"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

ASCENSÃO: Importava que se cumprisse tudo!

Vivemos na última quinta-feira o dia da Ascensão do Senhor Jesus. Mas o que é, de fato, a ascensão? A ascensão é a glorificação da natureza humana de Cristo! Era a conclusão da obra redentora que agora efetivamente era selada, confirmada com a subida do Salvador aos céus. Não é a toa que os evangelistas Marcos e Lucas finalizam seus evangelhos com a subida do Salvador Jesus aos céus. Esta ascensão é narrada com mais detalhes em Atos dos Apóstolos capítulo 1 onde encontramos a informação de que ela aconteceu cerca de 40 dias depois da ressurreição. É curioso notar que a maior atenção de muitos cristãos está destinada ao Natal e a Páscoa. Porém, relembrar e celebrar a ascensão de Jesus significa olhar para a obra da salvação em sua totalidade fechando com “chave de ouro” o plano salvador de nosso Deus.
Lucas nos descreve as palavras de Jesus que precederam sua subida aos céus: “...importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lc 24.44) Mas o que de fato se cumpriu?
- A morte e ressurreição de Jesus: “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar...” (Lc 24.46) Após abrir o entendimento de seus discípulos, Jesus faz questão de destacar que todo sofrimento vivido por Ele estava previsto dentro do plano de Deus. Nada acontecera fora do controle do Senhor. Eis aí uma grande verdade a ser entendida, crida e aceita por nós cristãos, o fato de que nada acontece nesta vida sem o conhecimento do Senhor.
- A universalidade da graça de Deus: “...e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” (Lc 24.47) A palavra de Deus atingiria todo o planeta. Esta declaração ganhou sua confirmação no pontapé inicial do Pentecostes, quando os discípulos anunciaram a salvação a diferentes povos e em diferentes línguas.
- O povo cristão testemunhando: “Vós sois testemunhas destas coisas.” (Lc 24.48) As palavras de Jesus são muito mais do que uma constatação, na verdade, elas soam como um chamado para o grande desafio de testemunhar sua salvação.
Vejam quantas coisas importantes a ascensão de Cristo nos trouxe. Que possamos nós como igreja cristã lidar bem com esta herança. Que possamos relembrar a obra redentora cumprida no Salvador, lembrarmos que esta mensagem precisa ser levada aos quatro cantos do planeta e que Deus conta com nosso testemunho nesta caminhada. Deus nos conserve neste grande desafio.

Com carinho, Pastor Valdir.

NÃO COCHILA NEM DORME O GUARDA DE ISRAEL!

Estamos vivendo um tempo de muito sofrimento para a nação brasileira. Alguns dias atrás ouviu-se a expressão de que o “Brasil está sangrando”! Não é a toa, pois as últimas denúncias e delações feitas tem revelado que a maior parte da classe política no Brasil está comprometida em esquemas desonestos que tem lesado o povo em todas as áreas. Enquanto muitos têm morrido em conflitos terroristas, guerras e outras tragédias, o povo brasileiro tem morrido na fila de hospitais, na rua pela falta de segurança, e também pela fome que ainda é um mal a ser combatido. Enquanto isso os “colarinhos brancos” têm enchido os bolsos de forma ilícita. A impunidade tomou tão grande proporção que até mesmo agora, sob pesada investigação, ainda temos políticos atrevidos, velhas raposas, que acham que não serão pegos, vide o caso envolvendo o presidente da república.
No Salmo 33.12 encontramos as seguintes palavras do salmista: “Feliz a nação que tem o SENHOR como o seu Deus! Feliz o povo que Deus escolheu para ser dele! ” Esta mensagem refere-se ao povo de Israel, povo que havia sido escolhido por Deus para ser o seu porta-voz. Será que este povo honrou a escolha que Deus fez? A resposta é um sonoro NÃO!
No livro de Amós, encontramos uma descrição terrível do povo de Israel. Sob o reinado de Jeroboão II Israel expandiu seu território e tornou-se uma nação grande e próspera. Porém, no meio desta prosperidade e luxo havia ganância, opressão, suborno, exploração, falsa religião e desprezo total pela justiça. Não é um quadro parecido com o que observamos hoje em nosso país? Diante desta realidade Amós transmite a mensagem do Senhor: “Voltem para o SENHOR e vocês viverão. Se não voltarem, ele descerá como fogo para destruir o país de Israel, e em Betel ninguém poderá apagar esse fogo. Em vez de praticarem a justiça, vocês praticam a injustiça, que causa amargura, e não respeitam os direitos dos outros. ” (Am 5.6-7) Estas palavras valem ainda para toda e qualquer nação que ignora o senhorio de Deus. Ele dá um conselho muito importante a todos nós como nação: “Se o Senhor Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. Se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando. ” (Sl 127.1)
A todos aqueles que ainda pensam que passarão impunes, vai aqui o alerta: “O protetor do povo de Israel nunca dorme, nem cochila. ” (Sl 127.4)
Oremos por nosso país a fim de que os criminosos sejam punidos e arrependam-se e possamos ter dias melhores pela frente conduzidos pelo Senhor.

