"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

CONFIANÇA SIMPLES E SINCERA!

Quem tem filhos pequenos sabe que, dentre suas virtudes, estão a sinceridade e a simplicidade. Crianças são sinceras, simples, diretas. Se gostam de alguma comida ou de estar em algum lugar, elas dizem logo. Mas se elas não gostam, elas também dizem! E, cá entre nós, não é difícil encontrar pais que passaram por situações cômicas e até constrangedoras diante do excesso de sinceridade dos filhos.
Estes dias, aqui em casa, nossos filhos começaram a falar sobre a morte. Sim, este assunto que causa medo e terror em muita gente crescida. A conclusão foi de que “quem morre primeiro vai para o céu primeiro”. Simples assim. É a simplicidade e a sinceridade do crer infantil. Não é por acaso que Jesus disse: “quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele” (Marcos 10.15).
Diante deste crer infantil, simples e sincero, estão nossos medos quando o assunto é morte. E é natural. Não fomos criados para morrer, mas para viver. A morte é a criação de Deus rasgada ao meio. Tudo consequência do primeiro pecado, lá no Éden. O ser humano foge da morte, mesmo sendo ela uma certeza. Afinal, quem gostaria de morrer e deixar para trás esta vida cheia de sonhos e expectativas? Quem gostaria de morrer e não ver seus filhos crescendo? E os netos alegrando a casa? E os planos para o futuro? Se pudéssemos escolher, não morreríamos. E não deixaríamos nossos queridos morrerem.
O mesmo Jesus que nos aconselha a crer como as crianças é o mesmo Jesus que venceu a morte com todos os seus terrores e medos. Ele morreu, mas foi ressuscitado e com isto mostrou que é Deus vitorioso sobre o que mais perturba o ser humano: a própria morte. Neste Jesus crianças e adultos encontram perdão e salvação. Neste Jesus há vida em abundância, mesmo depois da morte. Neste Jesus há consolo, mesmo para aqueles que viram seus queridos indo primeiro para o céu.
Então fica a dica: Jesus é a ressurreição e a vida. Foi ele quem garantiu: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11.25). Creia neste Deus vencedor sobre a morte. Creia e viva. Creia de forma simples e sincera, como a confiança de uma simples criança.

Mensagem escrita pelo

Pastor Bruno A. K. Serves | CEL Cristo, Candelária-RS.

VIVENDO NO FIO DA NAVALHA!

Quantas vezes você, querido irmão, querida irmã já ouviu esta frase? Geralmente ela aparece quando se vive situações limítrofes, onde alguma consequência ou perigo são iminentes se algo não sair conforme planejado. Nos esportes, quando um atleta se empenha ao máximo, é dito que ele realizou a prova “no fio da navalha” pois qualquer erro poderia colocar tudo a perder...
Esta frase também pode ser aplicada a situação pecaminosa vivida pelo ser humano. Vivendo afastado de Deus, sua situação é vivida no limite, no fio da navalha, como declara Salomão no livro de Provérbios ao reproduzir as palavras do Senhor: “Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.” (Pv 8.36) Violentar a própria alma, sem dúvida alguma está intimamente ligado ao fato de que o ser humano, por ter naturalmente a lei de Deus escrita em seu coração, sente pesar e tristeza quando erra. Porém, sem o perdão deste Deus, este ser humano até se sente contrito, mas não chega ao arrependimento. Ainda, segundo o próprio Deus, os que amam a morte podem ser definidos como aqueles que o aborrecem, ou, em outras palavras, aqueles que mesmo tento tido contado com a vontade do Senhor, não observam a sua lei e ignoram os seus mandamentos vivendo assim “no fio da navalha”, pois podem, a qualquer momento, partirem desta vida sem ter a oportunidade de perdão e salvação.
Este é o tom da conversa de Jesus com seus discípulos: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 10.32-33) É muito tênue a linha que separa o ser humano da salvação ou da condenação. Esta linha tem um único nome: Jesus Cristo! É somente através de Cristo que conseguimos viver esta vida “no fio da navalha”. Afinal de contas, vivemos na tensão entre o “já” (pois já estamos salvos em Cristo Jesus) e o “ainda não” (ainda não recebemos esta salvação definitivamente).
Sendo assim, vivamos nossa vida encorajados através da fé em Cristo principalmente confessando-o como nosso único e suficiente Salvador. Pois Ele, não falhou ao vir nos resgatar. Se nós falhamos, podemos lembrar dele, que nos deu perdão e vida nova. Uma vida terrena, que é vivida “no fio da navalha” em termos humanos, mas que pela fé nele, é vivida na certeza da vida que não acaba, a vida eterna.

Com carinho, Pastor Valdir.

Testemunhando da Verdade!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Estamos lembrando neste final de semana duas datas muito importantes: sábado, 24/06 113 anos de nossa Igreja Evangélica Luterana do Brasil e domingo, 25/06 os 487 anos da Confissão de Augsburgo, a confissão de fé que os reformadores apresentaram diante do imperador a fim de respaldar a fé cristã luterana. O que estas datas tem em comum?
Comecemos pela Confissão de Augsburgo. No dia 21 de janeiro de 1530 o imperador Carlos V convocou uma dieta imperial a ser reunida no mês de abril em Augsburgo, Alemanha. Ele desejava ter uma frente unida nas suas operações militares contra os turcos, e isso parecia exigir um fim na desunião religiosa que existia, por causa da Reforma. Assim, convidou os príncipes e representantes das cidades livres do Império para discutir as diferenças religiosas na esperança de superá-las e restaurar a unidade. Então, os teólogos de Wittenberg, ou seja, os reformadores, apresentaram uma declaração luterana conjunta diante do Imperador. Assinada por sete príncipes e pelos representantes de duas cidades livres, a confissão imediatamente adquiriu importância peculiar como uma declaração pública de fé que permanece tendo sua importância até os dias atuais. Mas o que este tema tem a ver com os 113 anos de nossa Ielb?
Além de ser um dos documentos que confessam o que é a nossa fé, podemos também olhar para a origem de nossa Igreja. De certa maneira ela deu seus primeiros passos a partir de uma confissão de fé. O pastor Christian Broders ao ser “sabatinado” pelo senhor August Gowert, leigo consagrado, confessou não somente o conteúdo da doutrina luterana, mas deu um testemunho público da fé genuína e pura do evangelho. A partir dali, em confiança e fé, nossa igreja deu seus primeiros passos ao serem fundadas as primeiras congregações.
O texto do evangelho deste final de semana, nos mostra palavras de Jesus que também apontam para a importância de se testemunhar publicamente a fé cristã: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;” (Mt 10.32) Jesus não somente desafia os cristãos a testemunharem sua fé, mas também enfatiza a íntima relação existente entre a fé vivida aqui, e a salvação a ser recebida nos céus.
Os primeiros reformadores certamente tinham em mente as palavras de Jesus, assim como o pastor Christian e os luteranos que aqui residiam e passaram a constituir nossa Ielb. Que Deus nos conduza para sempre darmos testemunho da verdade em todos os aspectos de nosso viver. Amém.
Com carinho, Pastor Valdir.


