisa divina, que não pensada e inventada por homens. Pois assim como posso dizer que nenhum homem criou em sua cabeça os Dez Mandamentos, o Credo e o Pai Nosso, que, ao contrário, o próprio Deus revelou e deu, da mesma forma também posso exaltar o fato de que o batismo não é brincadeira de homens, senão que é instituído pelo próprio Deus".(O.S. Vol 7. P.420)
"[onde o batismo é]...crido..."
Onde observas este sinal, podes ter a certeza de que aí tem que estar a Igreja ou o santo povo cristão, ainda que o papa não te batize e que nada saibas de sua santidade e poder, como também as crianças de nada sabem; somente que, quando adultos, infelizmente são alijados de seu Batismo, como lamenta S.Pedro em 2º Pedro 2.18: "Engodam com paixões carnais os que recém haviam escapado e que agora vivem no erro."
Não basta presenciar o batismo, vê-lo acontecer. É necessário crer nele com convicção. Esta era a grande dificuldade de Nicodemos no seu diálogo com o Salvador naquele momento. Nicodemos não cria no renascimento pela água e pelo espírito. Jesus é enfático em destacar esta verdade ao dizer: "Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, se vos falar das celestiais?" (Jo 3.12) A fé não é um ato humano, mas ação divina!
[onde o batismo é]"...e administrado corretamente, segundo a ordem de Cristo..."
Sim, também não deves ter dúvida a respeito de quem é que batiza. Pois o Batismo não pertence ao que o administra, nem é dado a ele, mas pertence ao batizando, para quem foi instituído e dado por Deus, "assim como também a palavra de Deus não é do pregador (a não ser que ele queira ouvir e crer), mas do discípulo que a ouve e crê; a este é que ela foi dada".
O batismo não é propriedade humana! É interessante que certos hábitos e atitudes acabam por transmitir a falsa imagem de que o batismo está sob jurisdição de homens. Um belo exemplo disso é o famoso "batismo em casa". Um hábito que originou-se quando padres ou pastores não conseguiam atender a todas as famílias de sua região por um problema de locomoção em tempos passados. Então as famílias passaram a praticar o batismo de emergência e infelizmente acabaram por seguirem realizando este batismo em casa e depois repetindo o mesmo na igreja, contrariando a palavra bíblica de Efésios 4.5 de que "...há um só Senhor, uma só fé, um só batismo"; É bom lembrar que a eficácia do batismo não depende daquele que batiza, ela se encontra em Deus, em sua graça estendida àquele que é alvo deste sacramento.
Queridos irmãos e irmãs. Martinho Lutero, em momentos de tribulação, tentações, sofrimento, encontrava consolo e ânimo em seu Batismo. A frase escrita em sua escrivaninha "Baptizus sum" lembrava-o constantemente desse ato gracioso de Deus!