Com carinho, pastor Valdir.

AMOR DE MÃE - AMOR DO BOM PASTOR!

Conta uma pequena história que havia certo mágico que criava ovelhas. Quase todos os dias ele reunia o rebanho, escolhia uma que estivesse mais gorda e a matava, ali mesmo, na frente das outras, para comercializar a carne no açougue da cidade. As ovelhas, de tanto presenciar aquelas cenas, começaram a ficar apavoradas, temendo que, a cada vez que viesse o mágico para reuni-las, chegasse a sua vez. E, de tanta preocupação, começaram a perder peso, além do quê, a carne das ovelhas abatidas ficava meio amarga. Isso começou a preocupar o mágico, pois prejudicava seus negócios.
Homem esperto, resolveu hipnotizar as ovelhas, fazendo-as pensar que não eram ovelhas e, sim, algum bicho muito forte, como leão, touro, cavalo de corrida, cachorro de raça, e daí por diante! Agora, cada vez que o mágico pegava uma delas e a matava, ali mesmo, na frente das demais, elas não ficavam mais incomodadas.
Tranquilas, ficavam pensando, descansadas, que tal fato jamais aconteceria com elas, pois sabiam que o mágico só matava ovelhas. E elas não eram ovelhas. Tinham uma vaga noção de que alguma coisa de ruim estava acontecendo, mas, oras bolas, porque se preocupar? Fosse o que fosse, certamente não era problema delas. E seguiam suas vidas, mansamente, enquanto o mágico ia se dando bem.
Esta história ilustra a principal artimanha do diabo: nos fazer pensar que não somos mais ovelhas, que já sabemos tudo, que já conhecemos o suficiente.
No entanto, nosso pecado e fragilidade denunciam que somos ovelhas. Denunciam que precisamos de pastoreio! Aliás, em mais um dia das mães, lembramos daquelas ou daqueles que assumiram o papel delas, e que com carinho nos cuidaram enquanto éramos pequenos, frágeis, vulneráveis e que até hoje nos oferecem “colo”. Da mesma forma, lembramos daquele que conhece nossas dificuldades e declarou com muito amor: Eu sou o bom pastor O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. (Jo 10.11)
Que bom sabermos que o bom pastor Jesus nos cuida na caminhada da vida, como uma mãe se preocupa com seus filhos, pois, afinal de contas, amor de mãe é também um testemunho do amor do Pastor Jesus.
Feliz dia das mães!

Com carinho, pastor Valdir.

O QUE POSSO DAR A DEUS?

