"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

A REPÚBLICA QUE QUEREMOS!

Na próxima quarta-feira, estaremos vivendo mais um feriado em nosso calendário. Trata-se do feriado de 15 de novembro, onde se celebra a proclamação da república. Muitas pessoas confundem este feriado com o 7 de setembro. No entanto, um feriado não tem nada a ver com o outro. Devemos esse dia de descanso ao Marechal Deodoro da Fonseca, militar e político brasileiro, que, no dia 15 de novembro de 1889, proclamou a República Brasileira, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e pondo fim à soberania de Dom Pedro II. A proclamação aconteceu na Praça da Aclamação, atual Praça da República, na cidade do Rio de Janeiro que, na época, era a capital do Brasil. No mesmo dia foi instituído um governo provisório, que tinha o Marechal Deodoro como presidente e o Marechal Floriano Peixoto como vice.
Mas, o que de fato é uma república? República é um sistema de governo onde a ênfase está no interesse comum, no interesse da comunidade, em oposição aos interesses particulares e aos negócios privados. Olhando esta definição, parece que atualmente nosso sistema de governo está bastante distante daquilo que de fato é uma república no sentido mais estrito da palavra. Nunca vimos tanta corrupção, troca de favores, compra de votos (seja nas eleições, seja na câmara ou senado), e o mais estarrecedor é percebermos que esta forma de ser república está se institucionalizando e aos poucos, termos como “caixa 2” estão sendo oficializados quando tratados como algo normal. Diante deste cenário tão complicado, ainda vale a pena celebrar o 15 de novembro? Humanamente falando, talvez não. No entanto, para aqueles que depositam sua confiança em Deus, a palavra esperança faz toda a diferença. O Salmista ressalta sua confiança em Deus ao dizer: “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus” (Sl 146.5). O profeta Jeremias também ressalta a importanca da esperança depositada em Deus: “Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR.” (Jr 17.7) Tanto o salmista como o profeta Jeremias viveram dias difíceis em suas épocas, no entanto, não deixaram de depositar sua esperança no Senhor. Estariam eles errados? Com certeza não. O apóstolo Paulo também vai na mesma linha acrescentando algo a mais a esperança depositada em Deus: “...regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;” (Rm 12.12) Notemos que Paulo acrescenta a palavra oração como ítem importante na vida cristã. Eis aqui parte da solução para dias melhores em nossa república federativa brasileira: a oração. Que possamos orar mais e mais por nossa pátria, afim de que o Senhor nos brinde com a república que queremos.

Com carinho, pastor Valdir

NOVEMBRO: MÊS DA MORDOMIA CRISTÃ!

Estamos iniciando o mês da mordomia cristã. Mordomia é um sinônimo da palavra administração, que por sua vez está intimamente relacionada a palavra “despenseiro”. O apóstolo Pedro recomenda: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1 Pe 4.10). Ser um bom despenseiro significa ser um bom administrador ou um bom mordomo.
Sendo assim, convém que lembremos aquilo que Deus espera que administremos:
Vida (Corpo e alma)“logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé noFilho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2.20)                                                                                                                             
Tempo“É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia, a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” (Jo 9.4)
Dons“Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.” (1 Co 12.4)
Bens“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.” (2 Co 9.7).
Como devemos administrar estas questões? Deus nos orienta a observar dois parâmetros:
1 – Promover nosso sustento e bem estar bem como de nossa família e nossos semelhantes.
2 – Promover a salvação das pessoas e a edificação do Reino de Cristo através da igreja.

Oportunidades de viver nossa mordomia em novembro:
- Campanha de arrecadação para Moreira (Alimentos, higiene e limpeza)
- Brechó beneficente (11/11)
- Ofertas mensais regulares (Retirada dos envelopes para 2018)
- Campanha “Natal da Criança de Canela” (Arrecadação de brinquedos novos e usados durante o mês de novembro).
Lembremos que “Deus é o dono, e o ser humano é mordomo”. Ele mesmo, o Senhor, é quem nos desafia: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto... se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.” (Ml 3.10)

Com carinho, pastor Valdir

DEUS É NOSSO REFÚGIO E FORTALEZA!

Um dos salmos que Lutero apreciava era o Salmo 46. Inclusive, foi baseado neste salmo que compôs o hino Castelo Forte, tão apreciado no mundo. Abaixo, transcrevemos uma devoção escrita por Lutero baseada neste salmo.
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes de abalem no seio dos mares.” (Sl 46.1-2)
Nenhum poder, majestade ou proteção que reconforte, ou no qual se possa confiar, deve ser buscado no mundo. Inteiramente, e somente em Deus devemos buscar ajuda. Por causa de seu poder divino, Deus manterá a sua igreja. Desde o princípio, Ele a tem preservado maravilhosamente neste mundo, mesmo em meio a grandes dificuldades, em divisões ocasionadas por hereges, e em meio a perseguições de tiranos. O governo é inteiramente seu ainda que a condução do culto a si mesmo esteja a serviço de seres humanos, os quais utiliza como administradores de sua Palavra e santos sacramentos. A cada cristão Ele chama e ordena servir conforme suas instruções. A ansiedade a respeito da continuidade ou não da igreja e sua preservação contra o mal e o mundo deve ser depositada em Deus. Ele já a capacitou com segurança em outros tempos e também a guiará e preservará nos tempos atuais. Os cristãos conhecem e sabem de sua santa palavra crendo assim que Ele cuidará deles; por isso colocam todas as coisas em suas mãos, e com base em sua palavra confiam plenamente nele neste mundo. Aprenderam que não devem apoiar-se em sua razão e sabedoria, nem sobre ajuda e consolo humanos.
Ilustrarei isto com minha própria experiencia. O que eu teria feito se, ao começar a denunciar as mentiras do sistema de indulgências e os erros do papado, tivesse dado ouvido às ameaças que fizeram a mim? Quantas vezes escutei dizerem que ao escrever contra esta ou aquela autoridade ou eminencia causaria seu desgosto, e traria más consequências para mim e toda a nação alemã! Porém, já que não fui eu quem começou esta obra, mas fui guiado a ela por causa do meu ofício, devo continuar em frente. Coloquei esta causa nas mãos de Deus e deixei que Ele cuidasse deste fardo, tanto da obra como de mim mesmo. Desta maneira, Ele assegurou tanto a causa como a vitória nesta causa, porque não era eu quem trabalhava, mas sim, com segurança, Deus trabalhava através de mim. Da mesma maneira exorto a que todos os cristãos depositem suas ansiedades e cuidados em Deus, que é extremamente poderoso para suportar nossos fardos.