Respondamos o mal com o bem!

Queridos irmãos e irmãs, a última semana trouxe consigo uma grande polêmica. Não estamos falando do cenário político, pois este já está sortido de surpresas a cada dia. Estamos falando do fato acontecido em um estúdio de tatuagem na cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo. Um vídeo compartilhado nas redes sociais desde sexta-feira, dia 9 de junho, mostra um jovem, acusado pelos autores da gravação de roubo, sendo tatuado na testa com a frase “eu sou ladrão e vacilão”. O vídeo mostra o jovem sendo obrigado a responder que quer a frase tatuada na testa, enquanto o autor do vídeo comenta, rindo, dizendo que "vai doer". Em um segundo registro, a dupla faz o menino contar que tentou roubar a bicicleta de um homem que não tinha uma das pernas. Aos risos, os homens fazem o jovem mostrar sua tatuagem e perguntam se ele gostou. Muitas pessoas se manifestaram, algumas apoiando o gesto, dizendo que a justiça foi feita, e que deveria ter sido muito pior pois ele tentou roubar um deficiente. Outros alegam que isso é um abuso, crime de tortura por ser uma agressão. Mas, do ponto de vista cristão, o que a palavra de Deus nos diz?
Sem dúvida alguma, devemos lembrar, por exemplo, do episódio narrado pelo evangelista Mateus, quando Jesus é preso: “E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. ” (Mt 26.51-52) A recomendação de Jesus é bem clara: nunca respondamos o mal com o mal. Aliás, quantas vezes somos tentados a pensar que estamos fazendo o bem ao praticarmos o mal? O profeta Isaías com propriedade enfatiza: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; põem amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! ” (Is 5.20-21) As palavras do profeta apontam para a necessidade de averiguarmos nossos corações à luz da vontade divina, até mesmo porque Paulo enfatiza em Romanos, que este Deus “...retribuirá a cada um segundo o seu procedimento. ” (Rm 2.6).
Portanto, em resumo, diante de tantas advertências o conselho que Deus nos dá quando somos alvo do mal ou somos tentados a agir através do mal resume-se nas palavras de Paulo: “Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos.” (1Ts 5.15) 

Com carinho, Pastor Valdir.

A Santíssima Trindade e 75 Anos de Bênçãos!

Queridos irmãos e irmãs.
Estamos em festa! Especialmente por dois motivos: o domingo da Santíssima Trindade e os 75 anos de nossa Congregação Cristo Redentor.
Na Santíssima Trindade, lembramos a obra completa que Deus executou a favor da humanidade motivado única e exclusivamente por seu amor. O ato de criação, lembra-nos que Deus Pai em sua perfeição não se conteve em somente criar o universo e todos os que nele vivem, inclusive nós, mas também mantém toda esta obra em seu devido lugar, como ilustra Moisés em Gênesis 8.22: “Enquanto durar a terra não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.”. O ato de redenção, mostra o amor incondicional que Deus Filho manifestou por nós ao assumir nossa culpa, nos provendo reconciliação e salvação como bem ilustra o evangelista João em João 3.16: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”. O ato de santificação, demonstra como Deus Espírito Santo ocupa-se conosco, esquentando nossos corações com a fé salvadora e motivando-nos a viver esta vida em fé e esperança na certeza da salvação eterna como bem ilustra o apóstolo Paulo em 1Coríntios 6.11: “Vós vos lavastes, vós fostes santificados, vós fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
Por outro lado, estamos neste final de semana lembrando 75 anos de aniversário de nossa Congregação Cristo Redentor. 75 anos onde esta comunidade cristã obedeceu a ordem de Jesus Cristo de ir, batizar e ensinar! Em suas andanças, seja nas casas de membros, no antigo templo da Rua Padre Cacique ou na atual morada na Rua Martinho Lutero, esta congregação realizou muitos batismos e ensinou a palavra conforme a recomendação do Senhor Jesus.
Então, qual a relação do domingo da Santíssima Trindade e o aniversário da Cristo Redentor? Jesus responde com sua própria ordem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28.19). É nesta Santíssima Trindade que nós, Cristo Redentor, desenvolve suas ações, “Pois nele vivemos, nos movemos e existimos...” (At 17.28)
Obrigado Triúno Deus por tua obra de criação, redenção e santificação, gratos somos por nos permitir ir, batizar e ensinar tuas maravilhas. Parabéns Cristo Redentor por ser instrumento nas mãos deste Deus Triúno. Que possamos juntos seguir em frente “apontando para Cristo”!

Com carinho, Pastor Valdir.

Pentecostes: consolo e proclamação!

O Pentecostes envolvendo os discípulos, que anunciaram o evangelho em diferentes línguas, foi o “estopim” para a evangelização cristã a nível mundial. Desde então, a igreja de Cristo no mundo procura com avidez anunciar a salvação pela fé nele. Porém, como acontece este processo de anúncio e recepção da palavra de Deus? Jesus Cristo aborda esta questão em João 14.26: “...mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” Lutero nos ajuda a compreender um pouco esta dinâmica ao interpretar estas palavras de Jesus:

