"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

USANDO OS TALENTOS QUE DEUS NOS DEU!


USANDO OS TALENTOS QUE DEUS NOS DEU!

Estimados em Cristo Jesus. A parábola dos talentos, narrada em Mateus 25.14-30, é uma parábola que está ligada diretamente a temática da vigilância. É necessário estar vigilante para o “acerto de contas” com Deus no dia do juízo. Enquanto isso, estamos encarregados de administrarmos os talentos que Deus nos deu. Mas o que são talentos? Nos tempos bíblicos, talento era uma medida de peso com cerca de 34 kg. No entanto, nos tempos atuais, biblicamente falando, os talentos podem ser descritos como dons espirituais e habilidades naturais que Deus dá a cada um de nós, seus filhos. Todos nós recebemos talentos para administrarmos.  

A grande pergunta é: O que tens feito com teus talentos? Tens feito uso dos mesmos em benefício do Reino de Deus?

O servo inútil da parábola, ao devolver o talento que recebera de seu patrão declarou: “Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.” (Mt 25.24)


O servo ficara preso a imagem de exigência do patrão. Será que muitas vezes, não tens dirigido teu relacionamento com Deus baseado somente nas suas leis e exigências? Será que teu relacionamento com Ele não tem sido dirigido de forma errada?

O servo da parábola também sentiu receio, ou seja, medo. Será que o medo não tem dirigido a tua vida tendo receio de ser castigado(a) por Deus?

O servo da parábola não quis arriscar-se como seus colegas em fazer multiplicar o seu talento. Preferiu a segurança de enterrar o mesmo. Será que muitas vezes, não tens preferido demais a tua “zona de conforto” ao invés de te lançares a desafios maiores colocando tuas capacidades a disposição do Senhor?

Lembremos as palavras do Salvador Jesus: “Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” (Mt 25.29) Existem nesse versículo uma promessa e uma consequência. A promessa de ter os talentos, ou seja, os dons e habilidades aumentados no serviço do Senhor. A consequência de perder aqueles dons e habilidades não usados em favor do Reino de Deus. Que possamos de fato, ficar com a promessa, sabedores de que Deus garantiu estar conosco no desempenho e uso dos talentos que nos concedeu. Não tenhamos dúvidas de que Ele nos capacita diante dos desafios que nos proporciona. Que Deus nos abençoe neste objetivo. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir

Vigiai


“Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.” (Mt 25.13)

As palavras do Salvador Jesus na parábola das dez virgens (Mateus 25.1-13) apontam para a vigilância. Cinco das virgens, as prudentes, tinham óleo suficiente para esperar a chegada do noivo e mais um tanto caso acontecesse algum imprevisto. Outras cinco, as néscias, não tinham óleo de sobra. No contexto da parábola, vigilância significava estar despertos (como as 10 estavam) e preparados (como somente as cinco primeiras virgens estavam)! No entanto, a palavra vigilância também nos conduz a uma outra dimensão que é importantíssima na vida cristã: estar pronto a lembrar meu irmão ou irmã de que ele (a) também precisam estar vigilantes.

Ao termos a Cristo como nosso único e suficiente Salvador, temos óleo na lâmpada, como diz o texto. E aqueles que não o tem?

Como temos reagido com esta realidade? Será que muitas vezes não estamos mais preocupados em atacar o pecado de nosso irmão e irmã, e consequentemente acabamos por afastá-lo (a) da misericórdia de Deus?

Se nossa vida cristã, tem tido este descompasso, é bom observarmos e revermos aquilo que Jesus Cristo ensinou.

Pois afinal de contas, as virgens prudentes, com óleo nas lâmpadas, não são aquelas cheias de si, auto-suficientes em si mesmas. As virgens prudentes são as pessoas que estão diante de Deus, com medo, com temor, pois se veem pecadoras, miseráveis, dependentes da misericórdia do Senhor!

Esta foi, por exemplo, a situação vivida pelo Rei Davi, que literalmente “grita” no Salmo 70.1: “Praza-te, ó Deus em livrar-me; dá-te pressa, ó Senhor, em socorrer-me.” Provavelmente muitos o recriminavam pelo pecado de adultério que cometera com Bate-Seba, talvez até mesmo religiosos. No entanto, seu arrependimento o levara novamente para os braços de Deus, que o manteve no trono de Israel. Ou seja, o grande rei, também era um grande pecador, e foi avisado pelo profeta Samuel de que deveria estar vigilante também!

Da mesma forma nós também. Vigiemos! Porque não sabemos nem o dia nem a hora. Estejamos despertos (com a fé viva e ativa em Jesus) e preparados (vivendo uma vida santificada) afim de também falar a outros que precisam de óleo para suas lamparinas que eles também precisam estar vigilantes. Amém.

