"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

Até quando Senhor?



Esta é uma pergunta que certamente muitos se fizeram durante a semana ao acompanharem o caso do estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro. Casos como este chocam pela violência e falta de compaixão do ser humano com o seu semelhante. Este tipo de sentimento, certamente permeava os pensamentos do salmista Davi. No Salmo 13 Davi esboça seu descontentamento com a frieza humana e clama a Deus por providências! Davi afirma: “Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?” (Sl 13.1-2) Davi repete quatro vezes a expressão “até quando”, o que demonstra de forma intensa o seu sofrimento. Estava cansado de seu inimigo e muito mais perturbado ainda pela aparente indiferença de Deus. Sentia-se abandonado pelo Senhor em sua maior necessidade.  Qual a atitude a tomar diante do sofrimento? Qual atitude a seguir diante do sofrimento? Davi mostra o caminho. Nos versículos 3 e 4 ele declara: “Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte; para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.” (Sl 13.3-4) Davi faz uma oração! Sim, quando o sofrimento vêm e as coisas parecem ruir, Davi ora, conversa com Deus! Ao orar, ele derrama seu coração diante do Senhor, e tem também a oportunidade de desabafar com Ele, aliviando o seu espírito. Vivemos tempos difíceis, onde o caminho da oração é o único meio de podermos aliviar as tensões que carregamos. Deus está sempre pronto a nos ouvir, ele não fecha seus ouvidos. Davi provou da compaixão divina, de tal forma que após orar, declarou: “No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. (Sl 13.5) Davi ratificou a sua confiança em Deus, pois sabia que o Senhor estava pronto a ouvi-lo. Eis aí também uma bela demonstração de que podemos orar, com fé, e confiantemente aguardarmos no Senhor, pois a seu tempo e a seu modo, Ele toma as suas providências. Vejamos ainda que Davi, independente da tomada de decisão de Deus frente ao seu clamor, ainda declarou: “Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem.” (Sl 13.6). Ele canta louvores e testemunha o cuidado que Deus tem consigo. Nestes tempos difícieis que vivemos, onde barbáries como as do Rio de Janeiro acontecem, convém orar a Deus, confiar e viver na segurança de que Ele olha por nós, e a seu tempo e a seu modo tomará providências! Mais do que isso, providenciou para nós um mundo sem sofrimentos e amarguras, com intensa alegria e felicidade, a vida eterna! Permaneçamos firmes nesta confiança.
Com carinho, pastor Valdir.

Esta é uma pergunta que certamente muitos se fizeram durante a semana ao acompanharem o caso do estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro. Casos como este chocam pela violência e falta de compaixão do ser humano com o seu semelhante. Este tipo de sentimento, certamente permeava os pensamentos do salmista Davi. No Salmo 13 Davi esboça seu descontentamento com a frieza humana e clama a Deus por providências! Davi afirma: “Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?” (Sl 13.1-2) Davi repete quatro vezes a expressão “até quando”, o que demonstra de forma intensa o seu sofrimento. Estava cansado de seu inimigo e muito mais perturbado ainda pela aparente indiferença de Deus. Sentia-se abandonado pelo Senhor em sua maior necessidade.  Qual a atitude a tomar diante do sofrimento? Qual atitude a seguir diante do sofrimento? Davi mostra o caminho. Nos versículos 3 e 4 ele declara: “Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte; para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.” (Sl 13.3-4) Davi faz uma oração! Sim, quando o sofrimento vêm e as coisas parecem ruir, Davi ora, conversa com Deus! Ao orar, ele derrama seu coração diante do Senhor, e tem também a oportunidade de desabafar com Ele, aliviando o seu espírito. Vivemos tempos difíceis, onde o caminho da oração é o único meio de podermos aliviar as tensões que carregamos. Deus está sempre pronto a nos ouvir, ele não fecha seus ouvidos. Davi provou da compaixão divina, de tal forma que após orar, declarou: “No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. (Sl 13.5) Davi ratificou a sua confiança em Deus, pois sabia que o Senhor estava pronto a ouvi-lo. Eis aí também uma bela demonstração de que podemos orar, com fé, e confiantemente aguardarmos no Senhor, pois a seu tempo e a seu modo, Ele toma as suas providências. Vejamos ainda que Davi, independente da tomada de decisão de Deus frente ao seu clamor, ainda declarou: “Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem.” (Sl 13.6). Ele canta louvores e testemunha o cuidado que Deus tem consigo. Nestes tempos difícieis que vivemos, onde barbáries como as do Rio de Janeiro acontecem, convém orar a Deus, confiar e viver na segurança de que Ele olha por nós, e a seu tempo e a seu modo tomará providências! Mais do que isso, providenciou para nós um mundo sem sofrimentos e amarguras, com intensa alegria e felicidade, a vida eterna! Permaneçamos firmes nesta confiança.
Com carinho, pastor Valdir.