 Com carinho, Pastor Valdir.

VOU VIVER E ANUNCIAR O QUE O SENHOR TEM FEITO, NA VIDA, COMO HERDEIRO DA REFORMA!

Estamos a uma semana de celebrarmos os 500 anos da Reforma Luterana. Num mundo no qual estamos rodeados de diferentes “verdades”, será o evento da reforma simplesmente mais uma destas “verdades”? O lema de nossa Ielb para este ano nos ajuda a compreender de fato estes 500 anos: “Vou viver e anunciar o que o Senhor tem feito, na vida, como herdeiro da reforma!” Notemos nós que o destaque não está naquilo que o ser humano faz ou produz. Notemos nós que o destaque não está naquilo que Lutero fez, mas sim, naquilo que o Senhor, nosso Deus produziu. Esta verdade fica evidente quando olhamos o enfoque de 2017 a luz do texto bíblico que o fundamenta: “Não morrerei; antes, viverei e contarei as obras do Senhor!” Sl 118.17 Este salmo era o lema pessoal de Lutero. Ele havia escrito este versículo com as notas do canto gregoriano na parede de seu quarto de estudos em Coburgo, Alemanha. Pois este versículo traz uma profundidade tremenda consigo, especialmente ao apontar os grandes feitos de Deus. Quando em sua existência humana o ser humano pergunta-se sobre qual o seu objetivo de vida, o porquê de ainda existir aqui, porque estar neste mundo, o salmista ali lhe dá uma resposta pronta: para viver e contar as obras de Deus. Em outras palavras, estamos aqui para viver e contar sobre tudo aquilo que Deus já fez através de suas maravilhosas mãos. Isto é ser um herdeiro da reforma de fato! Apontar para os feitos de Deus e retirar qualquer obstáculo que venha a impedir que Ele ou suas obras sejam vistas. Lutero em seu tempo não fez nada mais, nada menos do que isso. Ele procurou retirar do caminho todo e qualquer obstáculo que impedisse as pessoas de desfrutarem da salvação que Deus lhes oferecera em Cristo Jesus. Ele não estava preocupado em fundar uma nova igreja, ou tentar derrubar a então igreja católica. Seu único e exclusivo objetivo é de que a salvação pela fé em Jesus fosse novamente o destaque, a pregação principal da igreja da época. Infelizmente outros interesses foram levados mais em conta. Consequentemente aqueles que se retiraram acabaram vindo a formar outras igrejas oriundas da reforma. Em nosso caso, viemos a nos chamar luteranos, diga-se de passagem, contra a vontade do próprio Lutero que não concordava com esta sigla.
Portanto, vivamos este tempo não nos considerando “donos da verdade”, nem sustentando o surgimento da única igreja verdadeira. Vivamos este tempo lembrando daquilo que o Senhor fez, faz e fará em favor de seus filhos. Esta verdade, não pode nunca ficar escondida.                      

Com carinho, Pastor Valdir.

JUNTO COM CRISTO OLHEMOS PARA FRENTE!

Certa vez conversava com um pai que estava extremamente preocupado com o futuro de seu filho. Uma hora pensava numa coisa, noutra imaginava algo bem diferente e não escolhia um caminho... O ensino médio estava passando e ele permanecia nesta indefinição.  Sem dúvida alguma esta é uma preocupação bastante comum a todos os pais que prezam por seus filhos, afinal de contas, quem não se preocupa com quem ama? Observar esta instabilidade e incerteza na vida de um adolescente é algo comum, até mesmo pela idade e inexperiência. Agora, imaginemos nós um homem já adulto, depois de ter se formado, ter a graduação, o doutorado, o pós-doutorado, estar bem empregado na vida tendo suas convicções sociais e religiosas firmes, de repente chutar tudo para o alto e deixar o passado para trás? Pois a Bíblia nos mostra um homem que fez isto, o apóstolo Paulo. O lema de sua vida pode ser resumido na seguinte frase: junto com Cristo, olhemos para frente! Vejamos algumas evidências desta sua maneira de pensar e agir em sua carta aos filipenses:
“Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;” (Fp 3.8-9) Paulo recomenda deixar para trás a justiça própria do ser humano (mesmo que isso represente deixar suas raízes) e confiar única e exclusivamente na justiça de Cristo, pois ele o fizera e não se arrependera desta decisão.
“...para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;” (Fp 3.10) Paulo nos recomenda a viver os desafios desta vida lembrando que Cristo as enfrentou antes de nós. Nos é de grande consolo saber que Ele venceu todas as dificuldades conquistando para nós a vitória da salvação.
“...para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” (Fp 3.11-12) Paulo tinha a consciência de que “já” estava salvo por causa da fé em Jesus, mas de que “ainda não” tinha recebido esta salvação porque Deus ainda não o tinha chamado. Também nos motiva a viver a vida sob esta ótica, ou seja, juntos com Cristo vivendo a vida aqui, mas olhando lá para frente, para a feliz eternidade.
Que o Senhor nos conserve neste desafio que Paulo nos propõe.

Com carinho, pastor Valdir.

OUTUBRO - 500 ANOS DA REFORMA!

