"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

RÉVEILLON: Desperta ó tu que dormes!


A cada final de ano a palavra réveillon ganha força. Você sabe o que ela significa?
Réveillon é um substantivo masculino com origem no idioma francês, usado para descrever uma festa de passagem de ano. A palavra tem origem no verbo francês “réveiller”, que significa "acordar" ou "reanimar" no sentido figurado. Logo, o réveillon é o despertar de um novo ano.
A Escritura Sagrada não traz a palavra reveillón em seu vocabulário. No entanto, a palavra “despertar” está presente em vários momentos. Não aparece somente no sentido literal, de acordar, mas se faz presente também no sentido figurado, e trazendo um profundo ânimo para o cristão. O apóstolo Paulo, por exemplo, faz uso da palavra despertar ao citar um possível antigo hino cristão: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.” (Ef 5.14) Este hino, possivelmente foi inspirado em textos proféticos como o de Isaías 26.19: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.”  Sobre a origem de Ef 5.14, não se sabe ao certo. Pode ter sido um hino entoado por aqueles que eram batizados e abandonavam  o paganismo, ou, como cita um teólogo, pode ser uma alusão o chamamento do arcanjo quando tocar a última trombeta para o dia do juízo final.  Independente de sua origem, é ou não é um belo texto de incentivo ao encararmos um novo ano que se apresenta? Com certeza sim!
Pois o despertar de um novo ano nos faz olhar para o ano que passou e projetar o próximo. Ao olharmos para trás, infelizmente somos tentados a observar demasiadamente as coisas ruins que aconteceram. Entretanto, devemos nos desafiar também a olhar as coisas boas. Quantas coisas boas Deus nos deu neste 2016 que se encerrou? Será que paramos para fazer nossa conta e analisar as dádivas que nos concedeu? As dificuldades devem sim ser lembradas, mas não num contexto de tragédia e pessimismo, porém como uma amostra de que o próximo ano que virá também trará suas agruras! Se procurarmos olha a vida desta forma lúcida e madura, conforme a vontade de Deus, seguramente 2017 surgirá como mais uma oportunidade de despertar no sentido literal, estando atentos a tudo que nos rodeia, mas também no sentido espiritual, colocando nossas vidas nas mãos de Deus afim de que Ele nos conduza e oriente!
Um feliz novo ano a todos, e que Deus nos abençoe em 2017!

Com carinho, pastor Valdir.

O MAJESTOSO QUE SE TORNOU INSIGNIFICANTE POR NÓS!


“Virá um descendente do rei Davi, filho de Jessé, que será como um ramo que brota de um toco, como um broto que surge das raízes. O Espírito do Senhor estará sobre ele e lhe dará sabedoria e conhecimento, capacidade e poder. Ele temerá o Senhor, conhecerá a sua vontade e terá prazer em obedecer-lhe. Ele não julgará pela aparência, nem decidirá somente por ouvir dizer. Mas com justiça julgará os necessitados e defenderá os direitos dos pobres. As suas palavras serão como uma vara para castigar o país, e com o seu sopro ele matará os maus. Com justiça e com honestidade, ele governará o seu povo.” Is 11.1-5.
Como são lindas as palavras proféticas a respeito da vinda de Jesus. Especialmente estas palavras de Isaías, que apontam para o inimaginável, ou seja, um Deus majestoso que se predispõe a viver a miséria humana em seu mais alto grau. Isaías usa a figura de um ramo que brota  de um toco. Ou seja, de uma árvore, de uma planta aparentemente morta, brota a vida. Deus faz nascer de uma terra maldita (Gênesis 3.17) um ramo puro de onde brota a verdadeira vida. Um ramo que aos olhos humanos é desprezível, mas que vem a tornar-se uma árvore frondosa, sendo abençoada com sabedoria, conhecimento, capacidade e poder! Eis aí o mais profundo mistério! O mistério de um Deus majestoso que se torna insignificante aos olhos terrenos na medida em que se encarna!
Este é o aspecto do Natal que mais deveria chamar a atenção! Vivemos num mundo de muito glamour, de enfeites, luzes, status! No entanto, não podemos esquecer da estrebaria. A estrebaria que cheira mal, por abrigar animais que lá faziam suas necessidades. A estrebaria que não oferecia abrigo adequado contra o frio. A estrebaria que não tinha as mínimas condições de abrigar um recém-nascido.
Eis aí o “ramo que brota do toco”! O majestoso que se torna insignificante! Um Deus que age desta maneira porque tem por objetivo último conectar o nascimento, morte e ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, com o nosso renascimento, conforme o evangelista João enfatiza: “Porém alguns creram nele eo receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus.” (Jo 1.13)
Vivamos mais um Natal na perspectiva de que o majestoso que se fez insignificante, o fez, para que nós, de insignificantes, passássemos a ser majestosos recebedores da salvação eterna. Amém.