Prestem atenção neste texto, como Cristo liga o Espírito Santo com sua palavra e lhe fixa um limite e medida, de maneira que o Espírito não pode ir além do que sua palavra lhe permite. Ele os fará lembrar de tudo o que eu lhes tenho dito, e ensinará a vocês. Com isto, Cristo mostra que no futuro somente se deve ensinar aquilo que os apóstolos tinham ouvido diretamente dele, mas que, porém, não tinham ainda entendido até que o Espírito Santo lhes revelasse. Desta maneira, o ensino sempre procede da boca de Cristo e se transmite de boca em boca, porém, é sempre a mesma palavra. O Espírito, sozinho, é o professor que ensina estas coisas e as traz à memória. Aqui também se mostra que a palavra antecede ao Espírito, isto é, que a Palavra se deve pregar primeiro e logo virá o Espírito colocando luz sobre ela e passará a agir por ela. Não podemos tergiversar esta ordem e sonhar com a obra do Espírito sem a palavra ou antes da palavra. O Espírito vem com e pela palavra e não vai além do que ela estabelece. O exemplo dos apóstolos mostra também como Cristo governa sua igreja. O Espírito não passou a viver neles tão rápido logo que ouviram a Palavra, nem veio a eles com tanto poder que entendessem logo tudo perfeitamente. Nós escutamos a palavra de Deus, que na realidade, é a pregação do Espírito Santo que sempre está presente junto com ela, porém, nem sempre chega ao coração ou é aceita em fé; mesmo naqueles que são movidos pelo Espírito Santo, que recebem contentes a Palavra, nem sempre produzirá imediatamente os seus frutos. É necessário que chegue a este ponto: diante da necessidade e do perigo buscamos ajuda e consolo; então, o Espírito Santo pode cumprir seu oficio de ensinar o coração e trazer à memória a palavra ouvida.” (Devotional Readings from Luther’s Works-Augsburg Book Concern, 1915.)

No Pentecostes lembramos daquele que não somente nos acompanha após a partida de Cristo, mas que anuncia sua obra e a proclama através de nós a todas as nações tocando o coração de muitos a seu tempo e a seu modo.

Abençoado tempo de Pentecostes. Com carinho, Pastor Valdir.

ASCENSÃO: Importava que se cumprisse tudo!

Vivemos na última quinta-feira o dia da Ascensão do Senhor Jesus. Mas o que é, de fato, a ascensão? A ascensão é a glorificação da natureza humana de Cristo! Era a conclusão da obra redentora que agora efetivamente era selada, confirmada com a subida do Salvador aos céus. Não é a toa que os evangelistas Marcos e Lucas finalizam seus evangelhos com a subida do Salvador Jesus aos céus. Esta ascensão é narrada com mais detalhes em Atos dos Apóstolos capítulo 1 onde encontramos a informação de que ela aconteceu cerca de 40 dias depois da ressurreição. É curioso notar que a maior atenção de muitos cristãos está destinada ao Natal e a Páscoa. Porém, relembrar e celebrar a ascensão de Jesus significa olhar para a obra da salvação em sua totalidade fechando com “chave de ouro” o plano salvador de nosso Deus.
Lucas nos descreve as palavras de Jesus que precederam sua subida aos céus: “...importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lc 24.44) Mas o que de fato se cumpriu?
- A morte e ressurreição de Jesus: “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar...” (Lc 24.46) Após abrir o entendimento de seus discípulos, Jesus faz questão de destacar que todo sofrimento vivido por Ele estava previsto dentro do plano de Deus. Nada acontecera fora do controle do Senhor. Eis aí uma grande verdade a ser entendida, crida e aceita por nós cristãos, o fato de que nada acontece nesta vida sem o conhecimento do Senhor.
- A universalidade da graça de Deus: “...e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” (Lc 24.47) A palavra de Deus atingiria todo o planeta. Esta declaração ganhou sua confirmação no pontapé inicial do Pentecostes, quando os discípulos anunciaram a salvação a diferentes povos e em diferentes línguas.
- O povo cristão testemunhando: “Vós sois testemunhas destas coisas.” (Lc 24.48) As palavras de Jesus são muito mais do que uma constatação, na verdade, elas soam como um chamado para o grande desafio de testemunhar sua salvação.
Vejam quantas coisas importantes a ascensão de Cristo nos trouxe. Que possamos nós como igreja cristã lidar bem com esta herança. Que possamos relembrar a obra redentora cumprida no Salvador, lembrarmos que esta mensagem precisa ser levada aos quatro cantos do planeta e que Deus conta com nosso testemunho nesta caminhada. Deus nos conserve neste grande desafio.

Com carinho, Pastor Valdir.

NÃO COCHILA NEM DORME O GUARDA DE ISRAEL!

Estamos vivendo um tempo de muito sofrimento para a nação brasileira. Alguns dias atrás ouviu-se a expressão de que o “Brasil está sangrando”! Não é a toa, pois as últimas denúncias e delações feitas tem revelado que a maior parte da classe política no Brasil está comprometida em esquemas desonestos que tem lesado o povo em todas as áreas. Enquanto muitos têm morrido em conflitos terroristas, guerras e outras tragédias, o povo brasileiro tem morrido na fila de hospitais, na rua pela falta de segurança, e também pela fome que ainda é um mal a ser combatido. Enquanto isso os “colarinhos brancos” têm enchido os bolsos de forma ilícita. A impunidade tomou tão grande proporção que até mesmo agora, sob pesada investigação, ainda temos políticos atrevidos, velhas raposas, que acham que não serão pegos, vide o caso envolvendo o presidente da república.
No Salmo 33.12 encontramos as seguintes palavras do salmista: “Feliz a nação que tem o SENHOR como o seu Deus! Feliz o povo que Deus escolheu para ser dele! ” Esta mensagem refere-se ao povo de Israel, povo que havia sido escolhido por Deus para ser o seu porta-voz. Será que este povo honrou a escolha que Deus fez? A resposta é um sonoro NÃO!
No livro de Amós, encontramos uma descrição terrível do povo de Israel. Sob o reinado de Jeroboão II Israel expandiu seu território e tornou-se uma nação grande e próspera. Porém, no meio desta prosperidade e luxo havia ganância, opressão, suborno, exploração, falsa religião e desprezo total pela justiça. Não é um quadro parecido com o que observamos hoje em nosso país? Diante desta realidade Amós transmite a mensagem do Senhor: “Voltem para o SENHOR e vocês viverão. Se não voltarem, ele descerá como fogo para destruir o país de Israel, e em Betel ninguém poderá apagar esse fogo. Em vez de praticarem a justiça, vocês praticam a injustiça, que causa amargura, e não respeitam os direitos dos outros. ” (Am 5.6-7) Estas palavras valem ainda para toda e qualquer nação que ignora o senhorio de Deus. Ele dá um conselho muito importante a todos nós como nação: “Se o Senhor Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. Se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando. ” (Sl 127.1)
A todos aqueles que ainda pensam que passarão impunes, vai aqui o alerta: “O protetor do povo de Israel nunca dorme, nem cochila. ” (Sl 127.4)
Oremos por nosso país a fim de que os criminosos sejam punidos e arrependam-se e possamos ter dias melhores pela frente conduzidos pelo Senhor.