A PALAVRA - Primeira das Sete Marcas da Presença da Igreja no Mundo

         
A Igreja Cristã - a comunhão dos santos - é invisível porque só Deus sabe quem é cristão e membro dessa única, santa igreja cristã.
          Martinho Lutero lista sete marcas da presença da Igreja no mundo. A primeira delas é a Palavra de Deus anunciada oralmente, crida sinceramente, praticada e testemunhada publicamente. Seguem abaixo alguns parágrafos do que ele mesmo nos diz:
          "Em primeiro lugar se reconhece este santo povo cristão quando possui a santa palavra de Deus, se bem que aí há diferenças, como diz S.Paulo: alguns a tem totalmente pura, outros não. Aqueles que a tem pura são os que edificam ouro, prata, pedras preciosas sobre este fundamento; os que a tem com impurezas, são aqueles que edificam feno, palha, madeira sobre este fundamento, mas que se salvam por meio do fogo."
          "Estamos nos referindo à palavra externa, pregada oralmente por pessoas como tu e eu. Pois a esta Cristo deixou como sinal externo no qual se pudesse reconhecer a sua Igreja ou seu santo povo cristão no mundo."
          "Também falamos desta palavra oral quando é crida sinceramente e confessada publicamente perante o mundo, como diz ele: "Quem me confessa a mim perante as pessoas, a esse eu quero confessar perante o meu Pai (Mt 10.32) e os seus anjos."
          "Onde, pois, ouves tal Palavra, e vês que é pregada, crida, confessada e cumprida, aí não tenhas dúvida que com certeza aí está uma verdadeira, santa Igreja católica, um santo povo cristão, ainda que seu número seja muito pequeno, pois a palavra de Deus não fica sem fruto (Is 55.11), mas ocupará no mínimo um quarto do solo. E mesmo que não houvesse outro sinal além desse, ele bastaria para provar que ali existe um Santo povo cristão. Pois a palavra de Deus não pode existir sem o povo de Deus; por outro lado, o povo de Deus não pode existir sem a palavra de Deus. Do contrário, quem a pregaria ou quem ouviria a pregação se não existisse o povo de Deus? E que poderia ou quereria crer o povo de Deus se não existisse  a palavra de Deus?"
          "Este é o artigo que faz todos os milagres, a tudo consegue, a tudo conserva, a tudo efetua, tudo faz, expulsa todos os diabos, como por exemplo os demônios das peregrinações, das indulgências, das bulas, das confrarias, dos santos, das missas, do purgatório, dos conventos, dos sacerdotes, das seitas, das rebeliões, das heresias, todos os demônios do papa, inclusive dos antinomianos."
          "Basta que saibamos como o artigo principal, o santo dos santos, varre, conserva, sustenta, fortalece e protege a Igreja, como também diz Sto Agostinho: 'a Igreja é gerada, sustentada, nutrida e fortalecida pela palavra de Deus.' Mas os que a (sc.a palavra) perseguem e condenam se identificam a si mesmos pelos seus próprios frutos."
                              (Martinho Lutero, Obras Selecionadas. Vol 3, Pags 409-411)

43º Congresso Distrital de Jovens

Neste Final de semana, dias 28 e 29 de junho, nossa Congregação sediou o 43º Congresso Distriral de Jovens do Distrito Hortensias.

Dentre as atividades do Congresso, mencionamos a noite cultural composta de apresentações teatrais, de peças cômicas e peças sacras. Nossa JULUCA participou, ficando classificada em segundo lugar em ambas as categorias. Como melhor ator, foi premiado o jovem Mateus dos Santos Hehn, integrante da nossa JULUCA.

Para assistir as peças, basta clicar nos links abaixo.

Parte 1 - Peça Sacra Juluca

Parte 2 - Peça Sacra Juluca

Parte 3 - Peça Sacra Juluca

Parte 4 - Final - Peça Sacra Juluca

Peça Cômica Juluca

IELBTV - 110 anos da IELB

A "apoteose" de Deus


         
          Estamos vivendo tempos de Copa do Mundo! Na última quinta-feira, assistimos a estréia da seleção brasileira diante de um estádio lotado, onde mais de 50 mil vozes se fizeram ouvir. Vozes que em certos momentos motivaram a equipe, vozes que em outros momentos vaiaram não só a seleção, mas importantes autoridades que lá estavam. A "apoteose" do futebol, como muitos destacaram, foi vivenciada especialmente com a vitória de nossa seleção. Neste domingo, 15/06, lembramos o dia da Santíssima Trindade! Que data marcante na vida da igreja cristã. Mais do que lembrarmos a identidade de Deus, lembramos dos seus feitos realizados dentro da divina Trindade. A obra da criação, quando lembramos a criação do mundo e de tudo o que nele há, conforme a palavra do salmista "Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem;" (Sl 139.14) A obra da redenção, operada em Jesus Cristo que entregou-se a si mesmo em favor da humanidade pecadora conforme o próprio Salvador: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo 3.16) A obra do Espírito Santo, o Consolador, enviado por Jesus a fim de fortalecer a fé operada por ocasião do batismo e anúncio da palavra da Deus, conforme destacou Jesus: "...mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito." (Jo 14.26). Que grande verdade para ser festejada! Que apoteose podemos nós cristão celebrar!
          Em tempos tão difíceis vividos pela cristandade no mundo, é fundamental lembrarmos daquilo que o Senhor Deus Triúno já fez, faz e fará em favor de todos aqueles que nele crêem. Portanto, confie no seu Criador, Salvador e Santificador e permita que Ele o (a) use para repartir seu amor.
                                                      Com carinho, Pastor Valdir