Feliz Natal! Com carinho, pastor Valdir.

MANIFESTO DOS LÍDERES DAS IGREJAS EVANGÉLICAS HISTÓRICAS

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos!” Is 10.1-2. 
Os líderes e representantes das igrejas evangélicas históricas abaixo nominadas, diante da sua responsabilidade de anunciar e viver as demandas éticas que a fé cristã lhes impõe, deparando com o atual momento da política brasileira e as recentes decisões do Legislativo ao analisar as propostas de combate à Corrupção, publicam o presente MANIFESTO:
1) O Projeto de Lei com a proposta de Dez Medidas contra a corrupção recebeu considerável apoio de cerca de 2,4 milhões de cidadãos brasileiros que se sentem cansados pela cultura de corrupção, principalmente na esfera política;
2) As Dez Medidas propostas, embora mereçam reparos e adequações pelo Legislativo, representam o anseio por um país mais justo e sem impunidade;
3) A Operação Lava Jato, apesar de alguns equívocos cometidos, bem como da “espetacularização” de algumas ações, tem tido, no seu todo, um empenho considerável no enquadramento legal de poderosos envolvidos em milionários esquemas de corrupção, os quais lesaram empresas e interesses públicos e sempre se julgaram acima da lei;
4) A Operação Lava Jato, a fim de preservar sua legitimidade e garantir sua efetividade, precisa de condições jurídicas e institucionais para continuar o seu trabalho, enquadrando corruptos de todos os partidos e tendências, sem nenhuma distinção;
5) A Câmara dos Deputados aprovou inicialmente o projeto das Dez Medidas, mas posteriormente fez alterações substanciais, desfigurando o projeto ao introduzir elementos totalmente alheios ao espírito da proposta original;
6) O presidente do Senado Federal, ao tentar aprovar o Projeto de Lei desfigurado pela Câmara apressada e estrategicamente, evidenciou interesses escusos contra uma legislação mais rígida no combate à corrupção;
7) A aprovação de leis visando a correção de desvios no Judiciário e Ministério Público, incluindo as enormes discrepâncias salariais, precisa ser tratada de modo específico e não como retaliação ou intimidação.           
CONCLAMAMOS:
a) Os cidadãos brasileiros para que acompanhem atentamente o posicionamento dos seus representant es e cobrem o esclarecimento de sua postura em todo esse processo. Um país mais justo se faz e se constrói não apenas com leis mais justas, mas também com atitudes participativas dos seus cidadãos. A omissão e a passividade são o ventre onde políticos e cidadãos corruptos vicejam. Nesse sentido, é oportuna a expressão: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”.
b) O povo brasileiro, mormente os cristãos evangélicos, a se manifestar por todos os meios, exercendo o seu direito e protestando conscientemente contra todas as formas de manipulação e tentativa de deixar as coisas no presente estado.

c) Os poderes constituídos em nosso país, particularmente o Legislativo e o Executivo da República, para que tomem consciência de que a população brasileira cansou de ver traída sua expectativa de que se legisle e se governe para que a dignidade humana seja respeitada e promovida.

ADVENTO: O REINO DE DEUS SE APROXIMOU!


