"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

VOU VIVER E ANUNCIAR O QUE O SENHOR TEM FEITO, NA VIDA, COMO HERDEIRO DA REFORMA!

Estamos a uma semana de celebrarmos os 500 anos da Reforma Luterana. Num mundo no qual estamos rodeados de diferentes “verdades”, será o evento da reforma simplesmente mais uma destas “verdades”? O lema de nossa Ielb para este ano nos ajuda a compreender de fato estes 500 anos: “Vou viver e anunciar o que o Senhor tem feito, na vida, como herdeiro da reforma!” Notemos nós que o destaque não está naquilo que o ser humano faz ou produz. Notemos nós que o destaque não está naquilo que Lutero fez, mas sim, naquilo que o Senhor, nosso Deus produziu. Esta verdade fica evidente quando olhamos o enfoque de 2017 a luz do texto bíblico que o fundamenta: “Não morrerei; antes, viverei e contarei as obras do Senhor!” Sl 118.17 Este salmo era o lema pessoal de Lutero. Ele havia escrito este versículo com as notas do canto gregoriano na parede de seu quarto de estudos em Coburgo, Alemanha. Pois este versículo traz uma profundidade tremenda consigo, especialmente ao apontar os grandes feitos de Deus. Quando em sua existência humana o ser humano pergunta-se sobre qual o seu objetivo de vida, o porquê de ainda existir aqui, porque estar neste mundo, o salmista ali lhe dá uma resposta pronta: para viver e contar as obras de Deus. Em outras palavras, estamos aqui para viver e contar sobre tudo aquilo que Deus já fez através de suas maravilhosas mãos. Isto é ser um herdeiro da reforma de fato! Apontar para os feitos de Deus e retirar qualquer obstáculo que venha a impedir que Ele ou suas obras sejam vistas. Lutero em seu tempo não fez nada mais, nada menos do que isso. Ele procurou retirar do caminho todo e qualquer obstáculo que impedisse as pessoas de desfrutarem da salvação que Deus lhes oferecera em Cristo Jesus. Ele não estava preocupado em fundar uma nova igreja, ou tentar derrubar a então igreja católica. Seu único e exclusivo objetivo é de que a salvação pela fé em Jesus fosse novamente o destaque, a pregação principal da igreja da época. Infelizmente outros interesses foram levados mais em conta. Consequentemente aqueles que se retiraram acabaram vindo a formar outras igrejas oriundas da reforma. Em nosso caso, viemos a nos chamar luteranos, diga-se de passagem, contra a vontade do próprio Lutero que não concordava com esta sigla.
Portanto, vivamos este tempo não nos considerando “donos da verdade”, nem sustentando o surgimento da única igreja verdadeira. Vivamos este tempo lembrando daquilo que o Senhor fez, faz e fará em favor de seus filhos. Esta verdade, não pode nunca ficar escondida.                      

Com carinho, Pastor Valdir.

JUNTO COM CRISTO OLHEMOS PARA FRENTE!

Certa vez conversava com um pai que estava extremamente preocupado com o futuro de seu filho. Uma hora pensava numa coisa, noutra imaginava algo bem diferente e não escolhia um caminho... O ensino médio estava passando e ele permanecia nesta indefinição.  Sem dúvida alguma esta é uma preocupação bastante comum a todos os pais que prezam por seus filhos, afinal de contas, quem não se preocupa com quem ama? Observar esta instabilidade e incerteza na vida de um adolescente é algo comum, até mesmo pela idade e inexperiência. Agora, imaginemos nós um homem já adulto, depois de ter se formado, ter a graduação, o doutorado, o pós-doutorado, estar bem empregado na vida tendo suas convicções sociais e religiosas firmes, de repente chutar tudo para o alto e deixar o passado para trás? Pois a Bíblia nos mostra um homem que fez isto, o apóstolo Paulo. O lema de sua vida pode ser resumido na seguinte frase: junto com Cristo, olhemos para frente! Vejamos algumas evidências desta sua maneira de pensar e agir em sua carta aos filipenses:
“Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;” (Fp 3.8-9) Paulo recomenda deixar para trás a justiça própria do ser humano (mesmo que isso represente deixar suas raízes) e confiar única e exclusivamente na justiça de Cristo, pois ele o fizera e não se arrependera desta decisão.
“...para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;” (Fp 3.10) Paulo nos recomenda a viver os desafios desta vida lembrando que Cristo as enfrentou antes de nós. Nos é de grande consolo saber que Ele venceu todas as dificuldades conquistando para nós a vitória da salvação.
“...para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” (Fp 3.11-12) Paulo tinha a consciência de que “já” estava salvo por causa da fé em Jesus, mas de que “ainda não” tinha recebido esta salvação porque Deus ainda não o tinha chamado. Também nos motiva a viver a vida sob esta ótica, ou seja, juntos com Cristo vivendo a vida aqui, mas olhando lá para frente, para a feliz eternidade.
Que o Senhor nos conserve neste desafio que Paulo nos propõe.

