"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

OS CÉUS SE RASGAM PARA A DESCIDA DE DEUS!

Advento é um tempo onde lembramos que o Senhor vem ao nosso encontro. Pois o texto de Isaías 64 é um texto perfeitamente casado com o tempo de Advento. Ali encontramos o anseio do ser humano ao desejar que de fato Deus venha encontra-lo, pois dele depende inteiramente. Neste sentido, Isaías declara: “Oh! Se fendesses os céus e descesses” (Is 64.1a) Ao que parece, Deus se havia retirado da presença do povo, e este, agora em apuros clamava por Ele para que este descesse e visse a situação difícil na qual se encontravam. É o famoso “lembrar de Deus quando troveja”! O pedido do povo é bem profundo e contundente. A palavra fender, também pode ser traduzida literalmente como rasgar. De tal maneira, que alguns manuscritos usam esta palavra lá no batismo de Jesus quando os céus se abriram e o Espírito Santo na forma de uma pomba pousou sobre Jesus e a voz de Deus Pai veio do céu enfatizando que Jesus era o Messias enviado por Ele. Advento é tempo de lembrar isto. É Tempo de lembrar que literalmente os céus se rasgam para a descida de Deus. Esta forma de descrever a ação de Deus, faz lembrar da figura do salva-vidas, que fica na beira da praia pronto para socorrer os afogados.
O Salva-vidas precisa agir da seguinte maneira:
1 - Precisa tirar a pessoa de dentro da água.
2 - Precisa tirar a água de dentro da pessoa.
3 - Precisa reanimá-la.
De certa forma, foi o que Deus fez por nós através do Salvador Jesus Cristo. Deus rasgou os céus, e veio para:
1 - Nos tirar do mar da escuridão do pecado.
2 – “Tirar” o pecado de nosso coração ocupando-o com a fé salvadora.
3 – Ele nos reanima por meio de sua santa palavra através do Espírito Santo.
Advento é isso! Um Deus que rasga os céus e vem ao nosso encontro. Que possamos viver este tempo lembrando de um Deus que veio ao nosso encontro para nos resgatar e salvar. Amém.

Com carinho, pastor Valdir

FELIZ ANO-NOVO DA IGREJA!


A Igreja Cristã segue um calendário próprio (diferente do calendário Civil). O Ano da Igreja, ou Ano Eclesiástico, se inicia a partir da Ressurreição de Cristo e finaliza no período que denominamos “Pós Pentecostes”. O ano eclesiástico está centralizado na vida e Obra de Jesus Cristo. A cada período, a liturgia é preparada de modo a elucidar o tempo em que a igreja está vivendo. Por esse motivo, as cores litúrgicas do altar e do púlpito, bem como a estola do pastor, mudam a cada período. Isso nos oferece uma visão completa dos fatos bíblicos do que Deus fez e faz por nós. Esses fatos são descritos mediante as leituras bíblicas que a Igreja organiza.
Podemos dizer que o ano da Igreja está dividido em três grandes ciclos: Ciclo do Natal, Ciclo da Páscoa e Ciclo da Igreja (ou tempo comum).
Estamos iniciando o ciclo do Natal com o tempo de Advento. Que seja um período de reflexão e esperança no sentido de lembrarmos de tudo que o Senhor fez por nós.
Um abençoado ano Novo da Igreja.

Com carinho, pastor Valdir

A REPÚBLICA QUE QUEREMOS!