Queridos irmãos e irmãs.
O Advento é um tempo caracterizado pela demonstração de amor e misericórdia do Senhor. Sim, a vinda do Salvador Jesus mudou a perspectiva de desespero do ser humano para uma perspectiva de confiança. Em outras palavras, ao percebermos que Deus tomou a iniciativa de salvação, nos faz concluir que o Reino de Deus se aproximou. O Reino de Deus sea aproximou enfatizando o arrependimento, como declarara João Batista: “Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus.” (Mt 3.2) A palavra arrependimento, vem do verbo arrepender, que é um verbo raro na literatura bíblica. O substantivo “metanoia” é bem mais raro ainda. É um substantivo de significado profundo, pois não trata somente da mudança comportamental, mas um retorno, uma volta a Deus que exige mais do que mudança exterior, exige uma mudança interior. É bem verdade que Deus se aproximou de seu povo, no entanto, é necessário endireitar as veredas, fazer caminhos retos para Ele. O caminho, sem dúvida alguma, passa pelo arrependimento. O arrependimento abre portas para que se efetive aquilo que João Batista exigia dos que vinham ao seu batismo: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;” (Mt 3.8) O ser humano naturalmente pecador e afastado de Deus não pensa desta forma. Acostumado com sua zona de conforto, ele sempre tenta encontrar culpados para os seus problemas e ao fazer isto ele age com os seus semelhantes conforme sua natureza humana pecadora, e não segundo Cristo Jesus, mas segundo seus próprios instintos. Como somos carnais, nossa atitude escorregará sempre para o lado negativo das coisas. Agiremos sempre em auto-defesa e procurando revidar assim que possível. Por isso, a proximidade do Reino de Deus nos chama à mudança completa e necessária na vida cristã.
Enfatizando o arrependimento, tão necessário para a paz de consciência e a vida de amor a Deus, e consequentemente propondo uma mudança completa, que brota do perdão no coração e flui para todas as áreas da vida, agindo com seu próximo segundo Jesus Cristo.
Deus nos abençoe em mais um advento para que vivamos a perspectiva da proximidade do Reino de Deus. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.

ADVENTO: A VIDA COMO ELA É!


Queridos irmãos e irmãs.
Causou muita polêmica na ultima semana a aprovação da descriminalização do aborto até o 3º mês de gestação por parte do Superior Tribunal Federal. Primeiramente, lembremos que todo e qualquer ser humano tem direito a vida. Mas a grande pergunta que tem trazido muitas dúvidas é a seguinte: quando ela se inicia? Como igreja bíblica que somos, nos convém voltar á Escritura Sagrada. Lá encontramos o texto do Salmo 51.5 onde Davi faz sua confissão de pecados: “De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido.” Davi confessa ser pecador desde sua concepção, ou seja, ainda no útero de sua mãe. Logo, podemos concluir com a Escritura que a vida inicia-se a partir do momento em que o óvulo da mulher é fecundado pelo espermatozóide do homem, ali surge a vida. Pois, o tempo do advento é um tempo que nos dirige a olharmos para a origem de uma vida em especial. É o Emanuel, o Deus humanado, Jesus Cristo. A sua vinda em carne, tão celebrada neste período, nos leva a refletir profundamente não só sobre a origem da vida, mas também sobre o seu final. Na origem podemos meditar sobre vários aspectos: como seria a gravidez de Maria se não tivesse sido avisada pelo anjos de que tinha sido escolhida por Deus? Como José reagiria se o anjo não tivesse aparecido a ele? Será que o pequeno Jesus não correria risco de vida mesmo antes de nascer? É provável que Deus em sua infinita sabedoria já previa tais dificuldades e até mesmo a sentença do STF na semana que passou, de tal maneira que enviou seus mensageiros. Na conclusão da vida, talvez possamos meditar sobre a atitude de Herodes de sacrificar todos os recém-nascidos para eliminar Jesus. Tal atitude nada mais é do que o reflexo de uma humanidade doente e afastada de Deus, cujo destino é sem duvida alguma sombrio.
Deus sabia da dificuldade humana de lidar com a própria vida. Ele sabia, que naturalmente afastado dele, o ser humano certamente se auto-destruiria, fosse de maneira intencional ou não, por isso, tomou também suas medidas quanto a isso.
Em seu amor incondicional enviou o pequeno Jesus, o Emanuel, Deus conosco, afim de nos mostrar a vida como ela realmente é, desde sua origem, enfatizada na estrebaria de Belém, como no seu final, resgatada na Cruz do calvário.
Vivamos mais um advento que o Senhor da vida nos proporciona, lembrando que somente Ele tem o direito de dar a vida ou retirá-la, desfrutando da salvação que Ele nos concedeu, e vivendo-a na vida, como ela é!
Com carinho, Pastor Valdir