Com carinho, pastor Valdir.

OUTUBRO - 500 ANOS DA REFORMA!

Estamos entrando no mês em que lembramos os 500 Anos da Reforma!
Até agora já realizamos dois eventos a nível local:
- Lançamento do Selo de Lutero em parceria com os Correios, ocorrido em julho na Casa de Pedra onde pudemos acompanhar o lançamento oficial do selo de Lutero, bem como o lançamento de um selo especial de nossa congregação.
- O Ação 500, evento de ação social realizado em parceria com a Escola Neusa Mari Pacheco no Bairro Canelinha em setembro, onde tivemos a oportunidade de levar certos serviços para a comunidade do bairro Canelinha através do envolvimento de profissionais voluntários vindos de dentro e de fora de nossa congregação.
- Em outubro temos pela frente o Cultão Distrital que acontecerá no dia 29/10 em Linha Café Alta, interior de Três Coroas. Para este evento nossa congregação estará colocando um ônibus gratuito saindo da igreja às 8h da manhã e retornando no final da tarde. Não perca tempo e coloque seu nome e número de documento (Identidade ou certidão de nascimento somente) na lista que está na entrada da igreja. Confira a programação do dia 29/10:
9h30 – Cultão Distrital – Pregação do pastor e professor Paulo Moisés
                                         Nerbas (Com a União Coral do Distrito e
                                                                          Escolinha para as crianças)
12h – Almoço (Precisa ser adquirido até 22/10  na secretaria – R$ 15,00
                                  para adultos e R$ 8,00 para crianças de 6 a 10 anos)
13h30 – Festival de Corais do Distrito (Corais das congregações de
                                                  nosso distrito entoando louvores a Deus)
16h30 – Retorno para Canela

Incentivamos a todos a reservarem esta data no calendário e juntos agradecermos a Deus por estes 500 anos de redescoberta do verdadeiro evangelho através do movimento da reforma.
“O justo viverá pela fé.” (Rm 1.17)                                              

Com carinho, pastor Valdir.

O CAMINHO DE DEUS!

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
Carlos Drummond de Andrade

Querido povo de Deus, o poema de Carlos Drummond de Andrade tem o principal objetivo de nos fazer refletir sobre os obstáculos que encontramos na vida. Uma pedra, como a do poema, pode muitas vezes tirar a nossa atenção do caminho. Ela representa situações na vida nas quais coisas secundárias podem nos desviar daquilo que é o principal: o caminho. Ora, na caminhada cristã, esta situação não é diferente. Muitas vezes ignoramos a importância do caminho prestando atenção as pequenas pedras ou obstáculos que nele se apresentam. O profeta Isaías, no texto do Antigo Testamento traz este perigo nas entrelinhas ao comparar os caminhos humanos com os caminhos de Deus: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” (Is 55.8-9)
Quantas vezes pequenas “pedras” tem aparecido em nossa caminhada? Talvez deveríamos nos questionar sobre o caminho que se tem trilhado? Num mundo onde existem tantos caminhos propostos, devemos nos perguntar sobre os mesmos. Será que eles não estão muitas vezes bem floridos, enfeitados, atrativos a ponto de mascararem o seu destino final? Deus nos propõe um único caminho. Ele nos propõe Jesus Cristo. Trilhar este caminho é a melhor das decisões. Trilhar este caminho significa fazer uso daquilo que Ele nos colocou como bênçãos na vida: sua palavra e os sacramentos que nos deu afim de sermos fortalecidos em fé para trilhar esta jornada. Não há dúvidas de que talvez este caminho não seja tão atrativo, pois, afinal de contas, ele nos propõe abrir mão de muitas coisas, nos propõe deixar de lado certas facilidades que parecem naturais no mundo do conforto em que vivemos. Porém, é um caminho verdadeiro onde as “pedras” são meios onde Deus também nos prova e nos faz amadurecer na vida. Que Ele nos abençoe, e que aproveitemos as oportunidades de busca-lo enquanto se pode achar em sua santa palavra e sacramentos, pois assim, estaremos caminhando rumo a vida eterna apesar das pedras no caminho.                                                                                 