O Salmo 116 é um salmo bem conhecido. É um dos salmos chamados “Hallel” que significa “aleluia”. Possivelmente era um salmo usado na liturgia do culto no templo de Jerusalém. Curioso é que algumas partes deste salmo estão na língua aramaica o que denuncia que este salmo tenha sido escrito logo após o exílio babilônico, pois sua linguagem aponta para esta realidade, especialmente quando olhamos para o versículo 3: “Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim;” (Sl 116.3a) Porém, a grande divisão deste salmo encontramos no versículo 12.
Dos versículos 1 até 11 o salmista descreve a sua miséria enquanto ser humano e os sofrimentos pelos quais passa e a compaixão de Deus que vem ao seu encontro e lhe proporciona alívio. Porém, no versículo 12, após perceber a ação de Deus em sua vida, o salmista se vê “endividado”. Ele então pergunta-se: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” (Sl 116.12). Eis uma boa pergunta que cada um de nós já deve ter feito a si mesmo, ou pelo menos deveria fazer em algum momento da vida: O que posso dar a Deus? O salmista é bem prático e resolve a questão com a seguinte afirmação: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.” (Sl 116.13)
 Fé, vida e testemunho. Eis aí três coisas nas quais Deus tem amplo interesse. Três coisas que estão resumidas na resposta do salmista.
Tomar o cálice da salvação nos lembra de usufruir de tudo aquilo que o Senhor Jesus já conquistou e que nos oferece em sua palavra e sacramentos. Aqui está presente um aspecto de nível espiritual, algo que somente Deus pode nos dar!
Invocar o nome do Senhor está ligado à vida e testemunho ao qual Ele nos motiva e impulsiona no dia-a-dia da peregrinação terrena.
É importante que em mais um tempo pascal lembremos do que Deus fez por nós, e de tudo aquilo que podemos retribuir em nossa peregrinação por este mundo.
Sendo assim, que possamos nós junto com o salmista respondermos ao chamado de Deus em fé, afim de que nossa vida e testemunho reflitam ao mundo a grandeza de seu amor e desejo de salvação da humanidade. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.

OS RESULTADOS DA PÁSCOA!

Os resultados econômicos da última Páscoa não foram nada animadores segundo especialistas. Se em 2016 já se tinha vendido cerca de 10% a menos do que em 2015, neste ano vendeu-se cerca de 2% a menos do que no ano passado. Uma das mudanças que houve foi que o consumidor passou a medir o “custo-benefício“ de suas compras. Na Páscoa, o efeito foi sentido no consumo de chocolate. As barras de chocolate venderam muito mais do que os ovos porque ao comprar uma barra se paga muito menos do que a mesma quantidade de chocolate num ovo de Páscoa. Ao comprarem mais barras, as pessoas aliviaram o bolso, mas criaram um “peso-extra” para o comércio que se viu com muitos ovos encalhados nas prateleiras.
Se no comércio os resultados mudam ano após ano, na Páscoa cristã encontramos um cenário completamente diferente. Os resultados da vitória do Salvador Jesus permanecem os mesmos. Vejamos alguns deles presentes na narrativa de João 20.19-31:
ALEGRIA: “Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor.”
(Jo 20.20b)
PAZ: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco!”
(Jo 20.21a)
CHAMADO: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.”
(Jo 20.21b)
ESPIRITO SANTO: “E havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.”                                                            (Jo 20.22)
MISSÃO: “Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos.”                                                             (Jo 20.23)
Estimados em Cristo Jesus, não sabemos quais os resultados econômicos da próxima Páscoa. Porém, lembremos que do ponto de vista da fé cristã os resultados da Páscoa cristã são imutáveis. Os benefícios que recebemos são incomparáveis: alegria, paz, chamado, Espírito Santo e missão, são dádivas do alto.
Não esqueçamos destes presentes que Deus nos deu em Cristo. Não esqueçamos que tais dádivas não podem ficar presas a um final de semana do ano, mas precisam ser vividos todos os dias, para benefício nosso, do nosso próximo e principalmente do Reino de Deus com vistas a vida eterna. Amém.
Com carinho, Pastor Valdir.

JESUS RESSUSCITOU E VAI ADIANTE DE NÓS!