Estamos entrando no mês em que lembramos os 500 Anos da Reforma!
Até agora já realizamos dois eventos a nível local:
- Lançamento do Selo de Lutero em parceria com os Correios, ocorrido em julho na Casa de Pedra onde pudemos acompanhar o lançamento oficial do selo de Lutero, bem como o lançamento de um selo especial de nossa congregação.
- O Ação 500, evento de ação social realizado em parceria com a Escola Neusa Mari Pacheco no Bairro Canelinha em setembro, onde tivemos a oportunidade de levar certos serviços para a comunidade do bairro Canelinha através do envolvimento de profissionais voluntários vindos de dentro e de fora de nossa congregação.
- Em outubro temos pela frente o Cultão Distrital que acontecerá no dia 29/10 em Linha Café Alta, interior de Três Coroas. Para este evento nossa congregação estará colocando um ônibus gratuito saindo da igreja às 8h da manhã e retornando no final da tarde. Não perca tempo e coloque seu nome e número de documento (Identidade ou certidão de nascimento somente) na lista que está na entrada da igreja. Confira a programação do dia 29/10:
9h30 – Cultão Distrital – Pregação do pastor e professor Paulo Moisés
                                         Nerbas (Com a União Coral do Distrito e
                                                                          Escolinha para as crianças)
12h – Almoço (Precisa ser adquirido até 22/10  na secretaria – R$ 15,00
                                  para adultos e R$ 8,00 para crianças de 6 a 10 anos)
13h30 – Festival de Corais do Distrito (Corais das congregações de
                                                  nosso distrito entoando louvores a Deus)
16h30 – Retorno para Canela

Incentivamos a todos a reservarem esta data no calendário e juntos agradecermos a Deus por estes 500 anos de redescoberta do verdadeiro evangelho através do movimento da reforma.
“O justo viverá pela fé.” (Rm 1.17)                                              

Com carinho, pastor Valdir.

O CAMINHO DE DEUS!

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
Carlos Drummond de Andrade

Querido povo de Deus, o poema de Carlos Drummond de Andrade tem o principal objetivo de nos fazer refletir sobre os obstáculos que encontramos na vida. Uma pedra, como a do poema, pode muitas vezes tirar a nossa atenção do caminho. Ela representa situações na vida nas quais coisas secundárias podem nos desviar daquilo que é o principal: o caminho. Ora, na caminhada cristã, esta situação não é diferente. Muitas vezes ignoramos a importância do caminho prestando atenção as pequenas pedras ou obstáculos que nele se apresentam. O profeta Isaías, no texto do Antigo Testamento traz este perigo nas entrelinhas ao comparar os caminhos humanos com os caminhos de Deus: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” (Is 55.8-9)
Quantas vezes pequenas “pedras” tem aparecido em nossa caminhada? Talvez deveríamos nos questionar sobre o caminho que se tem trilhado? Num mundo onde existem tantos caminhos propostos, devemos nos perguntar sobre os mesmos. Será que eles não estão muitas vezes bem floridos, enfeitados, atrativos a ponto de mascararem o seu destino final? Deus nos propõe um único caminho. Ele nos propõe Jesus Cristo. Trilhar este caminho é a melhor das decisões. Trilhar este caminho significa fazer uso daquilo que Ele nos colocou como bênçãos na vida: sua palavra e os sacramentos que nos deu afim de sermos fortalecidos em fé para trilhar esta jornada. Não há dúvidas de que talvez este caminho não seja tão atrativo, pois, afinal de contas, ele nos propõe abrir mão de muitas coisas, nos propõe deixar de lado certas facilidades que parecem naturais no mundo do conforto em que vivemos. Porém, é um caminho verdadeiro onde as “pedras” são meios onde Deus também nos prova e nos faz amadurecer na vida. Que Ele nos abençoe, e que aproveitemos as oportunidades de busca-lo enquanto se pode achar em sua santa palavra e sacramentos, pois assim, estaremos caminhando rumo a vida eterna apesar das pedras no caminho.                                                                                 

Com carinho, pastor Valdir.

A TRISTEZA DA PARTIDA, E A ALEGRIA DO REGRESSO!

José provara a tristeza da partida. Ainda jovem, deixara casa, família, e pátria, sendo levado como prisioneiro. Aí residia o temor dos irmãos de José após a morte do pai, temendo que o irmão buscasse vingança. Pois é neste instante que José aproveita e mostra a seus irmãos que maior do que a tristeza da partida é a alegria do regresso.
A Tristeza da partida lembra a queda em pecado! Como não lembrar das consequências enfrentadas por Adão e Eva ao trocarem a comunhão com Deus pela comunhão com o diabo? Os irmãos de José enfrentaram sentimento parecido ao se darem conta das consequências de seu pecado contra o irmão José: “É o caso de José nos perseguir e nos retribuir certamente o mal todo que lhe fizemos.” (Gn 50.15). Este peso, esta culpa nós também sentimos por causa do peso do pecado e das expectativas que criamos baseadas nos relacionamentos que desenvolvemos. Como temos reagido diante do pecado? A que nível a tristeza da partida tem nos afetado? O afastamento da presença de Deus, as chagas do pecado tem muitas vezes nos atingido. Como temos reagido a elas?
2º A alegria do regresso é muito maior! Esta verdade fica evidente nas palavras de José: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.” (Ex 50.20) José procurou viver de acordo com a vontade de Deus, mesmo sofrendo duras consequências como uma injusta prisão por exemplo (Gn 39.20). Agora ele provara a alegria do regresso ao ter consigo novamente sua família podendo viver assim junto dos seus. Vemos na figura de José, o quão consolador é não somente receber o perdão, mas também perdoar e obter a reconciliação. Se o ser humano soubesse o benefício disto, não perderia um minuto em intrigas com o próximo, mas correria ávido, sedento, em busca do perdão de Deus vivendo assim a alegria do regresso, o regresso para os braços do Pai e a reconciliação com Ele e com o próximo também.
“Conta-se que certo homem pecou e pediu perdão a Deus. E o Senhor lhe perdoou. O homem, leve e feliz, continuou o seu caminho. Mais adiante, porém, cometeu um novo deslize e ficou muito triste e envergonhado. Sua alegria de viver foi-se esvaindo e ele começou a fugir da presença de Deus. Ao vê-lo tão triste e fugidio, Deus perguntou-lhe: – Por que andas tão triste, meu filho, fugindo de mim? – Estou com vergonha, Senhor, respondeu o homem. E Deus contestou: – Vergonha do quê? – Por causa deste meu pecado! – Basta que me peças perdão, filho, e, se estiveres arrependido, eu o perdoarei. – Eu estou arrependido, Pai, mas estou com vergonha, pois esta é a segunda vez que lhe peço perdão por este mesmo pecado. Mas, para sua surpresa, Deus lhe perguntou:
–Segunda vez? E qual foi a primeira?”*
Deus nos abençoe para que não fiquemos presos somente á tristeza da partida, mas vivamos intensamente a alegria do regresso perdoados e em alegre comunhão.
Com carinho, Pastor Valdir.