Com carinho, pastor Valdir.

A TRISTEZA DA PARTIDA, E A ALEGRIA DO REGRESSO!

José provara a tristeza da partida. Ainda jovem, deixara casa, família, e pátria, sendo levado como prisioneiro. Aí residia o temor dos irmãos de José após a morte do pai, temendo que o irmão buscasse vingança. Pois é neste instante que José aproveita e mostra a seus irmãos que maior do que a tristeza da partida é a alegria do regresso.
A Tristeza da partida lembra a queda em pecado! Como não lembrar das consequências enfrentadas por Adão e Eva ao trocarem a comunhão com Deus pela comunhão com o diabo? Os irmãos de José enfrentaram sentimento parecido ao se darem conta das consequências de seu pecado contra o irmão José: “É o caso de José nos perseguir e nos retribuir certamente o mal todo que lhe fizemos.” (Gn 50.15). Este peso, esta culpa nós também sentimos por causa do peso do pecado e das expectativas que criamos baseadas nos relacionamentos que desenvolvemos. Como temos reagido diante do pecado? A que nível a tristeza da partida tem nos afetado? O afastamento da presença de Deus, as chagas do pecado tem muitas vezes nos atingido. Como temos reagido a elas?
2º A alegria do regresso é muito maior! Esta verdade fica evidente nas palavras de José: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.” (Ex 50.20) José procurou viver de acordo com a vontade de Deus, mesmo sofrendo duras consequências como uma injusta prisão por exemplo (Gn 39.20). Agora ele provara a alegria do regresso ao ter consigo novamente sua família podendo viver assim junto dos seus. Vemos na figura de José, o quão consolador é não somente receber o perdão, mas também perdoar e obter a reconciliação. Se o ser humano soubesse o benefício disto, não perderia um minuto em intrigas com o próximo, mas correria ávido, sedento, em busca do perdão de Deus vivendo assim a alegria do regresso, o regresso para os braços do Pai e a reconciliação com Ele e com o próximo também.
“Conta-se que certo homem pecou e pediu perdão a Deus. E o Senhor lhe perdoou. O homem, leve e feliz, continuou o seu caminho. Mais adiante, porém, cometeu um novo deslize e ficou muito triste e envergonhado. Sua alegria de viver foi-se esvaindo e ele começou a fugir da presença de Deus. Ao vê-lo tão triste e fugidio, Deus perguntou-lhe: – Por que andas tão triste, meu filho, fugindo de mim? – Estou com vergonha, Senhor, respondeu o homem. E Deus contestou: – Vergonha do quê? – Por causa deste meu pecado! – Basta que me peças perdão, filho, e, se estiveres arrependido, eu o perdoarei. – Eu estou arrependido, Pai, mas estou com vergonha, pois esta é a segunda vez que lhe peço perdão por este mesmo pecado. Mas, para sua surpresa, Deus lhe perguntou:
–Segunda vez? E qual foi a primeira?”*
Deus nos abençoe para que não fiquemos presos somente á tristeza da partida, mas vivamos intensamente a alegria do regresso perdoados e em alegre comunhão.
Com carinho, Pastor Valdir.


*História retirada de: http://www.sitedopastor.com.br/segunda-vez/

PORQUE O FILHO DO HOMEM VEIO PARA SALVAR O QUE ESTAVA PERDIDO!

