"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

“APRESENTA-TE!”

Quando nos reunimos em um grupo, e não nos conhecemos a todos, costumeiramente pedimos que cada um se apresente!
Dizer o nome.  Atrás de cada nome há uma história de vida. Atrás de cada nome tem projetos, metas, objetivos, medos, dúvidas, dificuldades, problemas, alegrias, vitórias, conquistas.
Quem és tu? Qual a tua verdadeira identidade? Diz-se que há três definições sobre nós: - O que nós pensamos que somos; - O que os outros pensam que somos; - O que de fato somos.
Quem somos nós? Qual a nossa verdadeira identidade? Deus o sabe. Deus sabe tudo o que está atrás do nosso nome. (Salmo 139)
Quando nos apresentamos diante de Deus e nas situações da vida apenas com o que nós somos, conseguimos, com as nossas forças, então resta pouco. Logo as conseqüências do nosso pecado se manifestam de tal forma que nos damos conta de que nada somos sem a fé no nome de Cristo.
No entanto, para Deus somos pessoas especiais e amadas, não apenas um RG, um CPF.
Em Jesus, Deus se apresenta a nós. Jesus, este é o único nome pelo qual podemos ser reconciliados com Deus (Atos 4.12). Por causa da história de vida, morte e ressurreição de Jesus, Deus perdoa o que está mal em nós, e coloca uma nova história de vida atrás de nosso nome.  
Desta forma, Deus e sua santa vontade está atrás do nosso nome. Com esta verdade em mente, o apóstolo Paulo escreve: “Rogo-vos, pelas misericórdias de Deus, que vos apresenteis a Deus, como sacrifício vivo, santo e agradável, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12.1)
Assim, agora, em Cristo, nos apresentamos diante de Deus e das pessoas com novas motivações. (1 Pedro 2.5)
Os “sacrifícios espirituais” são opostos aos sacrifícios de animais que aparecem no Antigo Testamento (sombras do sacrifício perfeito do cordeiro de Deus - Jesus). São também opostos a obras humanas oferecidas ‘ex opera operato’ [uma obra realizada para receber algo a partir do trabalho feito] (Jesus consumou o sacrifício que nos reconcilia com Deus).  Os sacrifícios espirituais são os movimentos do Espírito Santo em nós.”
Este é o culto racional. Ele contrasta com o formalismo vazio feito somente com os lábios e ritos mecânicos.
Apresenta-te! Neste sentido Paulo diz mais: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
O corpo [todo o ser] que é oferecido em sacrifício vivo não deixa de ser um membro vivo e útil no corpo de Cristo, que é a cabeça. A diversidade dos membros [diferentes dons segundo a graça de Deus] precisa estar unida num propósito: Apresentar Cristo Jesus ao mundo.
Pela constante renovação de nossa mente, Deus precisa mudar o que está atrás do nosso nome. Deus precisa nos dar nova identidade, novos pensamentos, novas atitudes, novos motivos. Ele faz isso através da sua santa Palavra.
“Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor;” (Hebreus 12.18)
               Assim, queremos nos apresentar como sacrifício vivo. Atrás de nosso nome há uma história de vida. Que a história de vida de Jesus faça parte da nossa identidade. Amém.
Pr. jnG