Ascensão de Jesus


DOMINGO DE CONFIRMAÇÃO

         A confirmação é uma cerimônia festiva celebrada pela Igreja Luterana, na qual o(a) jovem lembra o seu batismo e confirma seu voto batismal confessando a sua fé no Cristo Salvador e prometendo de boca própria renunciar o mal, servir a Deus e permanecer fiel à igreja.
        Isto não acontece de um momento para outro, mas é precedido de um período de instrução bíblica, uma vez por semana durante três anos, no qual se estudam as verdades básicas cristãs: os Mandamentos, o Credo, o Pai Nosso, a Confissão e a Absolvição, o Batismo e a Santa Ceia.
            A cerimônia de confirmação no culto deste domingo, (18/05), é uma oportunidade para todos renovarem o seu voto batismal e de confirmação, ao presenciarem o compromisso firmado pelos confirmandos relembrando as palavras bíblicas de recomendação do apóstolo Paulo ao jovem Timóteo ao destacar que "...desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus." (2Tm 3.15). Este Jesus é o mesmo que afirma no evangelho deste fim de semana: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." (Jo 14.6) Que possamos celebrar juntos nossos cultos de louvor e adoração, participando com os confirmandos da alegria de confessarem a sua fé publicamente e de receberem a bênção de Deus!
              Com carinho, pastor Valdir.

Nossos confirmandos: Vinícius Vaccari Hehn; Nathã Mikael de Oliveira dos Reis; Murilo Bairro de Azevedo; Gabriele Souza Feier e Matheus Gross Calzetta.



DIA DAS MÃES

 "Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti." (Is 49.15)
         Sem dúvida alguma, se há um amor que pode expressar, pelo menos em parte, o amor de Deus, este amor é o amor de uma mãe. Ela se desdobra em cuidar do seu bebê, mesmo que isso represente perder horas de sono, não alimentar-se direito, ou ainda, ter de sacrificar seus próprios desejos em prol daquele a quem deu a vida.
         Pois o amor de Deus é isso e muito mais! Na Páscoa lembramos novamente o sacrifício de um Deus que submeteu-se à humanidade pecadora afim de lhe dar salvação eterna. Um Deus que abdicou de sua majestade para tornar-se um ser humano, e vivendo e sofrendo todas as dificuldades de um ser humano, poder obter o maior presente de todos, a vida eterna.
       Neste dia das mães, lembramos com carinho daquela, através da qual Deus nos deu a vida. Talvez a lembrança possa ser amarga, devido a partida daquela a quem amávamos. Neste caso, lembremos da misericórdia de Deus em acolher aqueles que partiram firmes na fé em Cristo Jesus. Talvez ainda, a lembrança seja difícil por causa de algum trauma do passado. Se este trauma existe e nos separa de nossa mãe, não percamos tempo em procurá-la e retomar o laço que nos une a ela. Por outro lado, se a lembrança é motivo de alegria por tê-la perto, celebre!
        Agora, o mais importante de tudo, é lembrar que somente podemos comemorar este dia, porque Deus assim o permitiu e assegurou caminhar conosco amparando-nos, mais e melhor até que a nossa mamãe querida.
Um feliz e abençoada dias das Mães.
                                             Com carinho, pastor Valdir Lopes Junior.