*História retirada de: http://www.sitedopastor.com.br/segunda-vez/

PORQUE O FILHO DO HOMEM VEIO PARA SALVAR O QUE ESTAVA PERDIDO!

A expressão “filho do homem” é bastante comum no texto bíblico. Somente no livro de Ezequiel, ela aparece cerca de 93 vezes. Jesus tinha preferência em usar esta expressão aplicando-a a si mesmo. Porém, dependendo do ponto de vista, ela pode representar posições bem diferentes.
Do ponto de vista humano, “filho do homem” é uma expressão difícil para nós! Em Ezequiel 33.7 Deus diz as seguintes palavras ao profeta: “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel;” Ezequiel era um sacerdote em Jerusalém. Porém, em 598 a.C. os babilônios invadiram Judá e tomaram Jerusalém levando o profeta preso para a Babilônia. Neste contexto, Deus usa a expressão “filho do homem” para destacar que Ezequiel, era um ser humano fraco e mortal, como todos os outros seres humanos. Isto fica evidente quando olhamos o texto original hebraico. A expressão “Ben Adam”, traduzida por “filho do homem”, também pode ser traduzida por “filho de Adão”. Ora, quando lembramos de Adão, o que lembramos? Lembramos a queda em pecado! Lembramos que o ser humano é diferente da matéria sem vida e dos outros seres, porque possui entendimento, possui inteligência, mas também é diferente de Deus, porque não é perfeito, é pecador. Pois é através de um “filho do homem”, Ezequiel, filho de Adão, que Deus quer chamar seu povo ao arrependimento e lhe mostrar que apesar de toda dificuldade Ele permanece no comando de todas as coisas. Também esta verdade Deus quer manter e enfatizar nos dias atuais, apesar de toda maldade e frieza que nos rodeia.
Do ponto de vista divino, “Filho do Homem” é uma expressão consoladora! Em Mateus 18.11 Jesus se utiliza desta expressão descrevendo a si mesmo: “Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido” (Mt 18.11) Como escolhido de Deus para ser o Salvador, era assim que Jesus se apresentava. Com esta expressão ele colocava em destaque sua condição humilde ao humanar-se, mas também apontava para sua futura glória. Mais do que o título “Filho do Homem”, está aqui em destaque a obra redentora do Salvador. Ele veio para salvar o que estava perdido! Quem está perdido? Nós! Somos todos “filho do homem” no sentido humano! Sendo pecadores estávamos desgarrados como ovelhas que não tem pastor. Todo aquele ou aquela que estavam perdidos e foram achados, são alvo da promessa de Jesus. Todos aqueles que foram achados, sentem em si a tentação de desprezar aqueles que estão perdidos e ignorá-los. No entanto, Cristo nos mostra uma maneira amorosa de lidar com o irmão faltoso. Nos mostra uma maneira amorosa de lidar com o pecador. Uma maneira que propõe a troca do relho pelo abraço, uma troca que propõe o amor de um Deus que vai em busca dos seus.
Que possamos viver este amor em nossos dias lembrando que, se por meio de um homem, Adão, o pecado entrou no mundo, agora, por meio de um homem, Jesus, a reconciliação foi concedida a humanidade.

Com carinho, Pastor Valdir.

DEUS CONDENA A AUTO PIEDADE!

A auto piedade é um sentimento, emoção ou comportamento onde a pessoa sente pena de si mesmo diante de certas situações da vida, mas que com o tempo acaba tornando-se permanente. Alimentamos o sentimento de auto piedade quando sustentamos um sentimento de inferioridade, causado por insegurança. Além de todo este aspecto psicoterápico, psicológico, a auto piedade produz um estrago ainda maior. Ela pode tornar-se um obstáculo perigoso diante de Deus. Eis alertas que a palavra de Deus faz:
1º A auto piedade nos faz olhar demais para nós mesmos
“Tu, ó Senhor, o sabes; lembra-te de mim, ampara-me e vinga-me dos meus perseguidores; não me deixes ser arrebatado, por causa da tua longanimidade; sabe que por amor de ti tenho sofrido afrontas.” (Jr 15.15) O profeta Jeremias várias vezes foi tentado a desenvolver auto piedade. Deus sabia desta tentação e ao invés de “afagar” o profeta, procurava chama-lo a realidade da vida cristã.
2º A auto piedade é instrumento do Diabo para nos fazer evitar a cruz
“E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprova-lo dizendo: Tem compaixão de ti, senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.” (Mt 16.22-23) Jesus via na afirmação de Pedro uma tentação diabólica porque procurava afastá-lo de sua caminhada rumo a cruz. Também esta tentação existe hoje ao nos fazer pensar numa vida sem decepções e dificuldades criando algo que não existe.
3º A auto piedade nos faz agir diferente do que Ele ensina
“Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: Amim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.” (Rm 12.17-19) O apóstolo Paulo sentia o perigo da auto piedade e sabia que esta poderia mover o ser humano a tomar medidas conforme seu próprio instinto, conforme sua velha natureza humana, por isso motiva a deixar os problemas e dificuldades nas mãos de Deus, pois Ele é o Senhor sobre todos.
Em resumo, a auto piedade me faz pensar: “Eu mereço mais”. Deus nos motiva a viver plenamente a palavra gratidão, que nos faz pensar: “Eu tenho mais do que preciso.”
Pela fé em Cristo, somos chamados a deixar de lado a auto piedade, que nada mais é do que um coitadismo. Ao deixarmos de nos fazer de vítimas, Deus nos capacita, como agentes, a vivermos a fé nele e consequentemente testemunharmos com coragem do seu amor em nós e ao nosso redor. Vivamos o seu amor plenamente e com gratidão lembremos sempre de suas bênçãos e de seu amor por nós que não nos faz vítimas, mas herdeiros felizes da sua salvação. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.