A expressão “filho do homem” é bastante comum no texto bíblico. Somente no livro de Ezequiel, ela aparece cerca de 93 vezes. Jesus tinha preferência em usar esta expressão aplicando-a a si mesmo. Porém, dependendo do ponto de vista, ela pode representar posições bem diferentes.
Do ponto de vista humano, “filho do homem” é uma expressão difícil para nós! Em Ezequiel 33.7 Deus diz as seguintes palavras ao profeta: “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel;” Ezequiel era um sacerdote em Jerusalém. Porém, em 598 a.C. os babilônios invadiram Judá e tomaram Jerusalém levando o profeta preso para a Babilônia. Neste contexto, Deus usa a expressão “filho do homem” para destacar que Ezequiel, era um ser humano fraco e mortal, como todos os outros seres humanos. Isto fica evidente quando olhamos o texto original hebraico. A expressão “Ben Adam”, traduzida por “filho do homem”, também pode ser traduzida por “filho de Adão”. Ora, quando lembramos de Adão, o que lembramos? Lembramos a queda em pecado! Lembramos que o ser humano é diferente da matéria sem vida e dos outros seres, porque possui entendimento, possui inteligência, mas também é diferente de Deus, porque não é perfeito, é pecador. Pois é através de um “filho do homem”, Ezequiel, filho de Adão, que Deus quer chamar seu povo ao arrependimento e lhe mostrar que apesar de toda dificuldade Ele permanece no comando de todas as coisas. Também esta verdade Deus quer manter e enfatizar nos dias atuais, apesar de toda maldade e frieza que nos rodeia.
Do ponto de vista divino, “Filho do Homem” é uma expressão consoladora! Em Mateus 18.11 Jesus se utiliza desta expressão descrevendo a si mesmo: “Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido” (Mt 18.11) Como escolhido de Deus para ser o Salvador, era assim que Jesus se apresentava. Com esta expressão ele colocava em destaque sua condição humilde ao humanar-se, mas também apontava para sua futura glória. Mais do que o título “Filho do Homem”, está aqui em destaque a obra redentora do Salvador. Ele veio para salvar o que estava perdido! Quem está perdido? Nós! Somos todos “filho do homem” no sentido humano! Sendo pecadores estávamos desgarrados como ovelhas que não tem pastor. Todo aquele ou aquela que estavam perdidos e foram achados, são alvo da promessa de Jesus. Todos aqueles que foram achados, sentem em si a tentação de desprezar aqueles que estão perdidos e ignorá-los. No entanto, Cristo nos mostra uma maneira amorosa de lidar com o irmão faltoso. Nos mostra uma maneira amorosa de lidar com o pecador. Uma maneira que propõe a troca do relho pelo abraço, uma troca que propõe o amor de um Deus que vai em busca dos seus.
Que possamos viver este amor em nossos dias lembrando que, se por meio de um homem, Adão, o pecado entrou no mundo, agora, por meio de um homem, Jesus, a reconciliação foi concedida a humanidade.

Com carinho, Pastor Valdir.

DEUS CONDENA A AUTO PIEDADE!

A auto piedade é um sentimento, emoção ou comportamento onde a pessoa sente pena de si mesmo diante de certas situações da vida, mas que com o tempo acaba tornando-se permanente. Alimentamos o sentimento de auto piedade quando sustentamos um sentimento de inferioridade, causado por insegurança. Além de todo este aspecto psicoterápico, psicológico, a auto piedade produz um estrago ainda maior. Ela pode tornar-se um obstáculo perigoso diante de Deus. Eis alertas que a palavra de Deus faz:
1º A auto piedade nos faz olhar demais para nós mesmos
“Tu, ó Senhor, o sabes; lembra-te de mim, ampara-me e vinga-me dos meus perseguidores; não me deixes ser arrebatado, por causa da tua longanimidade; sabe que por amor de ti tenho sofrido afrontas.” (Jr 15.15) O profeta Jeremias várias vezes foi tentado a desenvolver auto piedade. Deus sabia desta tentação e ao invés de “afagar” o profeta, procurava chama-lo a realidade da vida cristã.
2º A auto piedade é instrumento do Diabo para nos fazer evitar a cruz
“E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprova-lo dizendo: Tem compaixão de ti, senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.” (Mt 16.22-23) Jesus via na afirmação de Pedro uma tentação diabólica porque procurava afastá-lo de sua caminhada rumo a cruz. Também esta tentação existe hoje ao nos fazer pensar numa vida sem decepções e dificuldades criando algo que não existe.
3º A auto piedade nos faz agir diferente do que Ele ensina
“Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: Amim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.” (Rm 12.17-19) O apóstolo Paulo sentia o perigo da auto piedade e sabia que esta poderia mover o ser humano a tomar medidas conforme seu próprio instinto, conforme sua velha natureza humana, por isso motiva a deixar os problemas e dificuldades nas mãos de Deus, pois Ele é o Senhor sobre todos.
Em resumo, a auto piedade me faz pensar: “Eu mereço mais”. Deus nos motiva a viver plenamente a palavra gratidão, que nos faz pensar: “Eu tenho mais do que preciso.”
Pela fé em Cristo, somos chamados a deixar de lado a auto piedade, que nada mais é do que um coitadismo. Ao deixarmos de nos fazer de vítimas, Deus nos capacita, como agentes, a vivermos a fé nele e consequentemente testemunharmos com coragem do seu amor em nós e ao nosso redor. Vivamos o seu amor plenamente e com gratidão lembremos sempre de suas bênçãos e de seu amor por nós que não nos faz vítimas, mas herdeiros felizes da sua salvação. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.