SILENCIAR DIANTE DO PAI


         Jesus, ensina-nos a orar
Quantas vezes dizemos, ou ouvimos a frase: “Ninguém nasce sabendo!” ou, “A vida é um constante aprendizado!”
Precisamos, de fato, aprender. Sempre de novo e constantemente aprender.  Não apenas a ler, escrever, falar, calcular. Também a conviver, respeitar, se relacionar. Aprender com quem nos faz levantar quando caímos, e a ter bom ânimo quando as aflições da vida sobrevêm - firmados nas promessas de Jesus, as quais nos levam além de toda dor, sofrimento, medo. (João 16.33).
No entanto, a lição central de todo cronograma da vida pode ser resumida nas palavras do Salmo 46, dos filhos de Corá: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus. Deus de refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.”
O rei Davi aprendeu bem esta lição. Ele escreve: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa.” (Salmo 62.1)
Precisamos aprender a silenciar diante de Deus. Enquanto esbravejamos com nossas forças, esquecemos de que é preciso confiar em Deus em todo o tempo, derramando perante ele o nosso coração; Deus é nosso refúgio, fortaleza, socorro bem presente.
Aprender a silenciar diante de Deus!, ou seja, confiar-se humildemente a Deus, reconhecendo a total dependência sob seu poder e amor. Isso é preciso aprender. Isso Jesus precisa nos ensinar.
Os discípulos chegaram a Jesus e pediram: “Jesus ensina-nos a orar.” E Jesus passou a ensinar, dizendo: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás no céu!” (Mt 6.9)
O que significa isso? “Deus quer atrair-nos carinhosamente com estas palavras, para crermos que ele é o nosso verdadeiro Pai e nós, os seus verdadeiros filhos, para que lhe roguemos sem temor, com toda a confiança, como filhos amados ao querido pai.” (Catecismo Menor, Matinho Lutero; conf.  Gálatas 4; 1 João 3.1)
Jesus, assim ensina-nos a silenciar no colo do Pai Celestial. Amém.
Pr. Jonas

NIVELADOS POR BAIXO.


MATEUS 15. 21-28
A vida uma luta de fé.
Paulo diz:   Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos. (Rm 11.32).
A mulher Cananéia necessita de ajuda. Sua filha está possessa. No tempo de Jesus, exatamente pela presença humana dele, possessão era algo comum. Difícil de imaginar, não temos exemplos a comparar. Mas ela sabe em quem confiar. E por isso vem a Jesus. Como Jesus reage? Primeiro, ele faz de conta que não a  ouve. Segundo, ele destaca que foi enviado apenas às ovelhas perdidas da casa de Israel. Terceiro, ele a considera, chama, avalia como um cachorrinho em comparação aos filhos. Como você reagiria? Como ela reagiu?
 Ela não desistiu. Ela aceitou seu conceito de indignidade, e assim confiou que na graça, na misericórdia,  estava a sua solução. Poderíamos pensar em nossas casas, no nosso lar. Como tratamos nossos filhos?. Como tratamos nossos pais?. Poderíamos nos imaginar na situação daquela mulher?.
E o que Jesus disse? Ó mulher, grande é a tua fé! (Mt 15.28)
Um cachorrinho, um trapo de gente, possivelmente sem instrução, uma mulher sofrida, é colocada por Jesus como exemplo de fé. O testemunho, que ele não dá a respeito dos mestres da lei, ele o dá, a respeito desta simples mulher.
A mulher Cananéia está nivelada por baixo, é exemplo de luta. De dor. Até de aparente desprezo. Cachorro é cachorro, e come migalhas, mas ela lutou, nem que fosse apenas  por elas. Poderia até ter encolhido o rabo, e dado uma volta, como nossos cachorros famintos fazem, mas lá estava ela, decidida e confiante.
Nas palavras do evangelho, Jesus expressa aquilo que era  o  sentimento  dos  judeus de seu tempo. Para eles, o direito era deles, e só deles. Jesus, no entanto, dá destaque ao valor da fé, que une a todos em um só povo.
O Deus, voltado para todos os povos, está no salmista, que  muito antes, já fala em reunir todos os povos. Esta também é a mensagem de Isaias.
Na visão dos judeus os cananeus, pagãos,  eram indignos.
Isto nos faz pensar no que realmente faz a diferença: a FÉ. Fé pressupõe indignidade. Só pode crer quem é indigno. Só precisa crer quem é indigno.  Não existe fé para os dignos. Isto é o que diferencia as pessoas. Ela, a mulher, não exige, não se julga no direito, ela apela para as migalhas. Sua humilde indignidade se satisfaz com qualquer coisa, daquele em quem ela confia. Mas, ela confia. Essa é a grande fé, que Jesus reconhece, louva e aponta como exemplo para os judeus daquele tempo e de hoje.
Todos nós, somos dependentes da graça de Deus. Não dependemos do que sabemos. O que sabemos tem sentido quando chega ao coração e se volta em amor, amor a Deus e ao semelhante. Toda a nossa obra depende de Deus nos abençoar e usar. Também a nossa missão de pais.
Paulo lembra que Deus encerrou a todos na desobediência.
NIVELADOS POR BAIXO.
Os pais precisam ver nos filhos, filhos de Deus a eles confiados. Filhos, e não leões. Necessitados, sim, mas indignos, e por isso, dependentes e confiantes na misericórdia deles e de Deus.
Nivelados por baixo para serem levantados.
Assim, a vida é uma luta de fé.
Sejamos filhos, sejamos pais.
Como pais, ensinemos os nossos filhos a lutar, a confiar, e crescer, na fé. A ser fiéis até o fim. Parabéns aos pais pelo seu dia. Amém.
Pastor Erni