                         
Fotos acesse: https://plus.google.com/photos/107816929161147700451/albums/6017888864382443393 

Dia das Mães 2014 - Mensagem da IELB

DEUS É PAI!

Estimados amigos, certamente vocês já ouviram a expressão "Deus é Pai", não é verdade? O que está por detrás dela? Provavelmente ela pode ter sido dita em dois contextos diferentes. Pode ser que tenha sido pronunciada num contexto de compaixão, onde se espera que Deus estenda sua mão e auxilie ao necessitado e aflito, e ao dizer que "Deus é Pai", se está dizendo que olhará pela pessoa desfavorecida. Por outro lado, também pode ser que "Deus é Pai" tenha sido usada num contexto de vingança ou justiça, onde se espera pela punição divina contra aquele que agiu de forma má.
Neste tempo de Páscoa que vivemos, relembramos uma das ocasiões na qual Jesus fez uso da expressão "Pai" em relação a Deus. No alto da cruz do Calvário Ele declarou: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!" (João 23.46) Ele não usou esta frase para vingar-se daqueles que o crucificaram. Tampouco a usou porque necessitava da compaixão de Deus. Suas palavras foram de uma profundidade indescritível porque expressaram uma íntima comunhão vivida com aquele que era o seu verdadeiro Pai. Apesar de saber que deveria submeter-se a vontade dele, Jesus sabia que sua submissão não estava presa a um mero "capricho", mas que era necessária devido à triste situação da humanidade pecadora que estava afastada do seu verdadeiro Pai. Aliás, esta necessidade não foi exclusividade da época de Jesus, pois o ser humano pós-moderno continua afastado de Deus e mergulhado na perdição dos pecados. A postura deste ser humano é preocupante, pois geralmente está fundamentada no indiferentismo (pouco lhe importa quem Deus seja ou o que lhe oferece) ou no medo (já que teme o desconhecido, o "sobrenatural") diante de situações difíceis. Felizmente, aquele que crê no Cristo ressuscitado, pode dizer com todas as palavras que "Deus é Pai" Pode dizê-lo, porque sabe a profundidade de seu amor revelada em seu Filho Jesus Cristo. Pode dizê-lo, porque sabe que em toda e qualquer situação, este Pai estará presente ao seu lado para protegê-lo! 
Você ainda tem dúvidas sobre isso? Se tem, teremos alegria e prazer em ajudá-lo(a) a confiar neste "Pai de amor"! Confie no Pai Maior!
                                                         Com carinho, Pastor Valdir Lopes Júnior

61ª Convenção Nacional da IELB

Diretoria Nacional da IELB 2014-2018 foi instalada no culto de 110 anos. Bênçãos de Deus no trabalho da nossa querida Igreja!

Pastor Egon Kopereck foi reeleito como presidente da IELB para a gestão 2014-2018! Desejamos bênçãos de Deus sobre o trabalho de toda a Igreja!

Pastor Geraldo Walmir Schüler foi eleito vice-presidente de Expansão Missionária! Que Deus lhe abençoe!

O pastor Rony Ricardo Marquardt foi eleito vice-presidente de Ensino para a gestão 2014-2018. Que Deus lhe abençoe!

Renato Bauermann foi eleito para assumir o cargo de vice-presidente de Administração da IELB na gestão 2014-2018. Que Deus lhe abençoe!

Aline Gehm Koller Albrecht é a primeira mulher a fazer parte da Diretoria Nacional da IELB! Ela foi eleita para o cargo de vice-presidente de Comunicação. Que Deus lhe abençoe!

O pastor Airton Scheunemann Schroeder foi eleito para compor a Diretoria Nacional da IELB 2014-2018 como vice-presidente de Ação Social. Desejamos ricas bênçãos de Deus sobre o trabalho!

O pastor Martinho Sonntag foi eleito o vice-presidente de Educação Cristã. Que Deus abençoe o trabalho da Igreja!