"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

Testemunhando da Verdade!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Estamos lembrando neste final de semana duas datas muito importantes: sábado, 24/06 113 anos de nossa Igreja Evangélica Luterana do Brasil e domingo, 25/06 os 487 anos da Confissão de Augsburgo, a confissão de fé que os reformadores apresentaram diante do imperador a fim de respaldar a fé cristã luterana. O que estas datas tem em comum?
Comecemos pela Confissão de Augsburgo. No dia 21 de janeiro de 1530 o imperador Carlos V convocou uma dieta imperial a ser reunida no mês de abril em Augsburgo, Alemanha. Ele desejava ter uma frente unida nas suas operações militares contra os turcos, e isso parecia exigir um fim na desunião religiosa que existia, por causa da Reforma. Assim, convidou os príncipes e representantes das cidades livres do Império para discutir as diferenças religiosas na esperança de superá-las e restaurar a unidade. Então, os teólogos de Wittenberg, ou seja, os reformadores, apresentaram uma declaração luterana conjunta diante do Imperador. Assinada por sete príncipes e pelos representantes de duas cidades livres, a confissão imediatamente adquiriu importância peculiar como uma declaração pública de fé que permanece tendo sua importância até os dias atuais. Mas o que este tema tem a ver com os 113 anos de nossa Ielb?
Além de ser um dos documentos que confessam o que é a nossa fé, podemos também olhar para a origem de nossa Igreja. De certa maneira ela deu seus primeiros passos a partir de uma confissão de fé. O pastor Christian Broders ao ser “sabatinado” pelo senhor August Gowert, leigo consagrado, confessou não somente o conteúdo da doutrina luterana, mas deu um testemunho público da fé genuína e pura do evangelho. A partir dali, em confiança e fé, nossa igreja deu seus primeiros passos ao serem fundadas as primeiras congregações.
O texto do evangelho deste final de semana, nos mostra palavras de Jesus que também apontam para a importância de se testemunhar publicamente a fé cristã: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;” (Mt 10.32) Jesus não somente desafia os cristãos a testemunharem sua fé, mas também enfatiza a íntima relação existente entre a fé vivida aqui, e a salvação a ser recebida nos céus.
Os primeiros reformadores certamente tinham em mente as palavras de Jesus, assim como o pastor Christian e os luteranos que aqui residiam e passaram a constituir nossa Ielb. Que Deus nos conduza para sempre darmos testemunho da verdade em todos os aspectos de nosso viver. Amém.
Com carinho, Pastor Valdir.


Respondamos o mal com o bem!

Queridos irmãos e irmãs, a última semana trouxe consigo uma grande polêmica. Não estamos falando do cenário político, pois este já está sortido de surpresas a cada dia. Estamos falando do fato acontecido em um estúdio de tatuagem na cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo. Um vídeo compartilhado nas redes sociais desde sexta-feira, dia 9 de junho, mostra um jovem, acusado pelos autores da gravação de roubo, sendo tatuado na testa com a frase “eu sou ladrão e vacilão”. O vídeo mostra o jovem sendo obrigado a responder que quer a frase tatuada na testa, enquanto o autor do vídeo comenta, rindo, dizendo que "vai doer". Em um segundo registro, a dupla faz o menino contar que tentou roubar a bicicleta de um homem que não tinha uma das pernas. Aos risos, os homens fazem o jovem mostrar sua tatuagem e perguntam se ele gostou. Muitas pessoas se manifestaram, algumas apoiando o gesto, dizendo que a justiça foi feita, e que deveria ter sido muito pior pois ele tentou roubar um deficiente. Outros alegam que isso é um abuso, crime de tortura por ser uma agressão. Mas, do ponto de vista cristão, o que a palavra de Deus nos diz?
Sem dúvida alguma, devemos lembrar, por exemplo, do episódio narrado pelo evangelista Mateus, quando Jesus é preso: “E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. ” (Mt 26.51-52) A recomendação de Jesus é bem clara: nunca respondamos o mal com o mal. Aliás, quantas vezes somos tentados a pensar que estamos fazendo o bem ao praticarmos o mal? O profeta Isaías com propriedade enfatiza: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; põem amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! ” (Is 5.20-21) As palavras do profeta apontam para a necessidade de averiguarmos nossos corações à luz da vontade divina, até mesmo porque Paulo enfatiza em Romanos, que este Deus “...retribuirá a cada um segundo o seu procedimento. ” (Rm 2.6).
Portanto, em resumo, diante de tantas advertências o conselho que Deus nos dá quando somos alvo do mal ou somos tentados a agir através do mal resume-se nas palavras de Paulo: “Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos.” (1Ts 5.15) 

