"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

"E o salário ó..."

"E o salário ó..."
Quem de nós não lembra desta frase sempre dita pelo saudoso “professor Raimundo” interpretado pelo humorista Chico Anísio? O professor sempre fazia tal afirmação ao final de cada aula que dava em sua escolinha. Era uma sátira realizada para lembrar que os professores eram mal remunerados na função tão importante que exerciam. Por ironia do destino, esta semana esta frase ressuscitou, e para piorar, não somente denunciando a situação precária de nossos professores, mas do trabalhador em geral. Além de impor ao povo o aumento de impostos nos combustíveis, seguir tentando aprovar medidas impopulares (como a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiamento das campanhas) agora temos uma nova “bomba”: A previsão de salário mínimo para 2018 cairia para R$ 969,00 segundo as projeções econômicas do governo. A crise que antes parecia uma “marolinha” está se instalando de vez e complicando a vida do brasileiro.
Na Escritura Sagrada, a remuneração do trabalhador é vista não somente como um direito, mas como declara Jesus, “...porque digno  é o trabalhador do seu salário” (Lc 10.7) No plano de Deus, apesar da queda em pecado, o trabalho é algo positivo e o salário é um direito pois está em jogo a sua própria dignidade. No entanto, existe uma espécie de salário que ninguém quer receber. Ele aparece no texto bíblico em contexto negativo. O apóstolo Paulo declara em Romanos 6.23: “...porque o salário do pecado é a morte...”  O apóstolo Paulo declara que o salário que o pecado dá a seus trabalhadores é a morte. Ainda bem que o versículo não termina aí, ele continua: “...mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23). Ou seja, aqueles que creem em Deus ganham uma vida completamente dedicada a Ele, como se fosse seu “trabalho” e o presente gratuito da vida eterna, o melhor de todos os salários.
Portanto, se do ponto de vista humano, o cenário econômico não é nada animador, do ponto de vista cristão, sigamos animados e motivados, pois pela fé em Cristo Jesus Deus nos remunera com o melhor salário de todos: a vida eterna.

Com carinho, pastor Valdir.

O PAI MAIOR!

Querida família Cristo Redentor!
Mais um dia dos pais chegou e com ele, sempre alguns questionamentos surgem.
Com a figura do “pai” cada vez mais ausente, será que ainda é viável lembrar e comemorar este dia? Quantas crianças e jovens não tem a presença do pai em sua vida e ficam constrangidos ao se depararem com outras pessoas que comemoram esta data? Jesus no evangelho de Mateus dá uma declaração bastante polêmica: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus .” (Mt 23.9) Será que Jesus está proibindo que chamemos aquele que nos deu a vida de pai? Será então que deveríamos deixar de lembrar o dia dos pais devido a essa afirmação de Jesus? Antes de chegar a conclusões como estas, é necessário observarmos o contexto no qual Jesus declarou tais palavras.
Cristo tinha travado um intenso debate com alguns religiosos da época: escribas e fariseus. Os escribas eram mestres da lei, eruditos das escrituras hebraicas, principalmente dos livros da lei de Moisés, os primeiros cinco livros da Bíblia. Os fariseus eram um grupo religioso judeu que também seguia rigorosamente a lei de Moisés e as tradições e os costumes dos antepassados. Apesar de terem diferenças entre si, numa coisa eles se assemelhavam: consideravam-se filhos de Abraão. Eles assumiam esta identidade gritando aos quatro ventos: “Temos por pai a Abraão”. Eis aí um dos porquês de Jesus aqui destacar que somente um era Pai de todos! A paternidade cristã não podia ser creditada a nenhum ser humano, no entanto, escribas e fariseus a assumiam como algo exclusivo que os colocava acima de toda e qualquer pessoa! Ao insistirem em tal identidade, afastavam muitas pessoas do verdadeiro evangelho literalmente afastando-as de Deus. Jesus então declara: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso pai, aquele que está nos céus.” (Mt 23.9) Ou seja, Jesus insiste na verdade de que o cristão deve recordar que só há um Pai na fé, e esse pai é Deus! O Salvador não estava falando de relações biológicas, como em relação a nossos pais humanos. Ele sabia que o judaísmo antigo considerava a palavra “pai” numa referência a mestres estimados, versados na lei e que mesmo mortos eram dignos de serem reverenciados. Pois este alerta de Jesus permanece vigente até os dias atuais! Nenhum personagem humano, quer esteja vivo ou não, pode ser colocado num patamar igual ou acima de Deus. Entretanto, não é por isso que deixaremos de lembrar o dia dos pais. Além de agradecer pela existência dos pais terrenos, também temos oportunidade de lembrar daquele que é o Pai de todos: nosso Deus!