"Transformai-vos pela renovação da vossa mente!"

O capítulo 12 de Romanos, é uma enciclopédia resumida da vida cristã. Neste capítulo, Paulo orienta como se deve viver a vida com o foco sempre centrado na graça de Deus, ou seja, naquilo que Deus fez em favor de seu povo. Tendo em vista este aspecto tão importante, o apóstolo declara: “Transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12.2). A palavra “transformai-vos” embora pareça indicar uma ação humana, nada tem a ver com este ponto-de-vista. No texto original grego, encontramos este verbo que é um imperativo na voz passiva. A melhor tradução seria: “sede transformados”. O que está por trás desta forma verbal? O fato de que é Deus aquele que executa em nós a transformação pela renovação da mente! É Ele quem opera em nós esta mudança. Como isto acontece? Paulo explica:
“Transformai-vos pela renovação da vossa mente”= “Para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2b). Em outras palavras, Paulo está dizendo que somente é possível experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus a partir do momento em que Deus nos transforma pela renovação da nossa mente. Isso acontece quando o Espírito Santo toca nosso coração e faz nascer a fé cristã.
“Transformai-vos pela renovação da vossa mente”= “Para que não pense de si mesmo além do que convém” (Rm 12.3) Paulo fala aqui da vaidade humana. Muitas vezes lidamos com as coisas de Deus pensando que são nossas! Em uma palestra no congresso nacional de Leigos, o pastor Tardelli do Rio de Janeiro fez uma alerta muito importante: “Minhas contribuições são mixurucas perto do que Deus faz. Cuidado em dar comida pro teu ego, deixa ele passar fome um pouco, lembrando as boas obras preparadas por Deus de antemão.”
“Transformai-vos pela renovação da vossa mente”= “Para que pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” (Rm 12.3) De que tipo de moderação Paulo está falando aqui? A palavra grega para “moderação” literalmente significa “ter mente sóbria” ou “estar bem da cabeça”. Paulo aqui está destacando um grave problema que frequentemente aparece na igreja cristã. É o problema do orgulho e ciúmes. Como cristãos devemos saber qual é o nosso lugar. Devemos identificar quais são os nossos dons e onde eles adequadamente se encaixam. Porém, por mais dons e vontade que tenhamos, não podemos cair na armadilha de querer fazer tudo que é função disponível! É por isso que Paulo usa a imagem do corpo no versículo 4. Um corpo que tem muitos membros, mas que executam funções diferentes. O fato de eu não ser chamado para executar determinada função, não significa que eu não seja importante, mas talvez seja oportunidade de alguém que ainda não serviu poder encaixar-se ali.
Todos estes aspectos precisam ser observados dentro do corpo de Cristo, que é a igreja, afim de que fique perfeitamente ajustado afim de que se possa servir com alegria, coerência e amor ao próximo. Deus nos abençoe para que possamos seguir os conselhos do apóstolo Paulo. Amém.  

Com carinho, pastor Valdir.