Era domingo bem cedinho. Duas Marias vão até o túmulo do Salvador que havia morrido dois dias antes. O objetivo era de embalsamar o corpo, ou seja, perfumá-lo. De repente um terremoto, um abalo sísmico acontece. Não se sabe o grau de força do terremoto, mas supõe-se que era um tremor que não permita que se ficasse em pé. A descida do anjo que lhes anunciará algo impactante é cercada de medo, tanto para os soldados, como para as mulheres. Sua mensagem é direta: “Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia;” (Mt 28.7)
Assim como aquelas mulheres se viram na pressa de dar a boa nova, nós também vivemos numa constante pressa neste mundo. São tantos compromissos, tarefas a cumprir... No entanto, a declaração de que Jesus Cristo vai adiante de nós nesta vida é muito consoladora.
Jesus ressuscitou e vai adiante de nós cumprindo a promessa de salvação: “Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.” (Mt 28.5-6) O plano de Deus foi cumprido, a vitória completa. Podemos com alegria festejar pois pela vitória de Jesus nós também receberemos a salvação!
Jesus ressuscitou e vai adiante de nós na caminhada da vida terrena: “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve!” (Mt 28.9) Jesus vem ao nosso encontro frequentemente na palavra e sacramentos. Ali temos o Cristo real e presente em nossas vidas nos fortalecendo e conduzindo na caminhada terrena. Festejemos esta verdade!
Jesus ressuscitou e vai adiante de nós na eternidade para nos preparar lugar: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.” (Jo 14.2) Como é consolador saber que Cristo nos prepara a salvação. Como é importante viver esta verdade no dia-a-dia da caminhada terrena olhando os céus onde um dia estaremos em constante alegria!
Celebremos mais uma Páscoa, sabedores de que o Senhor nos precede na caminhada aqui e na vida eterna onde há de nos acolher um dia!
Feliz Páscoa!

Com carinho, Pastor Valdir.

QUARESMA: Sofrimentos fazem parte da promessa!

Em 598 a.C. o rei Nabucodonosor cercou Jerusalém e levou como prisioneiros para a Babilônia o rei Joaquim e os cidadãos mais importantes da cidade. Entre estes prisioneiros estava o sacerdote chamado Ezequiel. No exílio, Deus o chamou para trazer a mensagem de que apesar do sofrimento Deus daria a vitória àquele povo que sofria. Nada mais próprio, do que olhar para Ezequiel e lembrar que sofrimentos fazem parte da promessa de salvação! Na passagem bíblica de Ezequiel 37.1-14 Deus leva o profeta a um vale repleto de ossos secos. Ali, Deus compara aqueles ossos a Israel. Três grandes verdades podem ser lembradas a luz deste texto em referência ao sofrimento:
1–Sofrimentos fazem parte da promessa de salvação porque não dominamos nosso futuro: “Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície e estavam sequíssimos.” (Ez 37.1-2) Ezequiel, como sacerdote que era, é obrigado a andar no meio de um vale de ossos secos. Ter contato com cadáveres era algo impuro para um sacerdote. Da mesma maneira, Deus as vezes nos faz passar por caminhos que não queremos.
2–Sofrimentos fazem parte da promessa porque através destes Deus vai em busca de seus filhos: “Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o SENHOR.” (Ez 37.6) Lembremos que Deus manda Ezequiel profetizar sobre corpos malditos (Dt 21.22-23), corpos que foram abandonados ao relento. A grande verdade aqui colocada é a de que Deus vai lá restaurar a vida mesmo que o ser humano não mereça! Ele vai em busca dos seus, como veio em nossa busca através do Salvador Jesus Cristo.
3–Sofrimentos fazem parte da promessa porque através deles Deus nos fortalece: “Sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu. Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o Senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor.” (Ez 37.13-14). Foi necessário que Israel sofresse com o cativeiro babilônico afim de dar-se conta de sua situação espiritual precária. Contudo, Deus lhes prometeu alívio, conforto, e enfim, a libertação. Da mesma forma, as vezes Deus permite sofrimentos em nossas vidas afim de refletirmos sobre as mesmas e sermos fortalecidos pela fé nele.
Estamos iniciando mais uma semana santa. Tempo oportuno para olharmos para a obra de Cristo com mais intensidade. Tempo oportuno para contemplarmos o seu sofrimento e lembramos que o nosso sofrimento pessoal, é intransferível, mas pode ser suportado tendo ao nosso lado Aquele que deu sua vida na cruz do Calvário por nós! Deus nos abençoe para que recebamos a Páscoa na alegria da salvação. Amém.                                                   
Com carinho, Pastor Valdir.