Na próxima quarta-feira, estaremos vivendo mais um feriado em nosso calendário. Trata-se do feriado de 15 de novembro, onde se celebra a proclamação da república. Muitas pessoas confundem este feriado com o 7 de setembro. No entanto, um feriado não tem nada a ver com o outro. Devemos esse dia de descanso ao Marechal Deodoro da Fonseca, militar e político brasileiro, que, no dia 15 de novembro de 1889, proclamou a República Brasileira, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e pondo fim à soberania de Dom Pedro II. A proclamação aconteceu na Praça da Aclamação, atual Praça da República, na cidade do Rio de Janeiro que, na época, era a capital do Brasil. No mesmo dia foi instituído um governo provisório, que tinha o Marechal Deodoro como presidente e o Marechal Floriano Peixoto como vice.
Mas, o que de fato é uma república? República é um sistema de governo onde a ênfase está no interesse comum, no interesse da comunidade, em oposição aos interesses particulares e aos negócios privados. Olhando esta definição, parece que atualmente nosso sistema de governo está bastante distante daquilo que de fato é uma república no sentido mais estrito da palavra. Nunca vimos tanta corrupção, troca de favores, compra de votos (seja nas eleições, seja na câmara ou senado), e o mais estarrecedor é percebermos que esta forma de ser república está se institucionalizando e aos poucos, termos como “caixa 2” estão sendo oficializados quando tratados como algo normal. Diante deste cenário tão complicado, ainda vale a pena celebrar o 15 de novembro? Humanamente falando, talvez não. No entanto, para aqueles que depositam sua confiança em Deus, a palavra esperança faz toda a diferença. O Salmista ressalta sua confiança em Deus ao dizer: “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus” (Sl 146.5). O profeta Jeremias também ressalta a importanca da esperança depositada em Deus: “Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR.” (Jr 17.7) Tanto o salmista como o profeta Jeremias viveram dias difíceis em suas épocas, no entanto, não deixaram de depositar sua esperança no Senhor. Estariam eles errados? Com certeza não. O apóstolo Paulo também vai na mesma linha acrescentando algo a mais a esperança depositada em Deus: “...regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;” (Rm 12.12) Notemos que Paulo acrescenta a palavra oração como ítem importante na vida cristã. Eis aqui parte da solução para dias melhores em nossa república federativa brasileira: a oração. Que possamos orar mais e mais por nossa pátria, afim de que o Senhor nos brinde com a república que queremos.

Com carinho, pastor Valdir

NOVEMBRO: MÊS DA MORDOMIA CRISTÃ!

Estamos iniciando o mês da mordomia cristã. Mordomia é um sinônimo da palavra administração, que por sua vez está intimamente relacionada a palavra “despenseiro”. O apóstolo Pedro recomenda: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1 Pe 4.10). Ser um bom despenseiro significa ser um bom administrador ou um bom mordomo.
Sendo assim, convém que lembremos aquilo que Deus espera que administremos:
Vida (Corpo e alma)“logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé noFilho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2.20)                                                                                                                             
Tempo“É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia, a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” (Jo 9.4)
Dons“Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.” (1 Co 12.4)
Bens“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.” (2 Co 9.7).
Como devemos administrar estas questões? Deus nos orienta a observar dois parâmetros:
1 – Promover nosso sustento e bem estar bem como de nossa família e nossos semelhantes.
2 – Promover a salvação das pessoas e a edificação do Reino de Cristo através da igreja.

Oportunidades de viver nossa mordomia em novembro:
- Campanha de arrecadação para Moreira (Alimentos, higiene e limpeza)
- Brechó beneficente (11/11)
- Ofertas mensais regulares (Retirada dos envelopes para 2018)
- Campanha “Natal da Criança de Canela” (Arrecadação de brinquedos novos e usados durante o mês de novembro).
Lembremos que “Deus é o dono, e o ser humano é mordomo”. Ele mesmo, o Senhor, é quem nos desafia: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto... se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.” (Ml 3.10)

Com carinho, pastor Valdir

DEUS É NOSSO REFÚGIO E FORTALEZA!

Um dos salmos que Lutero apreciava era o Salmo 46. Inclusive, foi baseado neste salmo que compôs o hino Castelo Forte, tão apreciado no mundo. Abaixo, transcrevemos uma devoção escrita por Lutero baseada neste salmo.
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes de abalem no seio dos mares.” (Sl 46.1-2)
Nenhum poder, majestade ou proteção que reconforte, ou no qual se possa confiar, deve ser buscado no mundo. Inteiramente, e somente em Deus devemos buscar ajuda. Por causa de seu poder divino, Deus manterá a sua igreja. Desde o princípio, Ele a tem preservado maravilhosamente neste mundo, mesmo em meio a grandes dificuldades, em divisões ocasionadas por hereges, e em meio a perseguições de tiranos. O governo é inteiramente seu ainda que a condução do culto a si mesmo esteja a serviço de seres humanos, os quais utiliza como administradores de sua Palavra e santos sacramentos. A cada cristão Ele chama e ordena servir conforme suas instruções. A ansiedade a respeito da continuidade ou não da igreja e sua preservação contra o mal e o mundo deve ser depositada em Deus. Ele já a capacitou com segurança em outros tempos e também a guiará e preservará nos tempos atuais. Os cristãos conhecem e sabem de sua santa palavra crendo assim que Ele cuidará deles; por isso colocam todas as coisas em suas mãos, e com base em sua palavra confiam plenamente nele neste mundo. Aprenderam que não devem apoiar-se em sua razão e sabedoria, nem sobre ajuda e consolo humanos.
Ilustrarei isto com minha própria experiencia. O que eu teria feito se, ao começar a denunciar as mentiras do sistema de indulgências e os erros do papado, tivesse dado ouvido às ameaças que fizeram a mim? Quantas vezes escutei dizerem que ao escrever contra esta ou aquela autoridade ou eminencia causaria seu desgosto, e traria más consequências para mim e toda a nação alemã! Porém, já que não fui eu quem começou esta obra, mas fui guiado a ela por causa do meu ofício, devo continuar em frente. Coloquei esta causa nas mãos de Deus e deixei que Ele cuidasse deste fardo, tanto da obra como de mim mesmo. Desta maneira, Ele assegurou tanto a causa como a vitória nesta causa, porque não era eu quem trabalhava, mas sim, com segurança, Deus trabalhava através de mim. Da mesma maneira exorto a que todos os cristãos depositem suas ansiedades e cuidados em Deus, que é extremamente poderoso para suportar nossos fardos.