Com carinho, pastor Valdir.

AMOR DE MÃE - AMOR DO BOM PASTOR!

Conta uma pequena história que havia certo mágico que criava ovelhas. Quase todos os dias ele reunia o rebanho, escolhia uma que estivesse mais gorda e a matava, ali mesmo, na frente das outras, para comercializar a carne no açougue da cidade. As ovelhas, de tanto presenciar aquelas cenas, começaram a ficar apavoradas, temendo que, a cada vez que viesse o mágico para reuni-las, chegasse a sua vez. E, de tanta preocupação, começaram a perder peso, além do quê, a carne das ovelhas abatidas ficava meio amarga. Isso começou a preocupar o mágico, pois prejudicava seus negócios.
Homem esperto, resolveu hipnotizar as ovelhas, fazendo-as pensar que não eram ovelhas e, sim, algum bicho muito forte, como leão, touro, cavalo de corrida, cachorro de raça, e daí por diante! Agora, cada vez que o mágico pegava uma delas e a matava, ali mesmo, na frente das demais, elas não ficavam mais incomodadas.
Tranquilas, ficavam pensando, descansadas, que tal fato jamais aconteceria com elas, pois sabiam que o mágico só matava ovelhas. E elas não eram ovelhas. Tinham uma vaga noção de que alguma coisa de ruim estava acontecendo, mas, oras bolas, porque se preocupar? Fosse o que fosse, certamente não era problema delas. E seguiam suas vidas, mansamente, enquanto o mágico ia se dando bem.
Esta história ilustra a principal artimanha do diabo: nos fazer pensar que não somos mais ovelhas, que já sabemos tudo, que já conhecemos o suficiente.
No entanto, nosso pecado e fragilidade denunciam que somos ovelhas. Denunciam que precisamos de pastoreio! Aliás, em mais um dia das mães, lembramos daquelas ou daqueles que assumiram o papel delas, e que com carinho nos cuidaram enquanto éramos pequenos, frágeis, vulneráveis e que até hoje nos oferecem “colo”. Da mesma forma, lembramos daquele que conhece nossas dificuldades e declarou com muito amor: Eu sou o bom pastor O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. (Jo 10.11)
Que bom sabermos que o bom pastor Jesus nos cuida na caminhada da vida, como uma mãe se preocupa com seus filhos, pois, afinal de contas, amor de mãe é também um testemunho do amor do Pastor Jesus.
Feliz dia das mães!

Com carinho, pastor Valdir.

O QUE POSSO DAR A DEUS?

O Salmo 116 é um salmo bem conhecido. É um dos salmos chamados “Hallel” que significa “aleluia”. Possivelmente era um salmo usado na liturgia do culto no templo de Jerusalém. Curioso é que algumas partes deste salmo estão na língua aramaica o que denuncia que este salmo tenha sido escrito logo após o exílio babilônico, pois sua linguagem aponta para esta realidade, especialmente quando olhamos para o versículo 3: “Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim;” (Sl 116.3a) Porém, a grande divisão deste salmo encontramos no versículo 12.
Dos versículos 1 até 11 o salmista descreve a sua miséria enquanto ser humano e os sofrimentos pelos quais passa e a compaixão de Deus que vem ao seu encontro e lhe proporciona alívio. Porém, no versículo 12, após perceber a ação de Deus em sua vida, o salmista se vê “endividado”. Ele então pergunta-se: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” (Sl 116.12). Eis uma boa pergunta que cada um de nós já deve ter feito a si mesmo, ou pelo menos deveria fazer em algum momento da vida: O que posso dar a Deus? O salmista é bem prático e resolve a questão com a seguinte afirmação: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.” (Sl 116.13)
 Fé, vida e testemunho. Eis aí três coisas nas quais Deus tem amplo interesse. Três coisas que estão resumidas na resposta do salmista.
Tomar o cálice da salvação nos lembra de usufruir de tudo aquilo que o Senhor Jesus já conquistou e que nos oferece em sua palavra e sacramentos. Aqui está presente um aspecto de nível espiritual, algo que somente Deus pode nos dar!
Invocar o nome do Senhor está ligado à vida e testemunho ao qual Ele nos motiva e impulsiona no dia-a-dia da peregrinação terrena.
É importante que em mais um tempo pascal lembremos do que Deus fez por nós, e de tudo aquilo que podemos retribuir em nossa peregrinação por este mundo.
Sendo assim, que possamos nós junto com o salmista respondermos ao chamado de Deus em fé, afim de que nossa vida e testemunho reflitam ao mundo a grandeza de seu amor e desejo de salvação da humanidade. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.

OS RESULTADOS DA PÁSCOA!

Os resultados econômicos da última Páscoa não foram nada animadores segundo especialistas. Se em 2016 já se tinha vendido cerca de 10% a menos do que em 2015, neste ano vendeu-se cerca de 2% a menos do que no ano passado. Uma das mudanças que houve foi que o consumidor passou a medir o “custo-benefício“ de suas compras. Na Páscoa, o efeito foi sentido no consumo de chocolate. As barras de chocolate venderam muito mais do que os ovos porque ao comprar uma barra se paga muito menos do que a mesma quantidade de chocolate num ovo de Páscoa. Ao comprarem mais barras, as pessoas aliviaram o bolso, mas criaram um “peso-extra” para o comércio que se viu com muitos ovos encalhados nas prateleiras.
Se no comércio os resultados mudam ano após ano, na Páscoa cristã encontramos um cenário completamente diferente. Os resultados da vitória do Salvador Jesus permanecem os mesmos. Vejamos alguns deles presentes na narrativa de João 20.19-31:
ALEGRIA: “Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor.”
(Jo 20.20b)
PAZ: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco!”
(Jo 20.21a)
CHAMADO: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.”
(Jo 20.21b)
ESPIRITO SANTO: “E havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.”                                                            (Jo 20.22)
MISSÃO: “Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos.”                                                             (Jo 20.23)
Estimados em Cristo Jesus, não sabemos quais os resultados econômicos da próxima Páscoa. Porém, lembremos que do ponto de vista da fé cristã os resultados da Páscoa cristã são imutáveis. Os benefícios que recebemos são incomparáveis: alegria, paz, chamado, Espírito Santo e missão, são dádivas do alto.
Não esqueçamos destes presentes que Deus nos deu em Cristo. Não esqueçamos que tais dádivas não podem ficar presas a um final de semana do ano, mas precisam ser vividos todos os dias, para benefício nosso, do nosso próximo e principalmente do Reino de Deus com vistas a vida eterna. Amém.
Com carinho, Pastor Valdir.