Feliz dia dos pais lembrando do Pai Maior! Com carinho, pastor Valdir.

O SELO DE LUTERO!

Querida congregação. Na sexta-feira, 14 de julho, vivemos um momento histórico. Tivemos o privilégio de ter em Canela o lançamento oficial do Selo de Lutero pelos correios. Foi um momento marcante onde pudemos acompanhar não somente o lançamento em si, mas também como comunidade de fé obliterarmos este selo que ficará arquivado no museu nacional dos correios em Brasília. Abaixo apresentamos o carimbo e os selos que fizeram parte do cerimonial.
O CARIMBO POSTAL: O carimbo postal, assim como o selo, retrata com sua marca o desenvolvimento de um país, de um estado, de um município. Ele documenta com riqueza de detalhes, a história, personagens, fatos e realizações que, por sua importância, forma a vida nacional em seus diversos aspectos.
O SELO POSTAL:
O selo postal apresenta a marca composta da imagem e legendas: “Lutero 2017 – 500 Anos da Reforma – No início era a Palavra” para o ano do jubileu deste acontecimento. Segundo a artista alemã Antonia Graschberger o retrato, talvez o mais
conhecido de Martinho Lutero, é representado numa versão moderna com base nas orientações do concurso coordenado pelo ministério das finanças da Alemanha para a criação da arte. Segundo a criadora, ela desejava apresentar o retrato da melhor maneira possível assim como ordenar os elementos do texto de modo compreensível focalizado no tema e numa tipografia elegante. A cor do texto seguiu a da imagem, para dar ao selo, em sua composição, um traço de harmonia. A data de emissão do selo é a de 15/04/2017 com a tiragem total de 500.000 selos.
Para eternizar a data solene nossa congregação confeccionou seu selo personalizado exclusivo. Presenciar, viver e registrar estes fatos não nos torna melhores do que outros cristãos, mas nos faz lembrar dos feitos de Deus e de nossa responsabilidade em preservá-los. Adquira o selo nos Correios!

Com carinho, Pastor Valdir




CONFIANÇA SIMPLES E SINCERA!

Quem tem filhos pequenos sabe que, dentre suas virtudes, estão a sinceridade e a simplicidade. Crianças são sinceras, simples, diretas. Se gostam de alguma comida ou de estar em algum lugar, elas dizem logo. Mas se elas não gostam, elas também dizem! E, cá entre nós, não é difícil encontrar pais que passaram por situações cômicas e até constrangedoras diante do excesso de sinceridade dos filhos.
Estes dias, aqui em casa, nossos filhos começaram a falar sobre a morte. Sim, este assunto que causa medo e terror em muita gente crescida. A conclusão foi de que “quem morre primeiro vai para o céu primeiro”. Simples assim. É a simplicidade e a sinceridade do crer infantil. Não é por acaso que Jesus disse: “quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele” (Marcos 10.15).
Diante deste crer infantil, simples e sincero, estão nossos medos quando o assunto é morte. E é natural. Não fomos criados para morrer, mas para viver. A morte é a criação de Deus rasgada ao meio. Tudo consequência do primeiro pecado, lá no Éden. O ser humano foge da morte, mesmo sendo ela uma certeza. Afinal, quem gostaria de morrer e deixar para trás esta vida cheia de sonhos e expectativas? Quem gostaria de morrer e não ver seus filhos crescendo? E os netos alegrando a casa? E os planos para o futuro? Se pudéssemos escolher, não morreríamos. E não deixaríamos nossos queridos morrerem.
O mesmo Jesus que nos aconselha a crer como as crianças é o mesmo Jesus que venceu a morte com todos os seus terrores e medos. Ele morreu, mas foi ressuscitado e com isto mostrou que é Deus vitorioso sobre o que mais perturba o ser humano: a própria morte. Neste Jesus crianças e adultos encontram perdão e salvação. Neste Jesus há vida em abundância, mesmo depois da morte. Neste Jesus há consolo, mesmo para aqueles que viram seus queridos indo primeiro para o céu.
Então fica a dica: Jesus é a ressurreição e a vida. Foi ele quem garantiu: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11.25). Creia neste Deus vencedor sobre a morte. Creia e viva. Creia de forma simples e sincera, como a confiança de uma simples criança.