"Transformai-vos pela renovação da vossa mente!"

O capítulo 12 de Romanos, é uma enciclopédia resumida da vida cristã. Neste capítulo, Paulo orienta como se deve viver a vida com o foco sempre centrado na graça de Deus, ou seja, naquilo que Deus fez em favor de seu povo. Tendo em vista este aspecto tão importante, o apóstolo declara: “Transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12.2). A palavra “transformai-vos” embora pareça indicar uma ação humana, nada tem a ver com este ponto-de-vista. No texto original grego, encontramos este verbo que é um imperativo na voz passiva. A melhor tradução seria: “sede transformados”. O que está por trás desta forma verbal? O fato de que é Deus aquele que executa em nós a transformação pela renovação da mente! É Ele quem opera em nós esta mudança. Como isto acontece? Paulo explica:
“Transformai-vos pela renovação da vossa mente”= “Para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2b). Em outras palavras, Paulo está dizendo que somente é possível experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus a partir do momento em que Deus nos transforma pela renovação da nossa mente. Isso acontece quando o Espírito Santo toca nosso coração e faz nascer a fé cristã.
“Transformai-vos pela renovação da vossa mente”= “Para que não pense de si mesmo além do que convém” (Rm 12.3) Paulo fala aqui da vaidade humana. Muitas vezes lidamos com as coisas de Deus pensando que são nossas! Em uma palestra no congresso nacional de Leigos, o pastor Tardelli do Rio de Janeiro fez uma alerta muito importante: “Minhas contribuições são mixurucas perto do que Deus faz. Cuidado em dar comida pro teu ego, deixa ele passar fome um pouco, lembrando as boas obras preparadas por Deus de antemão.”
“Transformai-vos pela renovação da vossa mente”= “Para que pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” (Rm 12.3) De que tipo de moderação Paulo está falando aqui? A palavra grega para “moderação” literalmente significa “ter mente sóbria” ou “estar bem da cabeça”. Paulo aqui está destacando um grave problema que frequentemente aparece na igreja cristã. É o problema do orgulho e ciúmes. Como cristãos devemos saber qual é o nosso lugar. Devemos identificar quais são os nossos dons e onde eles adequadamente se encaixam. Porém, por mais dons e vontade que tenhamos, não podemos cair na armadilha de querer fazer tudo que é função disponível! É por isso que Paulo usa a imagem do corpo no versículo 4. Um corpo que tem muitos membros, mas que executam funções diferentes. O fato de eu não ser chamado para executar determinada função, não significa que eu não seja importante, mas talvez seja oportunidade de alguém que ainda não serviu poder encaixar-se ali.
Todos estes aspectos precisam ser observados dentro do corpo de Cristo, que é a igreja, afim de que fique perfeitamente ajustado afim de que se possa servir com alegria, coerência e amor ao próximo. Deus nos abençoe para que possamos seguir os conselhos do apóstolo Paulo. Amém.  

Com carinho, pastor Valdir.

"Faça-se contigo como queres."

O povo de Israel durante sua peregrinação rumo a terra prometida enfrentou muitas batalhas. Uma das recomendações que Deus lhes fizera ao lutar contra outros povos, encontra-se em Deuteronômio 20.16-17a: “Porém, das cidades destas nações que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança, não deixarás com vida tudo o que tem fôlego. Antes, como te ordenou o SENHOR, teu Deus, destruí-las-ás totalmente:” A ordem havia sido dada para que nenhuma destas nações influenciasse Israel à idolatria. Por causa destas recomendações, os judeus passaram a referir-se ao povo gentio como se fossem “cães”. Eis o porque de Jesus declarar: “Não é bom tomar o pão dos filhos e lança-lo aos cachorrinhos.” (Mt 15.26b) O Salvador estava enfatizando que sua missão era primeiro ir atrás do povo de Israel. Porém a mulher cananeia que viera ao seu encontro, em sua fé não se deu por vencida e insistiu para que Ele curasse sua filha. Jesus então exclamou: “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres!” (Mt 15.28). As palavras de Jesus destacam muito mais do que a fé daquela mulher. Destacam o amor de Deus que agora não estava mais restrito a um determinado povo. Deus ampliara para toda a humanidade a salvação através de Jesus Cristo. Em tempos em que temos observado tanta discriminação racial, social ou de qualquer outra ordem, é confortador lembrarmos que temos um Deus que não faz acepção de pessoas, pelo contrário, acolhe amorosamente todos os que se achegam a Ele.
Na próxima semana estaremos realizando um evento de ação social em nossa comunidade canelense, o “Ação 500!” na Escola Neusa Mari Pacheco, no bairro Canelinha. Queremos não somente divulgar os 500 anos da reforma, mas também levar a mais pessoas o amor de Deus através de serviços dos mais diversos que serão oferecidos. Se você quer se juntar a esta causa, venha trabalhar conosco, afim de que através de nossas ações Deus seja glorificado, vidas reerguidas e Jesus possa proclamar em alto e bom som: “Faça-se contigo como queres!”

Com carinho, pastor Valdir.

"E o salário ó..."