Com carinho, Pastor Valdir.

A Santíssima Trindade e 75 Anos de Bênçãos!

Queridos irmãos e irmãs.
Estamos em festa! Especialmente por dois motivos: o domingo da Santíssima Trindade e os 75 anos de nossa Congregação Cristo Redentor.
Na Santíssima Trindade, lembramos a obra completa que Deus executou a favor da humanidade motivado única e exclusivamente por seu amor. O ato de criação, lembra-nos que Deus Pai em sua perfeição não se conteve em somente criar o universo e todos os que nele vivem, inclusive nós, mas também mantém toda esta obra em seu devido lugar, como ilustra Moisés em Gênesis 8.22: “Enquanto durar a terra não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.”. O ato de redenção, mostra o amor incondicional que Deus Filho manifestou por nós ao assumir nossa culpa, nos provendo reconciliação e salvação como bem ilustra o evangelista João em João 3.16: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”. O ato de santificação, demonstra como Deus Espírito Santo ocupa-se conosco, esquentando nossos corações com a fé salvadora e motivando-nos a viver esta vida em fé e esperança na certeza da salvação eterna como bem ilustra o apóstolo Paulo em 1Coríntios 6.11: “Vós vos lavastes, vós fostes santificados, vós fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
Por outro lado, estamos neste final de semana lembrando 75 anos de aniversário de nossa Congregação Cristo Redentor. 75 anos onde esta comunidade cristã obedeceu a ordem de Jesus Cristo de ir, batizar e ensinar! Em suas andanças, seja nas casas de membros, no antigo templo da Rua Padre Cacique ou na atual morada na Rua Martinho Lutero, esta congregação realizou muitos batismos e ensinou a palavra conforme a recomendação do Senhor Jesus.
Então, qual a relação do domingo da Santíssima Trindade e o aniversário da Cristo Redentor? Jesus responde com sua própria ordem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28.19). É nesta Santíssima Trindade que nós, Cristo Redentor, desenvolve suas ações, “Pois nele vivemos, nos movemos e existimos...” (At 17.28)
Obrigado Triúno Deus por tua obra de criação, redenção e santificação, gratos somos por nos permitir ir, batizar e ensinar tuas maravilhas. Parabéns Cristo Redentor por ser instrumento nas mãos deste Deus Triúno. Que possamos juntos seguir em frente “apontando para Cristo”!

Com carinho, Pastor Valdir.

Pentecostes: consolo e proclamação!

O Pentecostes envolvendo os discípulos, que anunciaram o evangelho em diferentes línguas, foi o “estopim” para a evangelização cristã a nível mundial. Desde então, a igreja de Cristo no mundo procura com avidez anunciar a salvação pela fé nele. Porém, como acontece este processo de anúncio e recepção da palavra de Deus? Jesus Cristo aborda esta questão em João 14.26: “...mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” Lutero nos ajuda a compreender um pouco esta dinâmica ao interpretar estas palavras de Jesus:

Prestem atenção neste texto, como Cristo liga o Espírito Santo com sua palavra e lhe fixa um limite e medida, de maneira que o Espírito não pode ir além do que sua palavra lhe permite. Ele os fará lembrar de tudo o que eu lhes tenho dito, e ensinará a vocês. Com isto, Cristo mostra que no futuro somente se deve ensinar aquilo que os apóstolos tinham ouvido diretamente dele, mas que, porém, não tinham ainda entendido até que o Espírito Santo lhes revelasse. Desta maneira, o ensino sempre procede da boca de Cristo e se transmite de boca em boca, porém, é sempre a mesma palavra. O Espírito, sozinho, é o professor que ensina estas coisas e as traz à memória. Aqui também se mostra que a palavra antecede ao Espírito, isto é, que a Palavra se deve pregar primeiro e logo virá o Espírito colocando luz sobre ela e passará a agir por ela. Não podemos tergiversar esta ordem e sonhar com a obra do Espírito sem a palavra ou antes da palavra. O Espírito vem com e pela palavra e não vai além do que ela estabelece. O exemplo dos apóstolos mostra também como Cristo governa sua igreja. O Espírito não passou a viver neles tão rápido logo que ouviram a Palavra, nem veio a eles com tanto poder que entendessem logo tudo perfeitamente. Nós escutamos a palavra de Deus, que na realidade, é a pregação do Espírito Santo que sempre está presente junto com ela, porém, nem sempre chega ao coração ou é aceita em fé; mesmo naqueles que são movidos pelo Espírito Santo, que recebem contentes a Palavra, nem sempre produzirá imediatamente os seus frutos. É necessário que chegue a este ponto: diante da necessidade e do perigo buscamos ajuda e consolo; então, o Espírito Santo pode cumprir seu oficio de ensinar o coração e trazer à memória a palavra ouvida.” (Devotional Readings from Luther’s Works-Augsburg Book Concern, 1915.)

No Pentecostes lembramos daquele que não somente nos acompanha após a partida de Cristo, mas que anuncia sua obra e a proclama através de nós a todas as nações tocando o coração de muitos a seu tempo e a seu modo.

Abençoado tempo de Pentecostes. Com carinho, Pastor Valdir.

ASCENSÃO: Importava que se cumprisse tudo!

Vivemos na última quinta-feira o dia da Ascensão do Senhor Jesus. Mas o que é, de fato, a ascensão? A ascensão é a glorificação da natureza humana de Cristo! Era a conclusão da obra redentora que agora efetivamente era selada, confirmada com a subida do Salvador aos céus. Não é a toa que os evangelistas Marcos e Lucas finalizam seus evangelhos com a subida do Salvador Jesus aos céus. Esta ascensão é narrada com mais detalhes em Atos dos Apóstolos capítulo 1 onde encontramos a informação de que ela aconteceu cerca de 40 dias depois da ressurreição. É curioso notar que a maior atenção de muitos cristãos está destinada ao Natal e a Páscoa. Porém, relembrar e celebrar a ascensão de Jesus significa olhar para a obra da salvação em sua totalidade fechando com “chave de ouro” o plano salvador de nosso Deus.
Lucas nos descreve as palavras de Jesus que precederam sua subida aos céus: “...importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lc 24.44) Mas o que de fato se cumpriu?
- A morte e ressurreição de Jesus: “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar...” (Lc 24.46) Após abrir o entendimento de seus discípulos, Jesus faz questão de destacar que todo sofrimento vivido por Ele estava previsto dentro do plano de Deus. Nada acontecera fora do controle do Senhor. Eis aí uma grande verdade a ser entendida, crida e aceita por nós cristãos, o fato de que nada acontece nesta vida sem o conhecimento do Senhor.
- A universalidade da graça de Deus: “...e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” (Lc 24.47) A palavra de Deus atingiria todo o planeta. Esta declaração ganhou sua confirmação no pontapé inicial do Pentecostes, quando os discípulos anunciaram a salvação a diferentes povos e em diferentes línguas.
- O povo cristão testemunhando: “Vós sois testemunhas destas coisas.” (Lc 24.48) As palavras de Jesus são muito mais do que uma constatação, na verdade, elas soam como um chamado para o grande desafio de testemunhar sua salvação.
Vejam quantas coisas importantes a ascensão de Cristo nos trouxe. Que possamos nós como igreja cristã lidar bem com esta herança. Que possamos relembrar a obra redentora cumprida no Salvador, lembrarmos que esta mensagem precisa ser levada aos quatro cantos do planeta e que Deus conta com nosso testemunho nesta caminhada. Deus nos conserve neste grande desafio.