Mensagem escrita pelo

Pastor Bruno A. K. Serves | CEL Cristo, Candelária-RS.

VIVENDO NO FIO DA NAVALHA!

Quantas vezes você, querido irmão, querida irmã já ouviu esta frase? Geralmente ela aparece quando se vive situações limítrofes, onde alguma consequência ou perigo são iminentes se algo não sair conforme planejado. Nos esportes, quando um atleta se empenha ao máximo, é dito que ele realizou a prova “no fio da navalha” pois qualquer erro poderia colocar tudo a perder...
Esta frase também pode ser aplicada a situação pecaminosa vivida pelo ser humano. Vivendo afastado de Deus, sua situação é vivida no limite, no fio da navalha, como declara Salomão no livro de Provérbios ao reproduzir as palavras do Senhor: “Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.” (Pv 8.36) Violentar a própria alma, sem dúvida alguma está intimamente ligado ao fato de que o ser humano, por ter naturalmente a lei de Deus escrita em seu coração, sente pesar e tristeza quando erra. Porém, sem o perdão deste Deus, este ser humano até se sente contrito, mas não chega ao arrependimento. Ainda, segundo o próprio Deus, os que amam a morte podem ser definidos como aqueles que o aborrecem, ou, em outras palavras, aqueles que mesmo tento tido contado com a vontade do Senhor, não observam a sua lei e ignoram os seus mandamentos vivendo assim “no fio da navalha”, pois podem, a qualquer momento, partirem desta vida sem ter a oportunidade de perdão e salvação.
Este é o tom da conversa de Jesus com seus discípulos: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 10.32-33) É muito tênue a linha que separa o ser humano da salvação ou da condenação. Esta linha tem um único nome: Jesus Cristo! É somente através de Cristo que conseguimos viver esta vida “no fio da navalha”. Afinal de contas, vivemos na tensão entre o “já” (pois já estamos salvos em Cristo Jesus) e o “ainda não” (ainda não recebemos esta salvação definitivamente).
Sendo assim, vivamos nossa vida encorajados através da fé em Cristo principalmente confessando-o como nosso único e suficiente Salvador. Pois Ele, não falhou ao vir nos resgatar. Se nós falhamos, podemos lembrar dele, que nos deu perdão e vida nova. Uma vida terrena, que é vivida “no fio da navalha” em termos humanos, mas que pela fé nele, é vivida na certeza da vida que não acaba, a vida eterna.

Com carinho, Pastor Valdir.

