"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

BIOGRAFIA DE COMPAIXÃO: “O filme”

Temos um feriado diante de nós para celebrarmos uma biografia de compaixão. Os fatos lembrados na semana santa e Páscoa nos trazem mais do que uma oportunidade de descanso do corpo. Nestes dias somos lembrados que, em Jesus Cristo, temos chance de descanso e refrigério para a alma.
É tempo de fixarmos ainda mais os nossos olhos numa biografia de compaixão ímpar. A história da vida de Jesus Cristo, revelada na Sagrada Escritura, a Bíblia.
O próprio nome que recebeu resume toda a sua missão: Jesus – o que salva o povo dos seus pecados; e Cristo – o Messias, o ungido, o escolhido para o ofício de buscar e salvar o perdido.
Conforme a biografia da vida de Jesus – a Bíblia – Jesus Cristo é o Emanuel, que quer dizer: Deus no meio de nós.* A Palavra pelo qual todas as coisas foram feitas. A Palavra que é Deus, a qual se fez um ser humano, habitou entre as pessoas.”*
Jesus Cristo é verdadeiro Deus feito verdadeiro homem. Eis o mistério da compaixão e do amor de Deus, “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo.”*
“Cristo carregou em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes sarados.”* “Sabei que não foi mediante coisas corruptíveis, como ouro ou prata [próprias obras] que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.”*
Com os nossos pecados matamos o Autor da vida, o qual ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia. Esta é a certeza da nossa ressurreição para a vida eterna com ele, por meio da fé na sua obra redentora. Que grande festa de refrigério é a Páscoa!*
A nossa razão insiste: Isto não faz sentido! Não é lógico! Exatamente isto. É a loucura do amor de Deus, pelo qual importa que sejamos salvos, pela fé na obra de compaixão de Jesus, por graça.* Jesus disse: “Eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.”
Estamos vivendo dias em que está sendo lançada uma biografia de Chico Xavier em forma de filme. Na mídia e por muitas pessoas, Chico é chamado de exemplo de cristão. Uma afirmação destas revela descaso ou desconhecimento da biografia de compaixão de Jesus Cristo. Chico pode ser chamado de exemplo de espírita, mas não de cristão.
Ser cristão significa ser seguidor de Cristo. Em Antioquia os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos pela primeira vez.* E o que eles crêem, confessam, vivem e ensinam é a salvação por graça, pela fé na obra de Cristo. O refrigério do cristão não está em si mesmo [em galgar os degraus da autopurificação], mas no fato de que a morte de Cristo na cruz conquista perdão completo e gratuito ao pecador, e sua ressurreição sela e garante a ressurreição do corpo para a vida eterna depois da única vida aqui neste mundo.
A biografia de Cristo nos revela o Evangelho - a boa notícia de vida com Deus pela fé na obra de Jesus. A Palavra de Jesus é tão diferente da doutrina espírita como quando um vai para a direita e outro para esquerda. Distanciam-se, simplesmente, mais e mais.
Lembro aqui as palavras de Otto Goerl, pastor e teólogo. “Se a razão humana tivesse sido incumbida de conceber, de formular e transmitir ao mundo pecador as grandes verdades que dizem respeito ao destino de sua alma imortal, então a Bíblia não teria sido escrita.
Se tivesse tocado à inteligência humana o encargo de estabelecer um plano da salvação para a humanidade em busca da bem-aventurança eterna, a história da paixão de Jesus não teria sido escrita.
Se alguém dos nossos semelhantes tivesse recebido a tarefa de indicar o rumo, de apontar o caminho pelo qual se processasse nossa salvação, então faltaria qualquer menção deste caminho que a Bíblia descreve. Jesus trilha este caminho. Jesus vai por este caminho, embora cambaleando, caindo e arrastando-se penosamente, em direção ao Calvário. Carregando sua cruz. Ser humano algum seria capaz de compreender [racionalmente] o significado desta cruz.”
Amigo. Gólgota é a porta. Jesus morreu para que tivéssemos um céu aberto. Jesus diz: “Eu sou a verdade, o caminho e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”*
No momento em que Jesus inclina a cabeça sobre a cruz, e morre, rompe o véu do santuário no templo. O Santuário divino está aberto ao pecador. Deus acolhe o pecador de braços abertos. Creia!, e viverás!, assim como Jesus ressurgiu da morte ao terceiro dia! Feliz Páscoa! Amém.