De um valor sem igual!


O que para você é de valor sem igual? Seu dinheiro, sua família, seus bens, sua saúde?
Jesus, nas parábolas do reino (Mateus 13), quer nos chamar a atenção para algo maior, mais importante. Ele quer nos levar para dentro do seu Reino, da sua vida, da sua paz, da sua esperança.
Jesus pega situações do dia-a-dia das pessoas e as aplicada às verdades eternas do reino de Deus. Ter um tesouro escondido era algo muito conhecido na época. Em meio às revoluções, mudanças de governos, e banditismo, ninguém estava seguro de seus bens. Isto fez com que pessoas dividissem seus recursos em três partes: A primeira parte era para seu uso no dia-a-dia; a segunda, convertiam em pérolas preciosas, que facilmente poderiam levar consigo; a terceira, enterravam [cofre mais seguro da época]. Assim, até hoje são descobertos tesouros naqueles lugares.
Jesus usou este fato, de alguém achar um tesouro escondido e de alguém encontrar uma pérola muito preciosa entre pérolas, para ilustrar o mistério do reino de Deus. Jesus diz:
“O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma de grande valor, vende tudo o que possui e a compra.” Mateus 13.44-46
Como entender a parábola do tesouro escondido e da pérola preciosa? Certo é que Jesus está falando “De um valor sem igual!”
Na parábola do tesouro escondido um homem achou um tesouro por casualidade, sem procurá-lo. Na parábola das pérolas um homem estava procurando pérolas e, então, por acaso, encontra uma pérola muito preciosa.
Na primeira parábola uma pessoa vive sua vida normal, trabalha e se diverte. Seus olhos estão voltados para as coisas do mundo, não se reocupa com o Reino de Deus. De repente ele se encontra diante da palavra de Deus. Por esta palavra Deus o chama, ilumina, congrega. Essa pessoa confessa Cristo como seu Salvador, que lhe conquistou perdão, vida e salvação eterna. Reconhece em Cristo o maior tesouro da sua vida. Tudo por graça e ação amorosa de Deus.
Na segunda parábola um homem está procurando pérolas, isto é, ele busca uma satisfação para si, na riqueza, nos prazeres da vida, nas virtudes, na piedade, no aqui e agora. De repente, inesperadamente se encontra diante da palavra de Deus. Deus o chama, ilumina  e congrega. Essa pessoa reconhece a maravilhosa graça de Cristo, seu maior tesouro. Tudo por ação bondosa e graciosa de Deus.
O sentido das duas parábolas podem ser resumidas nas palavras do apóstolo Paulo: “O meu viver é Cristo.” (Fp 1.21) “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: por amor do qual, perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo, e ser achado nele.” (Fp 3.7-10)  (Veja também Hb 11.26; Rm 14.17,18)
Quando a Palavra do Evangelho de Jesus é acolhida, recebida em fé, o poder restaurador, renovador, vivificador, transformador  põe o pecador, agora perdoado, por graça divina, no caminho da nova vida, novas prioridades, valores, tesouros.
O que para você é de valor sem igual?
Em Jesus, todos nós podemos cantar com o poeta sacro: “Meu bem e minha vida, é Cristo Salvador!, amparo meu na lida, meu Deus e meu Senhor. Que toda criatura exulte em seu louvor, cantando com ternura ao nosso Redentor.” (290.1 Hinário Luterano)  Amém. 
Pr. Jonas 

Encontro Interdistrital de Servas - LSLB

No dia 16 de julho, em Três Coroas, aconteceu o Encontro Interdistrital de Servas.  Do Departamento de Servas de Canela participaram 5 servas e o Pastor Erni.