JESUS RESSUSCITOU E VAI ADIANTE DE NÓS!

Era domingo bem cedinho. Duas Marias vão até o túmulo do Salvador que havia morrido dois dias antes. O objetivo era de embalsamar o corpo, ou seja, perfumá-lo. De repente um terremoto, um abalo sísmico acontece. Não se sabe o grau de força do terremoto, mas supõe-se que era um tremor que não permita que se ficasse em pé. A descida do anjo que lhes anunciará algo impactante é cercada de medo, tanto para os soldados, como para as mulheres. Sua mensagem é direta: “Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia;” (Mt 28.7)
Assim como aquelas mulheres se viram na pressa de dar a boa nova, nós também vivemos numa constante pressa neste mundo. São tantos compromissos, tarefas a cumprir... No entanto, a declaração de que Jesus Cristo vai adiante de nós nesta vida é muito consoladora.
Jesus ressuscitou e vai adiante de nós cumprindo a promessa de salvação: “Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.” (Mt 28.5-6) O plano de Deus foi cumprido, a vitória completa. Podemos com alegria festejar pois pela vitória de Jesus nós também receberemos a salvação!
Jesus ressuscitou e vai adiante de nós na caminhada da vida terrena: “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve!” (Mt 28.9) Jesus vem ao nosso encontro frequentemente na palavra e sacramentos. Ali temos o Cristo real e presente em nossas vidas nos fortalecendo e conduzindo na caminhada terrena. Festejemos esta verdade!
Jesus ressuscitou e vai adiante de nós na eternidade para nos preparar lugar: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.” (Jo 14.2) Como é consolador saber que Cristo nos prepara a salvação. Como é importante viver esta verdade no dia-a-dia da caminhada terrena olhando os céus onde um dia estaremos em constante alegria!
Celebremos mais uma Páscoa, sabedores de que o Senhor nos precede na caminhada aqui e na vida eterna onde há de nos acolher um dia!
Feliz Páscoa!

Com carinho, Pastor Valdir.

QUARESMA: Sofrimentos fazem parte da promessa!

Em 598 a.C. o rei Nabucodonosor cercou Jerusalém e levou como prisioneiros para a Babilônia o rei Joaquim e os cidadãos mais importantes da cidade. Entre estes prisioneiros estava o sacerdote chamado Ezequiel. No exílio, Deus o chamou para trazer a mensagem de que apesar do sofrimento Deus daria a vitória àquele povo que sofria. Nada mais próprio, do que olhar para Ezequiel e lembrar que sofrimentos fazem parte da promessa de salvação! Na passagem bíblica de Ezequiel 37.1-14 Deus leva o profeta a um vale repleto de ossos secos. Ali, Deus compara aqueles ossos a Israel. Três grandes verdades podem ser lembradas a luz deste texto em referência ao sofrimento:
1–Sofrimentos fazem parte da promessa de salvação porque não dominamos nosso futuro: “Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície e estavam sequíssimos.” (Ez 37.1-2) Ezequiel, como sacerdote que era, é obrigado a andar no meio de um vale de ossos secos. Ter contato com cadáveres era algo impuro para um sacerdote. Da mesma maneira, Deus as vezes nos faz passar por caminhos que não queremos.
2–Sofrimentos fazem parte da promessa porque através destes Deus vai em busca de seus filhos: “Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o SENHOR.” (Ez 37.6) Lembremos que Deus manda Ezequiel profetizar sobre corpos malditos (Dt 21.22-23), corpos que foram abandonados ao relento. A grande verdade aqui colocada é a de que Deus vai lá restaurar a vida mesmo que o ser humano não mereça! Ele vai em busca dos seus, como veio em nossa busca através do Salvador Jesus Cristo.
3–Sofrimentos fazem parte da promessa porque através deles Deus nos fortalece: “Sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu. Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o Senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor.” (Ez 37.13-14). Foi necessário que Israel sofresse com o cativeiro babilônico afim de dar-se conta de sua situação espiritual precária. Contudo, Deus lhes prometeu alívio, conforto, e enfim, a libertação. Da mesma forma, as vezes Deus permite sofrimentos em nossas vidas afim de refletirmos sobre as mesmas e sermos fortalecidos pela fé nele.
Estamos iniciando mais uma semana santa. Tempo oportuno para olharmos para a obra de Cristo com mais intensidade. Tempo oportuno para contemplarmos o seu sofrimento e lembramos que o nosso sofrimento pessoal, é intransferível, mas pode ser suportado tendo ao nosso lado Aquele que deu sua vida na cruz do Calvário por nós! Deus nos abençoe para que recebamos a Páscoa na alegria da salvação. Amém.                                                   
Com carinho, Pastor Valdir.