"E o salário ó..."
Quem de nós não lembra desta frase sempre dita pelo saudoso “professor Raimundo” interpretado pelo humorista Chico Anísio? O professor sempre fazia tal afirmação ao final de cada aula que dava em sua escolinha. Era uma sátira realizada para lembrar que os professores eram mal remunerados na função tão importante que exerciam. Por ironia do destino, esta semana esta frase ressuscitou, e para piorar, não somente denunciando a situação precária de nossos professores, mas do trabalhador em geral. Além de impor ao povo o aumento de impostos nos combustíveis, seguir tentando aprovar medidas impopulares (como a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiamento das campanhas) agora temos uma nova “bomba”: A previsão de salário mínimo para 2018 cairia para R$ 969,00 segundo as projeções econômicas do governo. A crise que antes parecia uma “marolinha” está se instalando de vez e complicando a vida do brasileiro.
Na Escritura Sagrada, a remuneração do trabalhador é vista não somente como um direito, mas como declara Jesus, “...porque digno  é o trabalhador do seu salário” (Lc 10.7) No plano de Deus, apesar da queda em pecado, o trabalho é algo positivo e o salário é um direito pois está em jogo a sua própria dignidade. No entanto, existe uma espécie de salário que ninguém quer receber. Ele aparece no texto bíblico em contexto negativo. O apóstolo Paulo declara em Romanos 6.23: “...porque o salário do pecado é a morte...”  O apóstolo Paulo declara que o salário que o pecado dá a seus trabalhadores é a morte. Ainda bem que o versículo não termina aí, ele continua: “...mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23). Ou seja, aqueles que creem em Deus ganham uma vida completamente dedicada a Ele, como se fosse seu “trabalho” e o presente gratuito da vida eterna, o melhor de todos os salários.
Portanto, se do ponto de vista humano, o cenário econômico não é nada animador, do ponto de vista cristão, sigamos animados e motivados, pois pela fé em Cristo Jesus Deus nos remunera com o melhor salário de todos: a vida eterna.

Com carinho, pastor Valdir.

O PAI MAIOR!

Querida família Cristo Redentor!
Mais um dia dos pais chegou e com ele, sempre alguns questionamentos surgem.
Com a figura do “pai” cada vez mais ausente, será que ainda é viável lembrar e comemorar este dia? Quantas crianças e jovens não tem a presença do pai em sua vida e ficam constrangidos ao se depararem com outras pessoas que comemoram esta data? Jesus no evangelho de Mateus dá uma declaração bastante polêmica: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus .” (Mt 23.9) Será que Jesus está proibindo que chamemos aquele que nos deu a vida de pai? Será então que deveríamos deixar de lembrar o dia dos pais devido a essa afirmação de Jesus? Antes de chegar a conclusões como estas, é necessário observarmos o contexto no qual Jesus declarou tais palavras.
Cristo tinha travado um intenso debate com alguns religiosos da época: escribas e fariseus. Os escribas eram mestres da lei, eruditos das escrituras hebraicas, principalmente dos livros da lei de Moisés, os primeiros cinco livros da Bíblia. Os fariseus eram um grupo religioso judeu que também seguia rigorosamente a lei de Moisés e as tradições e os costumes dos antepassados. Apesar de terem diferenças entre si, numa coisa eles se assemelhavam: consideravam-se filhos de Abraão. Eles assumiam esta identidade gritando aos quatro ventos: “Temos por pai a Abraão”. Eis aí um dos porquês de Jesus aqui destacar que somente um era Pai de todos! A paternidade cristã não podia ser creditada a nenhum ser humano, no entanto, escribas e fariseus a assumiam como algo exclusivo que os colocava acima de toda e qualquer pessoa! Ao insistirem em tal identidade, afastavam muitas pessoas do verdadeiro evangelho literalmente afastando-as de Deus. Jesus então declara: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso pai, aquele que está nos céus.” (Mt 23.9) Ou seja, Jesus insiste na verdade de que o cristão deve recordar que só há um Pai na fé, e esse pai é Deus! O Salvador não estava falando de relações biológicas, como em relação a nossos pais humanos. Ele sabia que o judaísmo antigo considerava a palavra “pai” numa referência a mestres estimados, versados na lei e que mesmo mortos eram dignos de serem reverenciados. Pois este alerta de Jesus permanece vigente até os dias atuais! Nenhum personagem humano, quer esteja vivo ou não, pode ser colocado num patamar igual ou acima de Deus. Entretanto, não é por isso que deixaremos de lembrar o dia dos pais. Além de agradecer pela existência dos pais terrenos, também temos oportunidade de lembrar daquele que é o Pai de todos: nosso Deus!

Feliz dia dos pais lembrando do Pai Maior! Com carinho, pastor Valdir.

O SELO DE LUTERO!

Querida congregação. Na sexta-feira, 14 de julho, vivemos um momento histórico. Tivemos o privilégio de ter em Canela o lançamento oficial do Selo de Lutero pelos correios. Foi um momento marcante onde pudemos acompanhar não somente o lançamento em si, mas também como comunidade de fé obliterarmos este selo que ficará arquivado no museu nacional dos correios em Brasília. Abaixo apresentamos o carimbo e os selos que fizeram parte do cerimonial.
O CARIMBO POSTAL: O carimbo postal, assim como o selo, retrata com sua marca o desenvolvimento de um país, de um estado, de um município. Ele documenta com riqueza de detalhes, a história, personagens, fatos e realizações que, por sua importância, forma a vida nacional em seus diversos aspectos.
O SELO POSTAL:
O selo postal apresenta a marca composta da imagem e legendas: “Lutero 2017 – 500 Anos da Reforma – No início era a Palavra” para o ano do jubileu deste acontecimento. Segundo a artista alemã Antonia Graschberger o retrato, talvez o mais
conhecido de Martinho Lutero, é representado numa versão moderna com base nas orientações do concurso coordenado pelo ministério das finanças da Alemanha para a criação da arte. Segundo a criadora, ela desejava apresentar o retrato da melhor maneira possível assim como ordenar os elementos do texto de modo compreensível focalizado no tema e numa tipografia elegante. A cor do texto seguiu a da imagem, para dar ao selo, em sua composição, um traço de harmonia. A data de emissão do selo é a de 15/04/2017 com a tiragem total de 500.000 selos.
Para eternizar a data solene nossa congregação confeccionou seu selo personalizado exclusivo. Presenciar, viver e registrar estes fatos não nos torna melhores do que outros cristãos, mas nos faz lembrar dos feitos de Deus e de nossa responsabilidade em preservá-los. Adquira o selo nos Correios!