O lema do Encontro foi baseado em Jeremias 31. 3b "Com amor te amei, por isso com benegnidade te atrai." O palestrante foi o pr. Luís Weirich.


Veja fotos do Encontro Interdistrital em: https://picasaweb.google.com/celcrcanela/EncontroInterdistrital#

A FELICIDADE DE QUEM SE COMPADECE

         Neste sábado, 30/07,  Canela vive mais um momento histórico: a VII CONFERENCIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. O objetivo maior é analisar e definir políticas públicas que facilitem uma vida mais digna para todo o nosso povo.
          O Salmo 41, da autoria do Rei Davi, o grande Rei do povo de Deus do Antigo Testamento aponta para alguém vulnerável – O próprio Rei Davi é o necessitado. Pode parecer estranho. O Salmo é escrito por Davi quando Absalão, seu Filho, já tomou conta da cidade de Jerusalém, e agora está em busca de Davi, seu pai, para matá-lo.
          O Evangelho de Jesus, conforme Lucas 10, nos conta a conhecida história do Bom Samaritano.  Fala de um  homem caído à beira da estrada. Fora assaltado no caminho, tudo lhe roubaram, muito ferido corre risco de vida. Este é o necessitado.
          Quando Deus prepara o seu povo para a conquista de sua Terra própria, ele lembra-lhes para quem deveriam voltar o seu olhar compassivo: É o pobre e o estrangeiro. É o oprimido. É o falsamente acusado. É o surdo, o cego. É o que recebe um salário injusto. Ele, o Senhor, recomenda atitudes de amor, em vez de ignorar suas necessidades.
          Todos estes exemplos de necessitados também fazem parte de nossa vida. O desafio é amar – “amarás o teu próximo como a ti mesmo” -  este é o resumo da lei. A Palavra de Deus lembra que feliz é aquele que acode ao necessitado.
          O que isto significa? O Rei Davi, perseguido pelo seu filho,  é acolhido e acompanhado por um exercito fiel. Estes lutam por ele. E ele bendiz os que lhe acolheram. O texto bíblico do AT, lembrado acima,  recomenda várias atitudes que significam acudir ao necessitado. Na colheita, ele pede para que nem todos os frutos sejam recolhidos, mas que sobrem alguns para quem não tem produção própria, recolher. E o Senhor conclui suas recomendações dizendo: “ amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR”(Levitico 19)  O próprio Senhor Jesus ensina com a parábola do bom samaritano. Contrastando com as atitudes do sacerdote e do levita, Jesus fala da atitude do samaritano. Ele dá atenção ao necessitado. Desce de seu cavalo. Trata suas feridas. Coloca-o em cima de seu próprio animal. O leva para uma hospedaria. Assume o custo do seu atendimento, e volta no dia seguinte.
          Acudir o necessitado inicia no olhar compassivo e de amor para as necessidades do semelhante.
Qual é o resultado disso?
·         Em primeiro lugar:  Alegria e felicidade do próximo. O contentamento de quem recebeu auxílio em sua necessidade é o primeiro resultado.
·         Em segundo lugar: A felicidade de quem acode. Amar o  próximo significa sentir-se feliz, por ser um servo de Deus na vida do semelhante.
·         Em terceiro lugar: O reconhecimento dos outros, é outro resultado. No Evangelho é apresentado o exemplo de um centurião, um oficial romano em necessidade, e os anciãos judeus falaram a Jesus: “Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo” (Lc 7.4,5).
·         Em quarto lugar:  A recompensa divina. Jesus lembra que tudo o que fizermos a alguém necessitado, na verdade estamos fazendo a ele(Mateus 25.40).
Leitor amigo. A VII CONFERENCIA MUNICIPAL DE ASSISTENCIA SOCIAL não é tudo. Mas pode, e certamente será um passo importante. E você pode participar. Há muitas necessidades e oportunidades. Juntos, podemos dignificar a vida de nosso povo.
          Feliz é quem se compadece e, em amor, age. Amém.
Pastor Erni Krebs