QUARESMA: Esperança dos que em Deus confiam!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus: Esperança! 
Nunca uma palavra foi tão lembrada nos últimos tempos como esta! Diante de uma forte crise em todos os sentidos, financeira, econômica, política, social, educacional, e na área da saúde..., as pessoas trazem consigo a esperança de que tudo vá melhorar. Isaías é um texto que traz consigo uma alta concentração de esperança! Deus faz uma descrição daquilo que fará a favor daqueles que nele confiarem!
A primeira coisa que Deus promete é a sua justiça: “os montes e outeiros devastarei e toda a sua erva farei secar; tornarei os rios em terra firme e secarei os lagos.” (Is 42.15) A esperança daqueles que confiam em Deus passa pela sua justiça. O profeta Isaías destaca a justiça divina agindo em favor de seus filhos. Embora o Senhor se mantenha em silêncio por algum tempo, nada pode impedir que cumpra sua promessa de abrir o caminho do perdão à humanidade caída em pecado. Confiamos em dias melhores para nosso país. Confiamos que Deus irá conduzir as coisas resultando no melhor para o seu povo. Talvez não seja “o melhor” aos olhos das pessoas, mas do seu ponto de vista confiamos que em sua providência Ele faça tudo pelo melhor.
A segunda coisa que Deus promete é guiar os cegos: “Guiarei os cegos por um caminho que não conhecem, fá-los-ei andar por veredas desconhecidas; tornarei as trevas em luz perante eles e os caminhos escabrosos, planos. Estas coisas lhes farei e jamais os desampararei.” (Is 42.16) Quem são os cegos? Neste texto é Israel, porém, cegos na verdade somos todos nós! A humanidade pecadora é cega, e precisa ser guiada. Por isso, o Senhor remove, retira os obstáculos da frente. Deus torna trevas em luz, torna os caminhos pedregosos em planos. Os caminhos e veredas desconhecidas nos levam a nos perguntar: Que caminho é esse? É o caminho da salvação! Apesar de conhecerem a promessa, este caminho era desconhecido do povo. Suas interpretações a respeito deste caminho eram equivocadas. Esperavam um rei terreno, que empunhasse a espada, mas na verdade, teriam diante de si o Rei dos reis, que ultrapassava o âmbito humano, físico, e atingia o aspecto espiritual. Eis aqui a esperança necessária! Ao trilhar caminhos desconhecidos é necessário se deixar guiar. A maioria das pessoas hoje estão perdendo a esperança porque não se deixam guiar! Apoiados em seus próprios esforços, desejos, expectativas, acabam adotando uma postura de autossuficiência onde não se permitem deixar guiar! Sigamos perseverantes na esperança deste Deus que nos guia diante da cegueira do pecado. Que em mais uma quaresma possamos viver tempos de esperança, não baseados no que fizemos ou pensamos, mas firmados na obra de Cristo realizada em nosso favor. Amém.                                  

Com carinho, Pastor Valdir.

QUARESMA: A redenção que nos foi dada!

Redenção. Você sabe o que esta palavra significa? Redenção significa libertação, palavra esta que resumia bem a situação do povo de Deus após sair do Egito. Antes escravos, agora livres, o povo caminhava rumo a terra prometida. No entanto, a liberdade que Deus lhes tinha dado, parece que ficara na poeira da estrada. As dificuldades enfrentadas os faziam esquecer do cuidado que Deus lhes dava. Como uma criança que não se contenta com o brinquedo que ganhou e ainda quer mais, assim o povo de Israel estava agindo: “Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos?” (Ex 17.3).
Que atitude infantil! Israel esquecera a promessa de Deus feita antes, quando havia prometido sustenta-los ao longo da jornada (Ex 16.4). Israel em sua rebeldia, além de não pedir a sua ajuda, passou a ignorar a sua providência. Ora, nada muito diferente do ser humano atual! Quando surgem os obstáculos, tentamos resolvê-los a nossa maneira, do nosso jeito. Quando não conseguimos nos decepcionamos e acabamos esquecendo de pedir a Deus que nos ajude na solução do problema. É mais fácil reclamar, vociferar, do que entregar a Ele nossas necessidades. Lembremos sempre de que Deus tem três respostas a nos dar: sim, não e espere! Sem dúvida, as duas últimas respostas são difíceis de aceitar. No entanto, Deus não deixou seu povo sem solução. Ordenou a Moisés, e o problema foi resolvido: “...ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá. ” (Ex 17.6)
O Deus que redimira seu povo libertando-o da escravidão no Egito, viria a coroar sua atitude amorosa ao prover a redenção total do ser humano da escravidão do pecado.
A Redenção nos foi dada! Eis o grande presente que recebemos e diante do qual não podemos agir de forma infantil ou orgulhosa. Deus já nos salvou, já nos redimiu em seu Filho Jesus Cristo, como declara um dos pais apostólicos Ambrósio de Alexandria: “Para eles a água fluiu da rocha, para você o sangue fluiu de Cristo; a água os satisfez por um tempo, o sangue sacia você para a eternidade... Você, depois de beber, estará além do poder da sede; aquilo foi numa sombra, isso é em verdade”
Que em mais um tempo quaresmal, a rocha eterna, que é Cristo, siga abastecendo nossas vidas para a eternidade. Creiamos na redenção que nos foi dada. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.

QUARESMA: Amor que nos constrange!

A palavra amor é desafiadora. De tal maneira que o próprio Jesus ao falar sobre ela, destaca aspectos que para o ser humano são difíceis de vivenciar. Por exemplo, quando o Salvador fala em amar os inimigos! Esta maneira de vivenciar os relacionamentos, mesmo em relação aos desafetos é perturbadora, porque tira o ser humano de sua zona de conforto. Vamos meditar um pouco hoje sobre como Deus se utiliza da palavra amor! Em Gênesis 12.1-3 encontramos o relato do chamado de Deus a Abrão! Ali, na promessa que fez, Deus deixou transparecer seu amor: “...de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.” A promessa de Deus vem impregnada de amor! Isso mesmo! Deus desafia a Abrão a sair do conforto de sua casa, de suas terras e partir para uma nova vida. Do ponto de vista humano, seria uma loucura abandonar o certo pelo duvidoso, ainda mais aos 75 anos de idade! Porém, Deus não dera “um tiro no escuro”. O desafio proposto a Abrão vinha com argumentos, Deus lhe falara dos benefícios: de ti farei uma grande nação! Nesta promessa de Deus estava presente o seu amor. Deus prometera estar com Abraão em todo o tempo. O amor de Deus é também algo que transparece em nossos dias. Certa vez Jesus declarou: “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.” (Lc 12.7) Por causa deste amor, somos constrangidos a permanecer ao lado de Deus. Abrão assim agiu quando chegou a terra prometida: “Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.” (Gn 12.7)
O amor de Deus é tão envolvente que constrange o ser humano. Constrange em um duplo sentido: quando o faz refletir sobre sua pecaminosidade e dívida diante do Senhor que o salvou, e também no sentido de pertença, pois, como posso me afastar deste Deus que me ama? Certamente Abrão meditava nestas coisas.  Certamente estava surpreso de que Deus, infinitamente maior do que qualquer ser humano, viesse ao seu encontro propor-lhe uma aliança! Ao receber a proposta nem teve oportunidade para recusar, pois, como poderia ignorar o amor de Deus?
Queridos irmãos e irmãs, o tempo de quaresma é um tempo para lembrarmos do amor de Deus que nos constrange. O amor de Deus que nos leva a lembrar que sim, somos pequenos, mas mesmo sendo tão pequeninos, pertencemos a um Pai que nos amou a ponto de entregar seu Filho Unigênito por nós. Não esqueçamos nunca do que somos e a quem pertencemos, pois o amor que Ele nos dá, supre toda e qualquer falta. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.