QUARESMA: Esperança dos que em Deus confiam!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus: Esperança! 
Nunca uma palavra foi tão lembrada nos últimos tempos como esta! Diante de uma forte crise em todos os sentidos, financeira, econômica, política, social, educacional, e na área da saúde..., as pessoas trazem consigo a esperança de que tudo vá melhorar. Isaías é um texto que traz consigo uma alta concentração de esperança! Deus faz uma descrição daquilo que fará a favor daqueles que nele confiarem!
A primeira coisa que Deus promete é a sua justiça: “os montes e outeiros devastarei e toda a sua erva farei secar; tornarei os rios em terra firme e secarei os lagos.” (Is 42.15) A esperança daqueles que confiam em Deus passa pela sua justiça. O profeta Isaías destaca a justiça divina agindo em favor de seus filhos. Embora o Senhor se mantenha em silêncio por algum tempo, nada pode impedir que cumpra sua promessa de abrir o caminho do perdão à humanidade caída em pecado. Confiamos em dias melhores para nosso país. Confiamos que Deus irá conduzir as coisas resultando no melhor para o seu povo. Talvez não seja “o melhor” aos olhos das pessoas, mas do seu ponto de vista confiamos que em sua providência Ele faça tudo pelo melhor.
A segunda coisa que Deus promete é guiar os cegos: “Guiarei os cegos por um caminho que não conhecem, fá-los-ei andar por veredas desconhecidas; tornarei as trevas em luz perante eles e os caminhos escabrosos, planos. Estas coisas lhes farei e jamais os desampararei.” (Is 42.16) Quem são os cegos? Neste texto é Israel, porém, cegos na verdade somos todos nós! A humanidade pecadora é cega, e precisa ser guiada. Por isso, o Senhor remove, retira os obstáculos da frente. Deus torna trevas em luz, torna os caminhos pedregosos em planos. Os caminhos e veredas desconhecidas nos levam a nos perguntar: Que caminho é esse? É o caminho da salvação! Apesar de conhecerem a promessa, este caminho era desconhecido do povo. Suas interpretações a respeito deste caminho eram equivocadas. Esperavam um rei terreno, que empunhasse a espada, mas na verdade, teriam diante de si o Rei dos reis, que ultrapassava o âmbito humano, físico, e atingia o aspecto espiritual. Eis aqui a esperança necessária! Ao trilhar caminhos desconhecidos é necessário se deixar guiar. A maioria das pessoas hoje estão perdendo a esperança porque não se deixam guiar! Apoiados em seus próprios esforços, desejos, expectativas, acabam adotando uma postura de autossuficiência onde não se permitem deixar guiar! Sigamos perseverantes na esperança deste Deus que nos guia diante da cegueira do pecado. Que em mais uma quaresma possamos viver tempos de esperança, não baseados no que fizemos ou pensamos, mas firmados na obra de Cristo realizada em nosso favor. Amém.                                  

Com carinho, Pastor Valdir.

QUARESMA: A redenção que nos foi dada!