* Referencias Bíblicas: Mateus 1.23; Jo 1; 2 Coríntios 5.19; 1 Pedro 2.24; 1 Pedro 1.18,19; Jo 20 e At 2. 2 e Coríntios 4.14; Atos 4.12; Atos 11.26; João 14.6

Pastor Jonas Naor Glienke - jonasnaor@hotmail.com
Tel. 3282-1181
Comunidade Ev. Luterana Cristo Redentor
R. Martinho Lutero, 64


Participe dos cultos da Com. Cristo Redentor
Quinta-deira santa, às 19h

Sexta-feira santa, às 8:30h;
Sábado, às 19h

Domingo, às 08:30h – Culto de Páscoa!

CONGRESSO DA JELG 2010

O congresso foi muito bom do inicio ao fim. Desde a viagem de ida, ate a despedida dos novos amigos e volta para casa. O congresso teve muitos momento de descontração e risadas. Assim como de ouvir e refletir. O café, almoço e janta com shows ao vivo, e também o Tributo ao grande musico e amigo Ninja. Alem disso noites sem dormir conversando com os mais novos amigos, tomando terere, jogando cartas e muito mais. Também um pouco da musica dos anos 60,70 e 80. Isso ae!!!Foi muito bom .Quem perdeu vai ter outros e contamos com vocês na juventude.
Vinícius Krebs

ME ENGANA QUE EU GOSTO...!

É interessante o episódio bíblico que fala a respeito de uma mulher que unge os pés de Jesus com um precioso perfume: “ Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Deram-lhe, pois, ali, uma ceia; Marta servia, sendo Lázaro um dos que estavam com ele à mesa. Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, o que estava para traí-lo, disse: Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres? “(João 12.1-5). Relatos paralelos não falam só de Judas, mas também de outros discípulos. Aqui, o texto nos diz, logo a seguir, que Judas não estava preocupado com os pobres, mas com o dinheiro.
Isto nos faz pensar naquilo que é a razão das pessoas naquilo que fazem. Belos motivos ou justificativas podem muitas vezes impressionar, mas nem por isso justificar. Atitudes piedosas podem muitas vezes impressionar, mas não mais do que isso.
O relato bíblico de Oséias, no Antigo Testamento, nos confronta com uma atitude aparentemente piedosa e de arrependimento do povo de Israel. Quando vêem que Deus, por causa da vida infiel que eles levavam deles se afastou, eles resolvem se voltar a ele para de novo conquistá-lo. Mas Deus lhes diz: “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (Oséias 6.6). Deus não se deixa enganar com aparente e momentânea piedade.
O tempo da Quaresma é um tempo de contemplação para o povo cristão. Os passos da caminhada de Jesus rumo à cruz são analisados de uma forma muito especial e profunda. Esta contemplação tem conseqüência na vida de quem reconhece ser o motivo do sacrifício e morte do Filho de Deus. Você que lê esta mensagem tem oportunidades para parar e pensar no sofrimento e morte de Jesus. E isto pode significar esperança e vida, pois nesta obra está a sua salvação. Mais do que isto, isto quer lhe levar a uma vida de adoração e piedade frente o Senhor Deus e sua vontade bem-aventurada.
O título acima nos faz pensar no Carnaval, a festa da carne (entenda-se carne por perversão humana). A hipocrisia (insinceridade) de Judas se repete nos foliões. A insincera conversão do povo judeu, conforme o relato de Oséias, faz a cabeça de muita gente que pensa: eu posso largar as rédeas e dar asas à perversidade, depois faço “de conta” que me arrependo. Infelizmente para muitos esta apenas é uma mostra de que lado realmente estão, e a Palavra de Deus não deixa de ser uma dura palavra de juízo: “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (Oséias 6.6).
ME ENGANA QUE EU GOSTO! Não! a Deus não se engana.
Querido amigo. Para sentir a alegria da vida e esperança que passam pelo sacrifício e morte de Jesus, reconheça a sua culpa na paixão e morte de Jesus, e contemple com gratidão o amor de Deus mais uma vez manifesto, de forma especial neste tempo da quaresma. E viva todos os seus dias motivado por este amor incomparável.