QUARESMA: TEMPO DE UNIÃO APESAR DO TRAUMA DO PECADO!

A palavra união é uma palavra bastante significativa. Não estamos aqui falando em termos jurídicos ou sociais, mas do ponto de vista bíblico. No texto de Gênesis 3.1-21, nos deparamos com a queda em pecado. O ato mais catastrófico do ser humano é pintado em letras garrafais, mostrando não somente a queda, mas também as consequências desta queda, as sanções, as medidas tomadas por Deus. Ora, pois apesar do trauma do pecado, a palavra “união” não sucumbiu. Sim, existe união apesar do trauma do pecado! Vamos falar um pouco sobre este trauma tão grande.
Ao falarmos sobre ele, lembramos a maneira como Deus lidou com Adão e Eva. Deus não castigou a Adão logo, mas o atraiu com perguntas: Onde estás? Deus sabia onde ele estava, mas era necessário trazê-lo para perto. Adão e Eva estavam experimentando pela primeira vez o que significava o medo! Eis uma consequência bem clara decorrente do trauma do pecado. Hoje o ser humano tem medo de Deus! A segunda e terceira perguntas feitas pelo Senhor a Adão apontam para a violação de sua vontade: Quem te fez saber que estavas nú? Comeste da árvore que te ordenei que não comesses? A resposta de Adão resulta na transferência da culpa. Adão acusa Eva, e em última análise, acusa o próprio Deus que a criara. Este tipo de atitude nós também praticamos nos tempos atuais.
No entanto, apesar disso, Deus preservou a união conosco e o fez fundamento numa promessa e demonstração de amor: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.” (Gn 3.15,21) Deus não abandonou seus filhos ao relento! Ele proclamou sim sua sentença, mas os trouxe para si fazendo  a promessa messiânica! Sim, temos aqui o que podemos chamar de “protoevangelho”! Apesar de ser uma sentença passada a satanás, e não uma promessa direta ao ser humano, Deus aponta para o envio do Salvador Jesus! A descendência da mulher, é o próprio Cristo!
Assim, Deus, apesar de seu desapontamento, vai ao encontro de seus filhos. Este ato ganha contornos mais ilustrativos, quando Moisés narra que o Senhor fez roupas para Adão e Eva, e Ele mesmo os vestiu! Não há como não lembrar aqui o ato de humildade do Salvador Jesus, quando, na véspera de sua morte curva-se e lava os pés de seus discípulos! Eis aqui uma demonstração de amor tremenda da parte de um Deus que mesmo diante do desprezo de seus filhos, busca união com eles, busca abraça-los e tê-los consigo! Neste tempo quaresmal, vivamos com Ele em união!
Com carinho, pastor Valdir.

QUARESMA: A QUIETUDE NO ARREPENDIMENTO!

Queridos irmãos e irmãs. O que significa a palavra “quietude”?
Segundo o dicionário, “quietude” é a qualidade, estado ou condição de estar quieto. Também é explicada como tranquilidade de espírito; paz, sossego. Tanto a primeira, como a segunda explicação compõem o cenário quaresmal, mais especificamente nas palavras do profeta Joel. O profeta faz uma exortação ao arrependimento, tendo a quietude como “pano-de-fundo”: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes...” (Joel 2.13a) Porque Joel está falando de não rasgar vestes? Ora, rasgar as roupas era um sinal arrependimento e tristeza. Lemos em Gênesis 37.29 que quando Rúben, irmão de José, voltou ao poço para salvá-lo da ira de seus irmãos e viu que ele não estava mais lá, rasgou as suas roupas em sinal de tristeza e arrependimento. No entanto, com o passar do tempo, muitos rasgavam suas vestes na tentativa de demonstrar um mero arrependimento exterior. Joel sabia desta falsidade, e alertara para a verdade de que o arrependimento tem de vir de dentro para fora. Rasgar primeiro o coração, significa arrepender-se profundamente, com sinceridade. Neste sentido, o aspecto da quietude é importantíssimo. Estar quieto, mas verdadeiramente arrependido é mais salutar do que sair gritando aos quatro ventos! O arrependimento tem de ser profundamente sentido, não uma simples questão ritual! Joel, como todos os verdadeiros profetas, exige um coração arrependido no seu íntimo, não um coração que procura sustentar virtudes diante dos outros, seja para engrandecimento próprio ou na busca de méritos diante de Deus. Neste sentido, a quietude é altamente benéfica. Não há necessidade de se alardear o arrependimento, pois este acontece no íntimo do ser humano e é de conhecimento total e irrestrito de Deus! Joel ainda complementa a alegria do perdão a quem está verdadeiramente arrependido, reproduzindo a compaixão de Deus: “Então, o Senhor se mostrou zeloso da sua terra, compadeceu-se do seu povo.” (Joel 2.18)
Que possamos viver este tempo de quaresma contemplando também o aspecto da quietude em oração, conduzidos em verdadeiro arrependimento, sendo assim alvos constantes da compaixão de nosso Deus!

Com carinho, pastor Valdir.

A LUZ GRATUITA!


Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Após sucessivos aumentos na energia elétrica, aumento por causa da seca no sudeste, agora seremos brindados com uma conta de luz mais cara!!!! Segundo o que foi noticiado, será necessário um “acerto de contas” entre governo e concessionárias de energia determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última terça-feira por causa de investimentos que estas concessionárias fizeram na rede de energia elétrica. O repasse terá início em julho, estendendo-se por oito anos. Durante este período a indenização será repassada em forma de custo de transmissão às distribuidoras e rateada pelos consumidores. Como sempre, nós é que pagamos a conta!
Não é o que acontece quando olhamos para o que Deus fez em nosso favor. Cristo literalmente pagou a nossa conta! O apóstolo Pedro é corretíssimo ao destacar: “...carregando ele (Jesus) mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; ” (1Pe 2.24) Jesus pagou a nossa conta! Por causa da fé nele passamos de devedores a pagadores, não por mérito nosso, mas por causa de sua obra de cruz.
Neste domingo estamos lembrando a Transfiguração de Jesus! Diante de Moisés, Elias e os discípulos, é transfigurado, ou seja, seu rosto brilha como o sol e suas vestes resplandecem como a luz! Ali, pôde-se contemplar um pouco da majestade divina e vislumbrar “um pedacinho do céu”! Através de Jesus, Deus apresenta um futuro promissor à humanidade pecadora. Pela fé em seu Filho Jesus, a luz, chegamos a salvação eterna, passamos da morte para a vida, do desespero para a felicidade.
Como é consolador sabermos que a luz que emana do Salvador Jesus Cristo brilha sobre nós de forma gratuita, para que nós, também reflitamos sua luz testemunhando de seu amor ao mundo! Que possamos viver esta perspectiva em mais uma Quaresma que se apresenta.