Redenção. Você sabe o que esta palavra significa? Redenção significa libertação, palavra esta que resumia bem a situação do povo de Deus após sair do Egito. Antes escravos, agora livres, o povo caminhava rumo a terra prometida. No entanto, a liberdade que Deus lhes tinha dado, parece que ficara na poeira da estrada. As dificuldades enfrentadas os faziam esquecer do cuidado que Deus lhes dava. Como uma criança que não se contenta com o brinquedo que ganhou e ainda quer mais, assim o povo de Israel estava agindo: “Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos?” (Ex 17.3).
Que atitude infantil! Israel esquecera a promessa de Deus feita antes, quando havia prometido sustenta-los ao longo da jornada (Ex 16.4). Israel em sua rebeldia, além de não pedir a sua ajuda, passou a ignorar a sua providência. Ora, nada muito diferente do ser humano atual! Quando surgem os obstáculos, tentamos resolvê-los a nossa maneira, do nosso jeito. Quando não conseguimos nos decepcionamos e acabamos esquecendo de pedir a Deus que nos ajude na solução do problema. É mais fácil reclamar, vociferar, do que entregar a Ele nossas necessidades. Lembremos sempre de que Deus tem três respostas a nos dar: sim, não e espere! Sem dúvida, as duas últimas respostas são difíceis de aceitar. No entanto, Deus não deixou seu povo sem solução. Ordenou a Moisés, e o problema foi resolvido: “...ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá. ” (Ex 17.6)
O Deus que redimira seu povo libertando-o da escravidão no Egito, viria a coroar sua atitude amorosa ao prover a redenção total do ser humano da escravidão do pecado.
A Redenção nos foi dada! Eis o grande presente que recebemos e diante do qual não podemos agir de forma infantil ou orgulhosa. Deus já nos salvou, já nos redimiu em seu Filho Jesus Cristo, como declara um dos pais apostólicos Ambrósio de Alexandria: “Para eles a água fluiu da rocha, para você o sangue fluiu de Cristo; a água os satisfez por um tempo, o sangue sacia você para a eternidade... Você, depois de beber, estará além do poder da sede; aquilo foi numa sombra, isso é em verdade”
Que em mais um tempo quaresmal, a rocha eterna, que é Cristo, siga abastecendo nossas vidas para a eternidade. Creiamos na redenção que nos foi dada. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.

QUARESMA: Amor que nos constrange!

A palavra amor é desafiadora. De tal maneira que o próprio Jesus ao falar sobre ela, destaca aspectos que para o ser humano são difíceis de vivenciar. Por exemplo, quando o Salvador fala em amar os inimigos! Esta maneira de vivenciar os relacionamentos, mesmo em relação aos desafetos é perturbadora, porque tira o ser humano de sua zona de conforto. Vamos meditar um pouco hoje sobre como Deus se utiliza da palavra amor! Em Gênesis 12.1-3 encontramos o relato do chamado de Deus a Abrão! Ali, na promessa que fez, Deus deixou transparecer seu amor: “...de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.” A promessa de Deus vem impregnada de amor! Isso mesmo! Deus desafia a Abrão a sair do conforto de sua casa, de suas terras e partir para uma nova vida. Do ponto de vista humano, seria uma loucura abandonar o certo pelo duvidoso, ainda mais aos 75 anos de idade! Porém, Deus não dera “um tiro no escuro”. O desafio proposto a Abrão vinha com argumentos, Deus lhe falara dos benefícios: de ti farei uma grande nação! Nesta promessa de Deus estava presente o seu amor. Deus prometera estar com Abraão em todo o tempo. O amor de Deus é também algo que transparece em nossos dias. Certa vez Jesus declarou: “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.” (Lc 12.7) Por causa deste amor, somos constrangidos a permanecer ao lado de Deus. Abrão assim agiu quando chegou a terra prometida: “Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.” (Gn 12.7)
O amor de Deus é tão envolvente que constrange o ser humano. Constrange em um duplo sentido: quando o faz refletir sobre sua pecaminosidade e dívida diante do Senhor que o salvou, e também no sentido de pertença, pois, como posso me afastar deste Deus que me ama? Certamente Abrão meditava nestas coisas.  Certamente estava surpreso de que Deus, infinitamente maior do que qualquer ser humano, viesse ao seu encontro propor-lhe uma aliança! Ao receber a proposta nem teve oportunidade para recusar, pois, como poderia ignorar o amor de Deus?
Queridos irmãos e irmãs, o tempo de quaresma é um tempo para lembrarmos do amor de Deus que nos constrange. O amor de Deus que nos leva a lembrar que sim, somos pequenos, mas mesmo sendo tão pequeninos, pertencemos a um Pai que nos amou a ponto de entregar seu Filho Unigênito por nós. Não esqueçamos nunca do que somos e a quem pertencemos, pois o amor que Ele nos dá, supre toda e qualquer falta. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.