Testemunhando da Verdade!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Estamos lembrando neste final de semana duas datas muito importantes: sábado, 24/06 113 anos de nossa Igreja Evangélica Luterana do Brasil e domingo, 25/06 os 487 anos da Confissão de Augsburgo, a confissão de fé que os reformadores apresentaram diante do imperador a fim de respaldar a fé cristã luterana. O que estas datas tem em comum?
Comecemos pela Confissão de Augsburgo. No dia 21 de janeiro de 1530 o imperador Carlos V convocou uma dieta imperial a ser reunida no mês de abril em Augsburgo, Alemanha. Ele desejava ter uma frente unida nas suas operações militares contra os turcos, e isso parecia exigir um fim na desunião religiosa que existia, por causa da Reforma. Assim, convidou os príncipes e representantes das cidades livres do Império para discutir as diferenças religiosas na esperança de superá-las e restaurar a unidade. Então, os teólogos de Wittenberg, ou seja, os reformadores, apresentaram uma declaração luterana conjunta diante do Imperador. Assinada por sete príncipes e pelos representantes de duas cidades livres, a confissão imediatamente adquiriu importância peculiar como uma declaração pública de fé que permanece tendo sua importância até os dias atuais. Mas o que este tema tem a ver com os 113 anos de nossa Ielb?
Além de ser um dos documentos que confessam o que é a nossa fé, podemos também olhar para a origem de nossa Igreja. De certa maneira ela deu seus primeiros passos a partir de uma confissão de fé. O pastor Christian Broders ao ser “sabatinado” pelo senhor August Gowert, leigo consagrado, confessou não somente o conteúdo da doutrina luterana, mas deu um testemunho público da fé genuína e pura do evangelho. A partir dali, em confiança e fé, nossa igreja deu seus primeiros passos ao serem fundadas as primeiras congregações.
O texto do evangelho deste final de semana, nos mostra palavras de Jesus que também apontam para a importância de se testemunhar publicamente a fé cristã: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;” (Mt 10.32) Jesus não somente desafia os cristãos a testemunharem sua fé, mas também enfatiza a íntima relação existente entre a fé vivida aqui, e a salvação a ser recebida nos céus.
Os primeiros reformadores certamente tinham em mente as palavras de Jesus, assim como o pastor Christian e os luteranos que aqui residiam e passaram a constituir nossa Ielb. Que Deus nos conduza para sempre darmos testemunho da verdade em todos os aspectos de nosso viver. Amém.
Com carinho, Pastor Valdir.


Respondamos o mal com o bem!

Queridos irmãos e irmãs, a última semana trouxe consigo uma grande polêmica. Não estamos falando do cenário político, pois este já está sortido de surpresas a cada dia. Estamos falando do fato acontecido em um estúdio de tatuagem na cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo. Um vídeo compartilhado nas redes sociais desde sexta-feira, dia 9 de junho, mostra um jovem, acusado pelos autores da gravação de roubo, sendo tatuado na testa com a frase “eu sou ladrão e vacilão”. O vídeo mostra o jovem sendo obrigado a responder que quer a frase tatuada na testa, enquanto o autor do vídeo comenta, rindo, dizendo que "vai doer". Em um segundo registro, a dupla faz o menino contar que tentou roubar a bicicleta de um homem que não tinha uma das pernas. Aos risos, os homens fazem o jovem mostrar sua tatuagem e perguntam se ele gostou. Muitas pessoas se manifestaram, algumas apoiando o gesto, dizendo que a justiça foi feita, e que deveria ter sido muito pior pois ele tentou roubar um deficiente. Outros alegam que isso é um abuso, crime de tortura por ser uma agressão. Mas, do ponto de vista cristão, o que a palavra de Deus nos diz?
Sem dúvida alguma, devemos lembrar, por exemplo, do episódio narrado pelo evangelista Mateus, quando Jesus é preso: “E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. ” (Mt 26.51-52) A recomendação de Jesus é bem clara: nunca respondamos o mal com o mal. Aliás, quantas vezes somos tentados a pensar que estamos fazendo o bem ao praticarmos o mal? O profeta Isaías com propriedade enfatiza: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; põem amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! ” (Is 5.20-21) As palavras do profeta apontam para a necessidade de averiguarmos nossos corações à luz da vontade divina, até mesmo porque Paulo enfatiza em Romanos, que este Deus “...retribuirá a cada um segundo o seu procedimento. ” (Rm 2.6).
Portanto, em resumo, diante de tantas advertências o conselho que Deus nos dá quando somos alvo do mal ou somos tentados a agir através do mal resume-se nas palavras de Paulo: “Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos.” (1Ts 5.15) 

Com carinho, Pastor Valdir.