Com carinho, Pastor Valdir Lopes Junior.

BEM-AVENTURADOS OS QUE ANDAM NA LEI DO SENHOR!

O doutor Dráuzio Varella, que semanalmente é requisitado no programa do fantástico, escreveu um texto muito interessante alguns dias atrás a respeito das modas que vem e vão na área da alimentação. Ele declara que nunca existiram tantos modismos na dieta. Dieta sem glúten, sem lactose, sem gordura, sem carboidratos, sem nada que venha dos animais e até dietas sem alimentos que contenham DNA, pedras, talvez, ironiza ele. A partir de então ele descreve a história do ser humano desde os tempos de escassez de alimentos, coisa comum no século passado, até a fartura de nossos dias, embora saibamos que existe fome no mundo. Todos os dias vemos textos que condenam ou exaltam determinados alimentos. Diante desta confusão Drauzio encerra o texto dizendo:

“Perdido na selva de informações desencontradas, o que você deve fazer, leitor? Coma frutas, saladas e verduras com liberalidade; do resto, de tudo um pouco. Procure comer o que sua avó considerava comida.” (http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/espaco-aberto/gluten-lactose-e-outras-modas-por-drauzio-varella/)

Uma selva de informações desencontradas. Este seria um belo resumo daquilo que é o ser humano. Segundo seus instintos, segundo sua própria lei, ele cria toda espécie de informação desencontrada.
É por isso que o salmista declara: “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coraçao;” (Sl 119.2)
Apesar do peso do pecado, apesar das tribulações da vida, apesar dos sofrimentos que enfrentamos, somos bem-aventurados sim, por andarmos na lei do Senhor. Se andássemos segundo nossos próprios instintos, os modismos tomariam conta de nós. Viveríamos cambaleantes, batendo de porta em porta, procurando soluções para problemas que o Salvador Jesus Cristo com sua morte e ressurreição já resolveu. Em um novo ano que se inicia, Deus nos aguarda de braços abertos, afim de nos orientar os passos, através de sua lei, com o propósito de saborearmos o mais profundo e doce evangelho, que nos lembra de tudo o que Ele já fez e faz por cada um de nós! Que o Senhor Todo-poderoso nos abençoe! Amém.
Com carinho, Pastor Valdir.

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO!

A volta das férias sempre é algo que desperta os mais diferentes sentimentos. Alguns lamentam pelo fim do descanso, outros alegram-se pela volta da rotina. O filósofo e escritor Voltaire declarou a seguinte frase: O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade.” Você concorda com esta frase?
A Bíblia apresenta o tema “trabalho” sempre de um ponto de vista positivo para o ser humano. Esta maneira de ver o trabalho é consequência da verdade de que quem criou o trabalho foi o próprio Deus. Em Gênesis 1.28 Deus declara: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” Em outras palavras, Deus deu aos seres humanos o trabalho de cuidar da terra que criara.
Infelizmente, por causa do pecado, o trabalho nem sempre tem sido visto de forma positiva. Frequentemente se vê pessoas reclamando do fim das férias, ou clamando pela sexta-feira, ou lamentando a chegada da segunda-feira. No entanto, convém observar a importância do trabalho na vida do ser humano. Salomão já destacava: “Em todo trabalho há proveito;”(Pv 14.23) Do ponto de vista humano o trabalho é importantíssimo para o sustento, haja vista que hoje no Brasil, segundo estatísticas temos em torno de 11 milhões de desempregados! Mas, e do ponto de vista espiritual? Aqui convém lembrar do maior trabalho de todos já executado, e proclamado aos quatro ventos pelo profeta Isaías: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (is 53.11). A obra da salvação, o mais penoso dos trabalhos já foi realizada. Mais do que isso, o salário deste trabalho e demais benefícios o Senhor Jesus nos oferece de graça, e por graça. Viva esta verdade e siga trabalhando ou vivendo sua vocação na alegria e tranquilidade de um Deus que nos capacita a vivermos nossas vocações para o nosso próprio bem, o bem do próximo e para o bem de seu reino!

Com carinho, Pastor Valdir.

A Epifania revela o amor universal de Deus

Epifania significa manifestação. É o nome que foi dado ao período do calendário cristão que vem imediatamente após o Natal. Ele inicia no dia 06 de janeiro e vai até o Domingo da Transfiguração, quando inicia a Quaresma, o período de preparação para a  Páscoa cristã.
Na Epifania, Deus mostra que seus planos e projetos são para todas as pessoas, de todos os lugares do mundo e de todas as épocas. Nela, se concretizam as belas palavras de João 3.16:“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.  
Assim como aqueles reis magos foram acolhidos por Deus, através de Jesus, Deus quer acolher a mim, a você e a todas as pessoas em seu reino e quer nos dar vida em abundância aqui neste mundo e vida plena e eterna no céu. Os reis magos tinham recebido a Boa Notícia de que o Salvador do mundo tinha vindo, creram nesta Boa Notícia e, pela fé, foram acolhidos no reino de Deus. Hoje esta mesma Boa Notícia é dada para mim e para você.
Creiamos em Jesus e tenhamos a certeza de que o amor de Deus, que é para todos, é também para mim e para você. E que, ao desfrutar dos benefícios desta Boa Nova, estejamos sempre prontos para compartilhá-la com as pessoas que nos rodeiam, pois o grande amor de Deus, que é para mim e para você, é também para todos. A Epifania nos dá esta convicção. 
Rev. Geraldo W. Schüler
Vice-presidente de Expansão Missionária da IELB
geraldo@ielb.org.br