 Com carinho, Pastor Valdir.

VOU VIVER E ANUNCIAR O QUE O SENHOR TEM FEITO, NA VIDA, COMO HERDEIRO DA REFORMA!

Estamos a uma semana de celebrarmos os 500 anos da Reforma Luterana. Num mundo no qual estamos rodeados de diferentes “verdades”, será o evento da reforma simplesmente mais uma destas “verdades”? O lema de nossa Ielb para este ano nos ajuda a compreender de fato estes 500 anos: “Vou viver e anunciar o que o Senhor tem feito, na vida, como herdeiro da reforma!” Notemos nós que o destaque não está naquilo que o ser humano faz ou produz. Notemos nós que o destaque não está naquilo que Lutero fez, mas sim, naquilo que o Senhor, nosso Deus produziu. Esta verdade fica evidente quando olhamos o enfoque de 2017 a luz do texto bíblico que o fundamenta: “Não morrerei; antes, viverei e contarei as obras do Senhor!” Sl 118.17 Este salmo era o lema pessoal de Lutero. Ele havia escrito este versículo com as notas do canto gregoriano na parede de seu quarto de estudos em Coburgo, Alemanha. Pois este versículo traz uma profundidade tremenda consigo, especialmente ao apontar os grandes feitos de Deus. Quando em sua existência humana o ser humano pergunta-se sobre qual o seu objetivo de vida, o porquê de ainda existir aqui, porque estar neste mundo, o salmista ali lhe dá uma resposta pronta: para viver e contar as obras de Deus. Em outras palavras, estamos aqui para viver e contar sobre tudo aquilo que Deus já fez através de suas maravilhosas mãos. Isto é ser um herdeiro da reforma de fato! Apontar para os feitos de Deus e retirar qualquer obstáculo que venha a impedir que Ele ou suas obras sejam vistas. Lutero em seu tempo não fez nada mais, nada menos do que isso. Ele procurou retirar do caminho todo e qualquer obstáculo que impedisse as pessoas de desfrutarem da salvação que Deus lhes oferecera em Cristo Jesus. Ele não estava preocupado em fundar uma nova igreja, ou tentar derrubar a então igreja católica. Seu único e exclusivo objetivo é de que a salvação pela fé em Jesus fosse novamente o destaque, a pregação principal da igreja da época. Infelizmente outros interesses foram levados mais em conta. Consequentemente aqueles que se retiraram acabaram vindo a formar outras igrejas oriundas da reforma. Em nosso caso, viemos a nos chamar luteranos, diga-se de passagem, contra a vontade do próprio Lutero que não concordava com esta sigla.
Portanto, vivamos este tempo não nos considerando “donos da verdade”, nem sustentando o surgimento da única igreja verdadeira. Vivamos este tempo lembrando daquilo que o Senhor fez, faz e fará em favor de seus filhos. Esta verdade, não pode nunca ficar escondida.                      

Com carinho, Pastor Valdir.

JUNTO COM CRISTO OLHEMOS PARA FRENTE!