"Faça-se contigo como queres."

O povo de Israel durante sua peregrinação rumo a terra prometida enfrentou muitas batalhas. Uma das recomendações que Deus lhes fizera ao lutar contra outros povos, encontra-se em Deuteronômio 20.16-17a: “Porém, das cidades destas nações que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança, não deixarás com vida tudo o que tem fôlego. Antes, como te ordenou o SENHOR, teu Deus, destruí-las-ás totalmente:” A ordem havia sido dada para que nenhuma destas nações influenciasse Israel à idolatria. Por causa destas recomendações, os judeus passaram a referir-se ao povo gentio como se fossem “cães”. Eis o porque de Jesus declarar: “Não é bom tomar o pão dos filhos e lança-lo aos cachorrinhos.” (Mt 15.26b) O Salvador estava enfatizando que sua missão era primeiro ir atrás do povo de Israel. Porém a mulher cananeia que viera ao seu encontro, em sua fé não se deu por vencida e insistiu para que Ele curasse sua filha. Jesus então exclamou: “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres!” (Mt 15.28). As palavras de Jesus destacam muito mais do que a fé daquela mulher. Destacam o amor de Deus que agora não estava mais restrito a um determinado povo. Deus ampliara para toda a humanidade a salvação através de Jesus Cristo. Em tempos em que temos observado tanta discriminação racial, social ou de qualquer outra ordem, é confortador lembrarmos que temos um Deus que não faz acepção de pessoas, pelo contrário, acolhe amorosamente todos os que se achegam a Ele.
Na próxima semana estaremos realizando um evento de ação social em nossa comunidade canelense, o “Ação 500!” na Escola Neusa Mari Pacheco, no bairro Canelinha. Queremos não somente divulgar os 500 anos da reforma, mas também levar a mais pessoas o amor de Deus através de serviços dos mais diversos que serão oferecidos. Se você quer se juntar a esta causa, venha trabalhar conosco, afim de que através de nossas ações Deus seja glorificado, vidas reerguidas e Jesus possa proclamar em alto e bom som: “Faça-se contigo como queres!”

Com carinho, pastor Valdir.

"E o salário ó..."

"E o salário ó..."
Quem de nós não lembra desta frase sempre dita pelo saudoso “professor Raimundo” interpretado pelo humorista Chico Anísio? O professor sempre fazia tal afirmação ao final de cada aula que dava em sua escolinha. Era uma sátira realizada para lembrar que os professores eram mal remunerados na função tão importante que exerciam. Por ironia do destino, esta semana esta frase ressuscitou, e para piorar, não somente denunciando a situação precária de nossos professores, mas do trabalhador em geral. Além de impor ao povo o aumento de impostos nos combustíveis, seguir tentando aprovar medidas impopulares (como a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiamento das campanhas) agora temos uma nova “bomba”: A previsão de salário mínimo para 2018 cairia para R$ 969,00 segundo as projeções econômicas do governo. A crise que antes parecia uma “marolinha” está se instalando de vez e complicando a vida do brasileiro.
Na Escritura Sagrada, a remuneração do trabalhador é vista não somente como um direito, mas como declara Jesus, “...porque digno  é o trabalhador do seu salário” (Lc 10.7) No plano de Deus, apesar da queda em pecado, o trabalho é algo positivo e o salário é um direito pois está em jogo a sua própria dignidade. No entanto, existe uma espécie de salário que ninguém quer receber. Ele aparece no texto bíblico em contexto negativo. O apóstolo Paulo declara em Romanos 6.23: “...porque o salário do pecado é a morte...”  O apóstolo Paulo declara que o salário que o pecado dá a seus trabalhadores é a morte. Ainda bem que o versículo não termina aí, ele continua: “...mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23). Ou seja, aqueles que creem em Deus ganham uma vida completamente dedicada a Ele, como se fosse seu “trabalho” e o presente gratuito da vida eterna, o melhor de todos os salários.
Portanto, se do ponto de vista humano, o cenário econômico não é nada animador, do ponto de vista cristão, sigamos animados e motivados, pois pela fé em Cristo Jesus Deus nos remunera com o melhor salário de todos: a vida eterna.

Com carinho, pastor Valdir.