A Santíssima Trindade e 75 Anos de Bênçãos!

Queridos irmãos e irmãs.
Estamos em festa! Especialmente por dois motivos: o domingo da Santíssima Trindade e os 75 anos de nossa Congregação Cristo Redentor.
Na Santíssima Trindade, lembramos a obra completa que Deus executou a favor da humanidade motivado única e exclusivamente por seu amor. O ato de criação, lembra-nos que Deus Pai em sua perfeição não se conteve em somente criar o universo e todos os que nele vivem, inclusive nós, mas também mantém toda esta obra em seu devido lugar, como ilustra Moisés em Gênesis 8.22: “Enquanto durar a terra não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.”. O ato de redenção, mostra o amor incondicional que Deus Filho manifestou por nós ao assumir nossa culpa, nos provendo reconciliação e salvação como bem ilustra o evangelista João em João 3.16: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”. O ato de santificação, demonstra como Deus Espírito Santo ocupa-se conosco, esquentando nossos corações com a fé salvadora e motivando-nos a viver esta vida em fé e esperança na certeza da salvação eterna como bem ilustra o apóstolo Paulo em 1Coríntios 6.11: “Vós vos lavastes, vós fostes santificados, vós fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
Por outro lado, estamos neste final de semana lembrando 75 anos de aniversário de nossa Congregação Cristo Redentor. 75 anos onde esta comunidade cristã obedeceu a ordem de Jesus Cristo de ir, batizar e ensinar! Em suas andanças, seja nas casas de membros, no antigo templo da Rua Padre Cacique ou na atual morada na Rua Martinho Lutero, esta congregação realizou muitos batismos e ensinou a palavra conforme a recomendação do Senhor Jesus.
Então, qual a relação do domingo da Santíssima Trindade e o aniversário da Cristo Redentor? Jesus responde com sua própria ordem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28.19). É nesta Santíssima Trindade que nós, Cristo Redentor, desenvolve suas ações, “Pois nele vivemos, nos movemos e existimos...” (At 17.28)
Obrigado Triúno Deus por tua obra de criação, redenção e santificação, gratos somos por nos permitir ir, batizar e ensinar tuas maravilhas. Parabéns Cristo Redentor por ser instrumento nas mãos deste Deus Triúno. Que possamos juntos seguir em frente “apontando para Cristo”!

Com carinho, Pastor Valdir.

Pentecostes: consolo e proclamação!

O Pentecostes envolvendo os discípulos, que anunciaram o evangelho em diferentes línguas, foi o “estopim” para a evangelização cristã a nível mundial. Desde então, a igreja de Cristo no mundo procura com avidez anunciar a salvação pela fé nele. Porém, como acontece este processo de anúncio e recepção da palavra de Deus? Jesus Cristo aborda esta questão em João 14.26: “...mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” Lutero nos ajuda a compreender um pouco esta dinâmica ao interpretar estas palavras de Jesus:

Prestem atenção neste texto, como Cristo liga o Espírito Santo com sua palavra e lhe fixa um limite e medida, de maneira que o Espírito não pode ir além do que sua palavra lhe permite. Ele os fará lembrar de tudo o que eu lhes tenho dito, e ensinará a vocês. Com isto, Cristo mostra que no futuro somente se deve ensinar aquilo que os apóstolos tinham ouvido diretamente dele, mas que, porém, não tinham ainda entendido até que o Espírito Santo lhes revelasse. Desta maneira, o ensino sempre procede da boca de Cristo e se transmite de boca em boca, porém, é sempre a mesma palavra. O Espírito, sozinho, é o professor que ensina estas coisas e as traz à memória. Aqui também se mostra que a palavra antecede ao Espírito, isto é, que a Palavra se deve pregar primeiro e logo virá o Espírito colocando luz sobre ela e passará a agir por ela. Não podemos tergiversar esta ordem e sonhar com a obra do Espírito sem a palavra ou antes da palavra. O Espírito vem com e pela palavra e não vai além do que ela estabelece. O exemplo dos apóstolos mostra também como Cristo governa sua igreja. O Espírito não passou a viver neles tão rápido logo que ouviram a Palavra, nem veio a eles com tanto poder que entendessem logo tudo perfeitamente. Nós escutamos a palavra de Deus, que na realidade, é a pregação do Espírito Santo que sempre está presente junto com ela, porém, nem sempre chega ao coração ou é aceita em fé; mesmo naqueles que são movidos pelo Espírito Santo, que recebem contentes a Palavra, nem sempre produzirá imediatamente os seus frutos. É necessário que chegue a este ponto: diante da necessidade e do perigo buscamos ajuda e consolo; então, o Espírito Santo pode cumprir seu oficio de ensinar o coração e trazer à memória a palavra ouvida.” (Devotional Readings from Luther’s Works-Augsburg Book Concern, 1915.)

No Pentecostes lembramos daquele que não somente nos acompanha após a partida de Cristo, mas que anuncia sua obra e a proclama através de nós a todas as nações tocando o coração de muitos a seu tempo e a seu modo.

Abençoado tempo de Pentecostes. Com carinho, Pastor Valdir.

ASCENSÃO: Importava que se cumprisse tudo!

Vivemos na última quinta-feira o dia da Ascensão do Senhor Jesus. Mas o que é, de fato, a ascensão? A ascensão é a glorificação da natureza humana de Cristo! Era a conclusão da obra redentora que agora efetivamente era selada, confirmada com a subida do Salvador aos céus. Não é a toa que os evangelistas Marcos e Lucas finalizam seus evangelhos com a subida do Salvador Jesus aos céus. Esta ascensão é narrada com mais detalhes em Atos dos Apóstolos capítulo 1 onde encontramos a informação de que ela aconteceu cerca de 40 dias depois da ressurreição. É curioso notar que a maior atenção de muitos cristãos está destinada ao Natal e a Páscoa. Porém, relembrar e celebrar a ascensão de Jesus significa olhar para a obra da salvação em sua totalidade fechando com “chave de ouro” o plano salvador de nosso Deus.
Lucas nos descreve as palavras de Jesus que precederam sua subida aos céus: “...importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lc 24.44) Mas o que de fato se cumpriu?
- A morte e ressurreição de Jesus: “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar...” (Lc 24.46) Após abrir o entendimento de seus discípulos, Jesus faz questão de destacar que todo sofrimento vivido por Ele estava previsto dentro do plano de Deus. Nada acontecera fora do controle do Senhor. Eis aí uma grande verdade a ser entendida, crida e aceita por nós cristãos, o fato de que nada acontece nesta vida sem o conhecimento do Senhor.
- A universalidade da graça de Deus: “...e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” (Lc 24.47) A palavra de Deus atingiria todo o planeta. Esta declaração ganhou sua confirmação no pontapé inicial do Pentecostes, quando os discípulos anunciaram a salvação a diferentes povos e em diferentes línguas.
- O povo cristão testemunhando: “Vós sois testemunhas destas coisas.” (Lc 24.48) As palavras de Jesus são muito mais do que uma constatação, na verdade, elas soam como um chamado para o grande desafio de testemunhar sua salvação.
Vejam quantas coisas importantes a ascensão de Cristo nos trouxe. Que possamos nós como igreja cristã lidar bem com esta herança. Que possamos relembrar a obra redentora cumprida no Salvador, lembrarmos que esta mensagem precisa ser levada aos quatro cantos do planeta e que Deus conta com nosso testemunho nesta caminhada. Deus nos conserve neste grande desafio.

Com carinho, Pastor Valdir.