Certa vez conversava com um pai que estava extremamente preocupado com o futuro de seu filho. Uma hora pensava numa coisa, noutra imaginava algo bem diferente e não escolhia um caminho... O ensino médio estava passando e ele permanecia nesta indefinição.  Sem dúvida alguma esta é uma preocupação bastante comum a todos os pais que prezam por seus filhos, afinal de contas, quem não se preocupa com quem ama? Observar esta instabilidade e incerteza na vida de um adolescente é algo comum, até mesmo pela idade e inexperiência. Agora, imaginemos nós um homem já adulto, depois de ter se formado, ter a graduação, o doutorado, o pós-doutorado, estar bem empregado na vida tendo suas convicções sociais e religiosas firmes, de repente chutar tudo para o alto e deixar o passado para trás? Pois a Bíblia nos mostra um homem que fez isto, o apóstolo Paulo. O lema de sua vida pode ser resumido na seguinte frase: junto com Cristo, olhemos para frente! Vejamos algumas evidências desta sua maneira de pensar e agir em sua carta aos filipenses:
“Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;” (Fp 3.8-9) Paulo recomenda deixar para trás a justiça própria do ser humano (mesmo que isso represente deixar suas raízes) e confiar única e exclusivamente na justiça de Cristo, pois ele o fizera e não se arrependera desta decisão.
“...para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;” (Fp 3.10) Paulo nos recomenda a viver os desafios desta vida lembrando que Cristo as enfrentou antes de nós. Nos é de grande consolo saber que Ele venceu todas as dificuldades conquistando para nós a vitória da salvação.
“...para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” (Fp 3.11-12) Paulo tinha a consciência de que “já” estava salvo por causa da fé em Jesus, mas de que “ainda não” tinha recebido esta salvação porque Deus ainda não o tinha chamado. Também nos motiva a viver a vida sob esta ótica, ou seja, juntos com Cristo vivendo a vida aqui, mas olhando lá para frente, para a feliz eternidade.
Que o Senhor nos conserve neste desafio que Paulo nos propõe.

Com carinho, pastor Valdir.

OUTUBRO - 500 ANOS DA REFORMA!

Estamos entrando no mês em que lembramos os 500 Anos da Reforma!
Até agora já realizamos dois eventos a nível local:
- Lançamento do Selo de Lutero em parceria com os Correios, ocorrido em julho na Casa de Pedra onde pudemos acompanhar o lançamento oficial do selo de Lutero, bem como o lançamento de um selo especial de nossa congregação.
- O Ação 500, evento de ação social realizado em parceria com a Escola Neusa Mari Pacheco no Bairro Canelinha em setembro, onde tivemos a oportunidade de levar certos serviços para a comunidade do bairro Canelinha através do envolvimento de profissionais voluntários vindos de dentro e de fora de nossa congregação.
- Em outubro temos pela frente o Cultão Distrital que acontecerá no dia 29/10 em Linha Café Alta, interior de Três Coroas. Para este evento nossa congregação estará colocando um ônibus gratuito saindo da igreja às 8h da manhã e retornando no final da tarde. Não perca tempo e coloque seu nome e número de documento (Identidade ou certidão de nascimento somente) na lista que está na entrada da igreja. Confira a programação do dia 29/10:
9h30 – Cultão Distrital – Pregação do pastor e professor Paulo Moisés
                                         Nerbas (Com a União Coral do Distrito e
                                                                          Escolinha para as crianças)
12h – Almoço (Precisa ser adquirido até 22/10  na secretaria – R$ 15,00
                                  para adultos e R$ 8,00 para crianças de 6 a 10 anos)
13h30 – Festival de Corais do Distrito (Corais das congregações de
                                                  nosso distrito entoando louvores a Deus)
16h30 – Retorno para Canela

Incentivamos a todos a reservarem esta data no calendário e juntos agradecermos a Deus por estes 500 anos de redescoberta do verdadeiro evangelho através do movimento da reforma.
“O justo viverá pela fé.” (Rm 1.17)                                              

Com carinho, pastor Valdir.

O CAMINHO DE DEUS!