Com carinho, Pastor Valdir




CONFIANÇA SIMPLES E SINCERA!

Quem tem filhos pequenos sabe que, dentre suas virtudes, estão a sinceridade e a simplicidade. Crianças são sinceras, simples, diretas. Se gostam de alguma comida ou de estar em algum lugar, elas dizem logo. Mas se elas não gostam, elas também dizem! E, cá entre nós, não é difícil encontrar pais que passaram por situações cômicas e até constrangedoras diante do excesso de sinceridade dos filhos.
Estes dias, aqui em casa, nossos filhos começaram a falar sobre a morte. Sim, este assunto que causa medo e terror em muita gente crescida. A conclusão foi de que “quem morre primeiro vai para o céu primeiro”. Simples assim. É a simplicidade e a sinceridade do crer infantil. Não é por acaso que Jesus disse: “quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele” (Marcos 10.15).
Diante deste crer infantil, simples e sincero, estão nossos medos quando o assunto é morte. E é natural. Não fomos criados para morrer, mas para viver. A morte é a criação de Deus rasgada ao meio. Tudo consequência do primeiro pecado, lá no Éden. O ser humano foge da morte, mesmo sendo ela uma certeza. Afinal, quem gostaria de morrer e deixar para trás esta vida cheia de sonhos e expectativas? Quem gostaria de morrer e não ver seus filhos crescendo? E os netos alegrando a casa? E os planos para o futuro? Se pudéssemos escolher, não morreríamos. E não deixaríamos nossos queridos morrerem.
O mesmo Jesus que nos aconselha a crer como as crianças é o mesmo Jesus que venceu a morte com todos os seus terrores e medos. Ele morreu, mas foi ressuscitado e com isto mostrou que é Deus vitorioso sobre o que mais perturba o ser humano: a própria morte. Neste Jesus crianças e adultos encontram perdão e salvação. Neste Jesus há vida em abundância, mesmo depois da morte. Neste Jesus há consolo, mesmo para aqueles que viram seus queridos indo primeiro para o céu.
Então fica a dica: Jesus é a ressurreição e a vida. Foi ele quem garantiu: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11.25). Creia neste Deus vencedor sobre a morte. Creia e viva. Creia de forma simples e sincera, como a confiança de uma simples criança.

Mensagem escrita pelo

Pastor Bruno A. K. Serves | CEL Cristo, Candelária-RS.

VIVENDO NO FIO DA NAVALHA!

Quantas vezes você, querido irmão, querida irmã já ouviu esta frase? Geralmente ela aparece quando se vive situações limítrofes, onde alguma consequência ou perigo são iminentes se algo não sair conforme planejado. Nos esportes, quando um atleta se empenha ao máximo, é dito que ele realizou a prova “no fio da navalha” pois qualquer erro poderia colocar tudo a perder...
Esta frase também pode ser aplicada a situação pecaminosa vivida pelo ser humano. Vivendo afastado de Deus, sua situação é vivida no limite, no fio da navalha, como declara Salomão no livro de Provérbios ao reproduzir as palavras do Senhor: “Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.” (Pv 8.36) Violentar a própria alma, sem dúvida alguma está intimamente ligado ao fato de que o ser humano, por ter naturalmente a lei de Deus escrita em seu coração, sente pesar e tristeza quando erra. Porém, sem o perdão deste Deus, este ser humano até se sente contrito, mas não chega ao arrependimento. Ainda, segundo o próprio Deus, os que amam a morte podem ser definidos como aqueles que o aborrecem, ou, em outras palavras, aqueles que mesmo tento tido contado com a vontade do Senhor, não observam a sua lei e ignoram os seus mandamentos vivendo assim “no fio da navalha”, pois podem, a qualquer momento, partirem desta vida sem ter a oportunidade de perdão e salvação.
Este é o tom da conversa de Jesus com seus discípulos: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 10.32-33) É muito tênue a linha que separa o ser humano da salvação ou da condenação. Esta linha tem um único nome: Jesus Cristo! É somente através de Cristo que conseguimos viver esta vida “no fio da navalha”. Afinal de contas, vivemos na tensão entre o “já” (pois já estamos salvos em Cristo Jesus) e o “ainda não” (ainda não recebemos esta salvação definitivamente).
Sendo assim, vivamos nossa vida encorajados através da fé em Cristo principalmente confessando-o como nosso único e suficiente Salvador. Pois Ele, não falhou ao vir nos resgatar. Se nós falhamos, podemos lembrar dele, que nos deu perdão e vida nova. Uma vida terrena, que é vivida “no fio da navalha” em termos humanos, mas que pela fé nele, é vivida na certeza da vida que não acaba, a vida eterna.

Com carinho, Pastor Valdir.