Com carinho, Pastor Valdir.

NÃO COCHILA NEM DORME O GUARDA DE ISRAEL!

Estamos vivendo um tempo de muito sofrimento para a nação brasileira. Alguns dias atrás ouviu-se a expressão de que o “Brasil está sangrando”! Não é a toa, pois as últimas denúncias e delações feitas tem revelado que a maior parte da classe política no Brasil está comprometida em esquemas desonestos que tem lesado o povo em todas as áreas. Enquanto muitos têm morrido em conflitos terroristas, guerras e outras tragédias, o povo brasileiro tem morrido na fila de hospitais, na rua pela falta de segurança, e também pela fome que ainda é um mal a ser combatido. Enquanto isso os “colarinhos brancos” têm enchido os bolsos de forma ilícita. A impunidade tomou tão grande proporção que até mesmo agora, sob pesada investigação, ainda temos políticos atrevidos, velhas raposas, que acham que não serão pegos, vide o caso envolvendo o presidente da república.
No Salmo 33.12 encontramos as seguintes palavras do salmista: “Feliz a nação que tem o SENHOR como o seu Deus! Feliz o povo que Deus escolheu para ser dele! ” Esta mensagem refere-se ao povo de Israel, povo que havia sido escolhido por Deus para ser o seu porta-voz. Será que este povo honrou a escolha que Deus fez? A resposta é um sonoro NÃO!
No livro de Amós, encontramos uma descrição terrível do povo de Israel. Sob o reinado de Jeroboão II Israel expandiu seu território e tornou-se uma nação grande e próspera. Porém, no meio desta prosperidade e luxo havia ganância, opressão, suborno, exploração, falsa religião e desprezo total pela justiça. Não é um quadro parecido com o que observamos hoje em nosso país? Diante desta realidade Amós transmite a mensagem do Senhor: “Voltem para o SENHOR e vocês viverão. Se não voltarem, ele descerá como fogo para destruir o país de Israel, e em Betel ninguém poderá apagar esse fogo. Em vez de praticarem a justiça, vocês praticam a injustiça, que causa amargura, e não respeitam os direitos dos outros. ” (Am 5.6-7) Estas palavras valem ainda para toda e qualquer nação que ignora o senhorio de Deus. Ele dá um conselho muito importante a todos nós como nação: “Se o Senhor Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. Se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando. ” (Sl 127.1)
A todos aqueles que ainda pensam que passarão impunes, vai aqui o alerta: “O protetor do povo de Israel nunca dorme, nem cochila. ” (Sl 127.4)
Oremos por nosso país a fim de que os criminosos sejam punidos e arrependam-se e possamos ter dias melhores pela frente conduzidos pelo Senhor.

Com carinho, pastor Valdir.

AMOR DE MÃE - AMOR DO BOM PASTOR!