 Com carinho, Pastor Valdir Lopes Junior


ENTRE VOCÊS, O MAIS IMPORTANTE É AQUELE QUE SERVE OS OUTROS (Mt 23.11)

Estimados em Cristo Jesus. As palavras do Salvador no evangelho de Mateus, são muito importantes. Elas apontam para a maneira como Deus observa os seres humanos. Ele não os vê do ponto de vista das aparências, e sim, do ponto de vista da fé, presente no coração. A própria vinda do Salvador Jesus ao mundo, foi uma prova bem consistente de que Deus primeiro serviu a nós, seres humanos, ao enviar seu Filho Jesus Cristo para entregar sua vida pela humanidade pecadora. Esta perspectiva, foi sublinhada, inclusive, pelo próprio Jesus:  Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.” (Mt 20.28)

Estamos no mês de novembro, mês em que lembramos especialmente a mordomia cristã. Este assunto deve ser considerada não só neste mês, mas em todos os dias de nossa vida. Pois, como mordomos, somos desafiados por Deus a vivermos uma vida de serviço a Ele e ao próximo. E quantas oportunidades o Senhor nos oferece!

Podemos servir a Deus, ao nos colocarmos a disposição da igreja com nossos dons, tempo, vida, e bens, além de testemunharmos o seu amor, dentro e fora da congregação.

Podemos servir ao próximo, estendendo nossa mão aos aflitos e necessitados, dentro e fora de nossa família.

Temos oportunidades bem concretas nesse sentido, com a arrecadação de itens para o Instituto Santíssima Trindade de Moreira, além dos ranchos que mensalmente repassamos a famílias carentes, bem como nossa mordomia das ofertas, onde durante o mês de novembro estamos estudando mais a fundo esta questão.

Aproveite os momentos de estudo bíblico anuais sobre mordomia, e aprofunde-se mais nesta questão, procurando servir ao Senhor com alegria!

Com carinho, pastor Valdir.

497 Anos da Reforma Luterana - O Canto do Cisne!


497 ANOS DA REFORMA LUTERANA - O CANTO DO CISNE
                 6 de julho de 1415. Um homem havia sido condenado a morte, por discordar dos ensinos católicos acerca da salvação. Condenado a morte na fogueira, preparou-se em uma cela para a execução que não tardava em acontecer.  Segundo o sacerdote católico romano Poggius Florentini, também conhecido com Poggius o papista, relata: “Ele chegou até a estaca olhando para ela sem medo. Ele subiu nela depois que dois assistentes do carrasco haviam rasgado suas roupas… Naquele momento, um dos eleitores, o príncipe Ludwig do Palatinado, subiu e implorou que aquele homem, John Huss voltasse atrás, para que fosse poupado da morte nas chamas. Mas ele respondeu: ‘Hoje vocês assarão um ganso magro, mas em cem anos ouvirão um cisne cantar. Não serão capazes de assá-lo e nenhuma armadilha ou rede poderá segurá-lo’. O princípe voltou cheio de pena e muita admiração”. Exatamente 100 anos depois, um monge chamado Martinho Lutero começou a lecionar sobre a Epistola aos Romanos. Foi ai que, segundo seu próprio relato, ele foi convencido da justificação pela fé com base em Romanos 1.17, o acontecimento que acabou desencadeando a Reforma Protestante. A reviravolta ocorrida na igreja cristã como um todo, foi despertada por homens que encontraram a liberdade. Sim, John Huss, e mais especificamente Martinho Lutero, o ganso e o cisne. Jesus declara no evangelho de João: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Jo 8.31-32) A verdade da qual Jesus fala, é ele mesmo, e consequentemente o que Ele revela a respeito de Deus e dos seres humanos.  Lutero havia descoberto esta liberdade em Romanos 1.17: O justo viverá por fé. Verdade que liberta do medo, pois quem caminha com Jesus nunca está sozinho. Verdade que liberta o ser humano de si mesmo, tendo em vista sua natureza carnal pecadora. Verdade que liberta dos outros, tendo em vista o mundo de aparências em que vivemos. Verdade, que principalmente, nos liberta do pecado, pela obra de Cristo na cruz.
                 Estimados em Cristo Jesus, herdeiros da reforma! Foi necessário o canto de um cisne, para que Deus reafirmasse a verdade que liberta! Como lidamos nós, luteranos, com esta liberdade hoje? Será que a vemos como liberdade de fato? Ou será que olhamos para Cristo e para o que Ele revelou sobre Deus e nós, como um peso, uma obrigação? John Huss, não negou sua fé e foi sacrificado por causa dela. Lutero, pelo fato de ter encontrado a verdade, sofreu perseguições durante sua caminhada neste mundo. E nós, que desfrutamos não só da liberdade de Cristo, ou seja, a espiritual, mas também desfrutamos da liberdade física e social, será que temos valorizado ambas liberdades de forma adequada? Nos damos conta dos benefícios que a verdade nos traz? Lutero ao falar sobre a liberdade recebida em Cristo Jesus declara: “Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos.” (Da Liberdade Cristã) Para o ser humano afastado de Deus, esse paradoxo é visto como escravidão. Mas, para aqueles que vivem em comunhão com o Senhor, e que se sabem salvos única e exclusivamente por sua graça, como Lutero tão bem enfatizou, esta suposta "escravidão" é uma liberdade plena e impagável. Pois esta liberdade nos foi dada de graça por aquele que é a verdade. Jesus Cristo, nosso único e suficiente Salvador. Feliz 497 anos da Reforma Luterana! Desfrute desta liberdade, rumando conosco aos 500 anos em 2017!
                                                                                                                         Com carinho, pastor Valdir