A SANTÍSSIMA TRINDADE



Estamos lembrando neste domingo a Santíssima Trindade. O que é de fato a Santíssima Trindade? A resposta é dada por Moisés em Deuteronômio 6.4: “Ouve, ó Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.” Estas palavras nos remetem a meditar sobre quem de fato é o Senhor! Nós o chamamos de Deus Triúno! Por que? O primeiro artigo da Confissão de Augsburgo nos ajuda a compreender: “Em primeiro lugar, ensina-se e mantém-se, unanimemente, de acordo com o decreto do Concílio de Nicéia, que há uma só essência divina, que é chamada Deus e verdadeiramente é Deus. E todavia há três pessoas nesta única essência divina, igualmente poderosas, igualmente eternas, Deus Pai, Deus Filho , Deus Espírito Santo, todas três uma única essência divina, eterna, indivisa, infinita, de incomensurável poder, sabedoria e bondade, um só criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis.”[i] Nossa confissão de fé seguramente tem sua comprovação quando olhamos para textos bíblicos notáveis onde a atuação da Santíssima Trindade fica evidente! Tanto no Antigo Testamento, como no Novo Testamento. Vejamos dois destes exemplos:
“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; (Gn 1.26a) Neste texto, o diálogo na Trindade acontece antes da criação do homem! É o Deus Triúno agindo ativamente na obra da criação!
 “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mt 3.16-17) O batismo de Jesus nos mostra novamente a Santíssima Trindade atuando, naquela ocasião, após o batismo de Jesus.
Em ambas situações, podemos observar coisas muito importantes. Nosso Deus Triúno não agiu somente criando as coisas, mas permanece sustentando-as e realizando feitos que nenhum de nós poderia realizar. As obras da criação, redenção e santificação, são obras única e exclusivamente suas! Nada podemos acrescentar ou tirar destas. Nada podemos inferir ou querer assumir, pois tudo é obra de suas mãos!
Que bom que nosso Deus agiu, age e seguirá agindo de forma plenamente eficaz em nosso favor. Comemoremos mais um dia da Santíssima Trindade, lembrando de um Deus que não nos abandona, mas além de nos criar, nos salvou e nos mantém nesta fé salvadora.
Com carinho, pastor Valdir.


[i] Confissão de Augsburgo, Artigo I (De Deus).

PENTECOSTES: Renascendo da água e do Espírito!



“Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” (Jo 3.5)