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
Carlos Drummond de Andrade

Querido povo de Deus, o poema de Carlos Drummond de Andrade tem o principal objetivo de nos fazer refletir sobre os obstáculos que encontramos na vida. Uma pedra, como a do poema, pode muitas vezes tirar a nossa atenção do caminho. Ela representa situações na vida nas quais coisas secundárias podem nos desviar daquilo que é o principal: o caminho. Ora, na caminhada cristã, esta situação não é diferente. Muitas vezes ignoramos a importância do caminho prestando atenção as pequenas pedras ou obstáculos que nele se apresentam. O profeta Isaías, no texto do Antigo Testamento traz este perigo nas entrelinhas ao comparar os caminhos humanos com os caminhos de Deus: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” (Is 55.8-9)
Quantas vezes pequenas “pedras” tem aparecido em nossa caminhada? Talvez deveríamos nos questionar sobre o caminho que se tem trilhado? Num mundo onde existem tantos caminhos propostos, devemos nos perguntar sobre os mesmos. Será que eles não estão muitas vezes bem floridos, enfeitados, atrativos a ponto de mascararem o seu destino final? Deus nos propõe um único caminho. Ele nos propõe Jesus Cristo. Trilhar este caminho é a melhor das decisões. Trilhar este caminho significa fazer uso daquilo que Ele nos colocou como bênçãos na vida: sua palavra e os sacramentos que nos deu afim de sermos fortalecidos em fé para trilhar esta jornada. Não há dúvidas de que talvez este caminho não seja tão atrativo, pois, afinal de contas, ele nos propõe abrir mão de muitas coisas, nos propõe deixar de lado certas facilidades que parecem naturais no mundo do conforto em que vivemos. Porém, é um caminho verdadeiro onde as “pedras” são meios onde Deus também nos prova e nos faz amadurecer na vida. Que Ele nos abençoe, e que aproveitemos as oportunidades de busca-lo enquanto se pode achar em sua santa palavra e sacramentos, pois assim, estaremos caminhando rumo a vida eterna apesar das pedras no caminho.                                                                                 

Com carinho, pastor Valdir.

A TRISTEZA DA PARTIDA, E A ALEGRIA DO REGRESSO!

José provara a tristeza da partida. Ainda jovem, deixara casa, família, e pátria, sendo levado como prisioneiro. Aí residia o temor dos irmãos de José após a morte do pai, temendo que o irmão buscasse vingança. Pois é neste instante que José aproveita e mostra a seus irmãos que maior do que a tristeza da partida é a alegria do regresso.
A Tristeza da partida lembra a queda em pecado! Como não lembrar das consequências enfrentadas por Adão e Eva ao trocarem a comunhão com Deus pela comunhão com o diabo? Os irmãos de José enfrentaram sentimento parecido ao se darem conta das consequências de seu pecado contra o irmão José: “É o caso de José nos perseguir e nos retribuir certamente o mal todo que lhe fizemos.” (Gn 50.15). Este peso, esta culpa nós também sentimos por causa do peso do pecado e das expectativas que criamos baseadas nos relacionamentos que desenvolvemos. Como temos reagido diante do pecado? A que nível a tristeza da partida tem nos afetado? O afastamento da presença de Deus, as chagas do pecado tem muitas vezes nos atingido. Como temos reagido a elas?
2º A alegria do regresso é muito maior! Esta verdade fica evidente nas palavras de José: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.” (Ex 50.20) José procurou viver de acordo com a vontade de Deus, mesmo sofrendo duras consequências como uma injusta prisão por exemplo (Gn 39.20). Agora ele provara a alegria do regresso ao ter consigo novamente sua família podendo viver assim junto dos seus. Vemos na figura de José, o quão consolador é não somente receber o perdão, mas também perdoar e obter a reconciliação. Se o ser humano soubesse o benefício disto, não perderia um minuto em intrigas com o próximo, mas correria ávido, sedento, em busca do perdão de Deus vivendo assim a alegria do regresso, o regresso para os braços do Pai e a reconciliação com Ele e com o próximo também.
“Conta-se que certo homem pecou e pediu perdão a Deus. E o Senhor lhe perdoou. O homem, leve e feliz, continuou o seu caminho. Mais adiante, porém, cometeu um novo deslize e ficou muito triste e envergonhado. Sua alegria de viver foi-se esvaindo e ele começou a fugir da presença de Deus. Ao vê-lo tão triste e fugidio, Deus perguntou-lhe: – Por que andas tão triste, meu filho, fugindo de mim? – Estou com vergonha, Senhor, respondeu o homem. E Deus contestou: – Vergonha do quê? – Por causa deste meu pecado! – Basta que me peças perdão, filho, e, se estiveres arrependido, eu o perdoarei. – Eu estou arrependido, Pai, mas estou com vergonha, pois esta é a segunda vez que lhe peço perdão por este mesmo pecado. Mas, para sua surpresa, Deus lhe perguntou:
–Segunda vez? E qual foi a primeira?”*
Deus nos abençoe para que não fiquemos presos somente á tristeza da partida, mas vivamos intensamente a alegria do regresso perdoados e em alegre comunhão.
Com carinho, Pastor Valdir.


*História retirada de: http://www.sitedopastor.com.br/segunda-vez/