Conta uma pequena história que havia certo mágico que criava ovelhas. Quase todos os dias ele reunia o rebanho, escolhia uma que estivesse mais gorda e a matava, ali mesmo, na frente das outras, para comercializar a carne no açougue da cidade. As ovelhas, de tanto presenciar aquelas cenas, começaram a ficar apavoradas, temendo que, a cada vez que viesse o mágico para reuni-las, chegasse a sua vez. E, de tanta preocupação, começaram a perder peso, além do quê, a carne das ovelhas abatidas ficava meio amarga. Isso começou a preocupar o mágico, pois prejudicava seus negócios.
Homem esperto, resolveu hipnotizar as ovelhas, fazendo-as pensar que não eram ovelhas e, sim, algum bicho muito forte, como leão, touro, cavalo de corrida, cachorro de raça, e daí por diante! Agora, cada vez que o mágico pegava uma delas e a matava, ali mesmo, na frente das demais, elas não ficavam mais incomodadas.
Tranquilas, ficavam pensando, descansadas, que tal fato jamais aconteceria com elas, pois sabiam que o mágico só matava ovelhas. E elas não eram ovelhas. Tinham uma vaga noção de que alguma coisa de ruim estava acontecendo, mas, oras bolas, porque se preocupar? Fosse o que fosse, certamente não era problema delas. E seguiam suas vidas, mansamente, enquanto o mágico ia se dando bem.
Esta história ilustra a principal artimanha do diabo: nos fazer pensar que não somos mais ovelhas, que já sabemos tudo, que já conhecemos o suficiente.
No entanto, nosso pecado e fragilidade denunciam que somos ovelhas. Denunciam que precisamos de pastoreio! Aliás, em mais um dia das mães, lembramos daquelas ou daqueles que assumiram o papel delas, e que com carinho nos cuidaram enquanto éramos pequenos, frágeis, vulneráveis e que até hoje nos oferecem “colo”. Da mesma forma, lembramos daquele que conhece nossas dificuldades e declarou com muito amor: Eu sou o bom pastor O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. (Jo 10.11)
Que bom sabermos que o bom pastor Jesus nos cuida na caminhada da vida, como uma mãe se preocupa com seus filhos, pois, afinal de contas, amor de mãe é também um testemunho do amor do Pastor Jesus.
Feliz dia das mães!

Com carinho, pastor Valdir.

O QUE POSSO DAR A DEUS?

O Salmo 116 é um salmo bem conhecido. É um dos salmos chamados “Hallel” que significa “aleluia”. Possivelmente era um salmo usado na liturgia do culto no templo de Jerusalém. Curioso é que algumas partes deste salmo estão na língua aramaica o que denuncia que este salmo tenha sido escrito logo após o exílio babilônico, pois sua linguagem aponta para esta realidade, especialmente quando olhamos para o versículo 3: “Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim;” (Sl 116.3a) Porém, a grande divisão deste salmo encontramos no versículo 12.
Dos versículos 1 até 11 o salmista descreve a sua miséria enquanto ser humano e os sofrimentos pelos quais passa e a compaixão de Deus que vem ao seu encontro e lhe proporciona alívio. Porém, no versículo 12, após perceber a ação de Deus em sua vida, o salmista se vê “endividado”. Ele então pergunta-se: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” (Sl 116.12). Eis uma boa pergunta que cada um de nós já deve ter feito a si mesmo, ou pelo menos deveria fazer em algum momento da vida: O que posso dar a Deus? O salmista é bem prático e resolve a questão com a seguinte afirmação: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.” (Sl 116.13)
 Fé, vida e testemunho. Eis aí três coisas nas quais Deus tem amplo interesse. Três coisas que estão resumidas na resposta do salmista.
Tomar o cálice da salvação nos lembra de usufruir de tudo aquilo que o Senhor Jesus já conquistou e que nos oferece em sua palavra e sacramentos. Aqui está presente um aspecto de nível espiritual, algo que somente Deus pode nos dar!
Invocar o nome do Senhor está ligado à vida e testemunho ao qual Ele nos motiva e impulsiona no dia-a-dia da peregrinação terrena.
É importante que em mais um tempo pascal lembremos do que Deus fez por nós, e de tudo aquilo que podemos retribuir em nossa peregrinação por este mundo.
Sendo assim, que possamos nós junto com o salmista respondermos ao chamado de Deus em fé, afim de que nossa vida e testemunho reflitam ao mundo a grandeza de seu amor e desejo de salvação da humanidade. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.

OS RESULTADOS DA PÁSCOA!