Pr. Erni Krebs

ÁRVORE MILAGROSA

As fortes chuvas e enchentes não dão trégua. Diferentes lugares vão sendo assolados pela força da natureza.
Em janeiro deste ano, visitei meu colega e amigo que atua no município de Marques de Souza, o pastor Dílson. Pude ver o rastro de destruição deixado pelo rio Forqueta. É incrível! Tudo o que vinha pela frente o rio levou, como casas, galpões, estábulos, pedras enormes, árvores, cemitérios.
Um fato surpreendeu a todos. Em meio à turbulenta e arrasadora força da água se encontrava uma mulher grávida em cima de uma árvore. Inexplicavelmente, esta árvore ficou de pé, quando o rio colhia tudo o que estava no seu caminho. A mulher sobriviveu. A árvore foi seu suporte e âncora.
Este acontecimento pasmou a muitos. Logo surgiu alguém que disse: “Gente, temos uma árvore milagrosa entre nós!”. E eu pergunto: Será que temos uma árvore milagrosa? Seria mais um motivo para adorarmos a criatura/criação, em lugar do criador?*
Das situações de nossa vida podemos sempre aprender grandes lições. Também das dificuldades. Verdade é que muitas vezes não saberemos responder o “por quê?”, mas podemos focar o “para quê?, orientados pela Sagrada Escritura, a Bíblia.*
O que nos afasta da perfeição de Deus é a nossa incredulidade e rebeldia, que adora a criação em lugar do criador, trazendo consequências dramáticas sobre nós.*
Mas Deus, em seu imenso amor, não quer que a tragédia seja o acontecimento final de nosso viver. Ele quer que sejamos resgatados, que nos voltemos a ele. Para isso Deus usa até mesmo as dificuldades para nos fazer lembrar que nossa autossuficiência não é real, mas de que dependemos do seu amor, da sua misericórdia, da sua graça, do seu perdão, da reconciliação com ele.
Ao invés de “árvore milagrosa”, poderíamos dizer: “árvore do milagre”. Árvore que Deus, em seu imenso amor, usou para realizar o seu milagre. Àquela de Marques de Souza também. Mas, agora, me refiro aquela colhida na Palestina, aproximadamente há 2000 anos, transformada, por algum carpinteiro, em uma cruz, sobre a qual levantaram Jesus Cristo. Sobre a qual Jesus sofreu a catástrofe que nós deveríamos sofrer.*
Pela fé no milagre de Deus, em Jesus, realizado sobre o madeiro do Gólgota, temos reconciliação com Deus,* perdão de toda a nossa idolatria, e nova vida como filhos e herdeiros de Deus,* podendo enfrentar toda e qualquer situação com a força que Cristo nos dá.*
Estimado amigo, as tempestades e tragédias da vida certamente virão sobre nós. Mas tenhamos bom ânimo. Jesus venceu por nós pendurado na “árvore do milagre”, no monte Gólgota. Esta vitória é de todo o que crê nas fiéis promessas de Deus, seja sobrevivente ou não de alguma catástrofe.
Faça desta verdade o seu suporte e âncora. Amém.

* Referencias Bíblicas: Êxodo 20.2,3; Romanos 8.28; Romanos 3.10-12; Mateus 26-28; Romanosm 5.1; Gálatasl 4.5; Filipenses 4.13;

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