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus.
Estamos vivendo mais um Pentecostes. A descida do Espírito Santo é lembrada com alegria, especialmente pela promessa do Salvador Jesus de que não nos deixaria sós, mas enviaria o Consolador!
Esta promessa é muito consoladora e nos leva a uma grande reflexão, especialmente quando olhamos para o diálogo entre Jesus e Nicodemos. Aquele homem importante, um fariseu que era destacado entre os judeus (Jo 3.1), fora procurar o Salvador a noite a fim de conversar. Cristo Jesus então aproveita a oportunidade para lhe falar a respeito da vida verdadeira, a vida vivida em fé! Para tanto, ele menciona a necessidade de “nascer de novo”. Nicodemos em seu conhecimento limitado pensa ser necessário voltar para a barriga de sua mãe. Jesus então lhe esclarece apontando o batismo! Sim! Nicodemos agora ouvira em claro e bom som a necessidade de renascer da água e do Espírito Santo conforme narraria tempos depois o apóstolo Paulo em Tito 3.5-6: “...ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.”
Relembremos nós que profunda bênção é o sacramento do santo batismo! Através dele o Espírito Santo age em nossos corações de forma contundente a fim de criar a fé cristã e aquecer nossos corações com a promessa de salvação em Cristo Jesus! Como destaca um comentarista bíblico, a água aponta para o aspecto da purificação, e o Espírito aponta para o poder de Deus! Água e palavra fundem-se e realizam o ato sacramental através da ação do Espírito Santo! Em mais um Pentecostes, não há como não lembrar desta ação através deste sacramento tão importante!
Sendo assim, vivamos este período que se inicia, lembrando do privilégio de termos renascido da água e do Espírito Santo, sabedores que o Consolador permanece atuando, agindo entre nós ininterruptamente! Assim, viveremos uma vida conduzidos por Ele, caminhando juntos em fé!

                                                                                 Com carinho, Pastor Valdir.

É HORA DE VOLTAR PARA CASA!



Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Lembramos na última quinta-feira o dia da ascensão do Salvador Jesus! A ascensão é considerada o terceiro estágio do estado de exaltação de Jesus, conforme confessamos no credo apostólico. O primeiro estágio da exaltação tem início na descida de Jesus ao inferno, quando vai mostrar ao diabo e seus anjos que venceu a morte (1 Pe 3.19). O segundo estágio foi a ressurreição dos mortos no terceiro dia e seu conseqüente aparecimento durante 40 dias a seus seguidores com o propósito de mostrar provas concretas de que estava vivo e assim permaneceria até seu retorno! Com a exaltação, acabara o estado de humilhação do Salvador Jesus. Terminada a obra da salvação, era hora de voltar para casa.
Era hora de voltar para casa,cumprindo o que estava escrito: “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” (Lc 24.46-47)
Era hora de voltar para casa, afim de que se cumprisse a promessa de Jesus: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lc 24.49) Que promessa era essa? O envio do Espírito Santo! Para que o Consolador viesse, era necessário que Ele, o Salvador, subisse aos céus! Jesus mesmo declarara: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.” (Jo 16.7) Os discípulos seriam “revestidos de poder”! No texto original grego, encontramos o verbo revestir no modo passivo! Ou seja, os discípulos não se revestiriam, mas seriam revestidos! Este revestimento não viria da terra! Não seria realizado por seus próprios esforços. Ele seria realizado a partir do alto! Ou seja, viria do próprio Deus! Apesar de seu conhecimento limitado, os discípulos deveriam lembrar de onde viria o poder que os assistiria na tarefa de evangelizar!
É hora de voltar para casa! Esta frase deve ser vista por nós com uma dupla e importante reflexão!
Quando estamos no mundo, ou seja, em casa, no trabalho, na escola, devemos lembrar da igreja de Cristo, da comunidade de fé onde participamos e lembrarmos que é hora de voltar para esta que é a nossa casa! Onde somos revestidos do alto, com o Espírito Santo! Onde recebemos fortalecimento, conforto e encorajamento para viver e testemunhar a fé!
Quando estamos já aqui na igreja, e devemos lembrar que é hora de voltar para nossos afazeres afim de lá vivermos a fé que aqui recebemos. É lá no mundo que devemos viver e testemunhar! Deus não espera que vivamos a fé somente em “Jerusalém”, ou seja, somente entre as quatro paredes da igreja, mas que vivamos a fé lá onde vivemos, trabalhamos e estudamos. Que possamos nós lembrarmos com alegria e festejarmos a ascensão do Salvador Jesus, com a certeza de que não estamos sós, por causa da presença do Espírito Santo, e que a mensagem que vivemos e temos oportunidade de testemunhar é poderosa porque vem daquele que deu sua vida por nós! Celebremos a ascensão de Jesus,e vivamos sua salvação hoje e sempre!
Com carinho, Pastor Valdir.