Os resultados econômicos da última Páscoa não foram nada animadores segundo especialistas. Se em 2016 já se tinha vendido cerca de 10% a menos do que em 2015, neste ano vendeu-se cerca de 2% a menos do que no ano passado. Uma das mudanças que houve foi que o consumidor passou a medir o “custo-benefício“ de suas compras. Na Páscoa, o efeito foi sentido no consumo de chocolate. As barras de chocolate venderam muito mais do que os ovos porque ao comprar uma barra se paga muito menos do que a mesma quantidade de chocolate num ovo de Páscoa. Ao comprarem mais barras, as pessoas aliviaram o bolso, mas criaram um “peso-extra” para o comércio que se viu com muitos ovos encalhados nas prateleiras.
Se no comércio os resultados mudam ano após ano, na Páscoa cristã encontramos um cenário completamente diferente. Os resultados da vitória do Salvador Jesus permanecem os mesmos. Vejamos alguns deles presentes na narrativa de João 20.19-31:
ALEGRIA: “Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor.”
(Jo 20.20b)
PAZ: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco!”
(Jo 20.21a)
CHAMADO: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.”
(Jo 20.21b)
ESPIRITO SANTO: “E havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.”                                                            (Jo 20.22)
MISSÃO: “Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos.”                                                             (Jo 20.23)
Estimados em Cristo Jesus, não sabemos quais os resultados econômicos da próxima Páscoa. Porém, lembremos que do ponto de vista da fé cristã os resultados da Páscoa cristã são imutáveis. Os benefícios que recebemos são incomparáveis: alegria, paz, chamado, Espírito Santo e missão, são dádivas do alto.
Não esqueçamos destes presentes que Deus nos deu em Cristo. Não esqueçamos que tais dádivas não podem ficar presas a um final de semana do ano, mas precisam ser vividos todos os dias, para benefício nosso, do nosso próximo e principalmente do Reino de Deus com vistas a vida eterna. Amém.
Com carinho, Pastor Valdir.

JESUS RESSUSCITOU E VAI ADIANTE DE NÓS!

Era domingo bem cedinho. Duas Marias vão até o túmulo do Salvador que havia morrido dois dias antes. O objetivo era de embalsamar o corpo, ou seja, perfumá-lo. De repente um terremoto, um abalo sísmico acontece. Não se sabe o grau de força do terremoto, mas supõe-se que era um tremor que não permita que se ficasse em pé. A descida do anjo que lhes anunciará algo impactante é cercada de medo, tanto para os soldados, como para as mulheres. Sua mensagem é direta: “Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia;” (Mt 28.7)
Assim como aquelas mulheres se viram na pressa de dar a boa nova, nós também vivemos numa constante pressa neste mundo. São tantos compromissos, tarefas a cumprir... No entanto, a declaração de que Jesus Cristo vai adiante de nós nesta vida é muito consoladora.
Jesus ressuscitou e vai adiante de nós cumprindo a promessa de salvação: “Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.” (Mt 28.5-6) O plano de Deus foi cumprido, a vitória completa. Podemos com alegria festejar pois pela vitória de Jesus nós também receberemos a salvação!
Jesus ressuscitou e vai adiante de nós na caminhada da vida terrena: “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve!” (Mt 28.9) Jesus vem ao nosso encontro frequentemente na palavra e sacramentos. Ali temos o Cristo real e presente em nossas vidas nos fortalecendo e conduzindo na caminhada terrena. Festejemos esta verdade!
Jesus ressuscitou e vai adiante de nós na eternidade para nos preparar lugar: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.” (Jo 14.2) Como é consolador saber que Cristo nos prepara a salvação. Como é importante viver esta verdade no dia-a-dia da caminhada terrena olhando os céus onde um dia estaremos em constante alegria!
Celebremos mais uma Páscoa, sabedores de que o Senhor nos precede na caminhada aqui e na vida eterna onde há de nos acolher um dia!
Feliz Páscoa!

Com carinho, Pastor Valdir.