Testemunhando da Verdade!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Estamos lembrando neste final de semana duas datas muito importantes: sábado, 24/06 113 anos de nossa Igreja Evangélica Luterana do Brasil e domingo, 25/06 os 487 anos da Confissão de Augsburgo, a confissão de fé que os reformadores apresentaram diante do imperador a fim de respaldar a fé cristã luterana. O que estas datas tem em comum?
Comecemos pela Confissão de Augsburgo. No dia 21 de janeiro de 1530 o imperador Carlos V convocou uma dieta imperial a ser reunida no mês de abril em Augsburgo, Alemanha. Ele desejava ter uma frente unida nas suas operações militares contra os turcos, e isso parecia exigir um fim na desunião religiosa que existia, por causa da Reforma. Assim, convidou os príncipes e representantes das cidades livres do Império para discutir as diferenças religiosas na esperança de superá-las e restaurar a unidade. Então, os teólogos de Wittenberg, ou seja, os reformadores, apresentaram uma declaração luterana conjunta diante do Imperador. Assinada por sete príncipes e pelos representantes de duas cidades livres, a confissão imediatamente adquiriu importância peculiar como uma declaração pública de fé que permanece tendo sua importância até os dias atuais. Mas o que este tema tem a ver com os 113 anos de nossa Ielb?
Além de ser um dos documentos que confessam o que é a nossa fé, podemos também olhar para a origem de nossa Igreja. De certa maneira ela deu seus primeiros passos a partir de uma confissão de fé. O pastor Christian Broders ao ser “sabatinado” pelo senhor August Gowert, leigo consagrado, confessou não somente o conteúdo da doutrina luterana, mas deu um testemunho público da fé genuína e pura do evangelho. A partir dali, em confiança e fé, nossa igreja deu seus primeiros passos ao serem fundadas as primeiras congregações.
O texto do evangelho deste final de semana, nos mostra palavras de Jesus que também apontam para a importância de se testemunhar publicamente a fé cristã: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;” (Mt 10.32) Jesus não somente desafia os cristãos a testemunharem sua fé, mas também enfatiza a íntima relação existente entre a fé vivida aqui, e a salvação a ser recebida nos céus.
Os primeiros reformadores certamente tinham em mente as palavras de Jesus, assim como o pastor Christian e os luteranos que aqui residiam e passaram a constituir nossa Ielb. Que Deus nos conduza para sempre darmos testemunho da verdade em todos os aspectos de nosso viver. Amém.
Com carinho, Pastor Valdir.


Respondamos o mal com o bem!

Queridos irmãos e irmãs, a última semana trouxe consigo uma grande polêmica. Não estamos falando do cenário político, pois este já está sortido de surpresas a cada dia. Estamos falando do fato acontecido em um estúdio de tatuagem na cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo. Um vídeo compartilhado nas redes sociais desde sexta-feira, dia 9 de junho, mostra um jovem, acusado pelos autores da gravação de roubo, sendo tatuado na testa com a frase “eu sou ladrão e vacilão”. O vídeo mostra o jovem sendo obrigado a responder que quer a frase tatuada na testa, enquanto o autor do vídeo comenta, rindo, dizendo que "vai doer". Em um segundo registro, a dupla faz o menino contar que tentou roubar a bicicleta de um homem que não tinha uma das pernas. Aos risos, os homens fazem o jovem mostrar sua tatuagem e perguntam se ele gostou. Muitas pessoas se manifestaram, algumas apoiando o gesto, dizendo que a justiça foi feita, e que deveria ter sido muito pior pois ele tentou roubar um deficiente. Outros alegam que isso é um abuso, crime de tortura por ser uma agressão. Mas, do ponto de vista cristão, o que a palavra de Deus nos diz?
Sem dúvida alguma, devemos lembrar, por exemplo, do episódio narrado pelo evangelista Mateus, quando Jesus é preso: “E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. ” (Mt 26.51-52) A recomendação de Jesus é bem clara: nunca respondamos o mal com o mal. Aliás, quantas vezes somos tentados a pensar que estamos fazendo o bem ao praticarmos o mal? O profeta Isaías com propriedade enfatiza: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; põem amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! ” (Is 5.20-21) As palavras do profeta apontam para a necessidade de averiguarmos nossos corações à luz da vontade divina, até mesmo porque Paulo enfatiza em Romanos, que este Deus “...retribuirá a cada um segundo o seu procedimento. ” (Rm 2.6).
Portanto, em resumo, diante de tantas advertências o conselho que Deus nos dá quando somos alvo do mal ou somos tentados a agir através do mal resume-se nas palavras de Paulo: “Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos.” (1Ts 5.15) 

Com carinho, Pastor Valdir.

A Santíssima Trindade e 75 Anos de Bênçãos!

Queridos irmãos e irmãs.
Estamos em festa! Especialmente por dois motivos: o domingo da Santíssima Trindade e os 75 anos de nossa Congregação Cristo Redentor.
Na Santíssima Trindade, lembramos a obra completa que Deus executou a favor da humanidade motivado única e exclusivamente por seu amor. O ato de criação, lembra-nos que Deus Pai em sua perfeição não se conteve em somente criar o universo e todos os que nele vivem, inclusive nós, mas também mantém toda esta obra em seu devido lugar, como ilustra Moisés em Gênesis 8.22: “Enquanto durar a terra não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.”. O ato de redenção, mostra o amor incondicional que Deus Filho manifestou por nós ao assumir nossa culpa, nos provendo reconciliação e salvação como bem ilustra o evangelista João em João 3.16: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”. O ato de santificação, demonstra como Deus Espírito Santo ocupa-se conosco, esquentando nossos corações com a fé salvadora e motivando-nos a viver esta vida em fé e esperança na certeza da salvação eterna como bem ilustra o apóstolo Paulo em 1Coríntios 6.11: “Vós vos lavastes, vós fostes santificados, vós fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
Por outro lado, estamos neste final de semana lembrando 75 anos de aniversário de nossa Congregação Cristo Redentor. 75 anos onde esta comunidade cristã obedeceu a ordem de Jesus Cristo de ir, batizar e ensinar! Em suas andanças, seja nas casas de membros, no antigo templo da Rua Padre Cacique ou na atual morada na Rua Martinho Lutero, esta congregação realizou muitos batismos e ensinou a palavra conforme a recomendação do Senhor Jesus.
Então, qual a relação do domingo da Santíssima Trindade e o aniversário da Cristo Redentor? Jesus responde com sua própria ordem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28.19). É nesta Santíssima Trindade que nós, Cristo Redentor, desenvolve suas ações, “Pois nele vivemos, nos movemos e existimos...” (At 17.28)
Obrigado Triúno Deus por tua obra de criação, redenção e santificação, gratos somos por nos permitir ir, batizar e ensinar tuas maravilhas. Parabéns Cristo Redentor por ser instrumento nas mãos deste Deus Triúno. Que possamos juntos seguir em frente “apontando para Cristo”!

Com carinho, Pastor Valdir.

Pentecostes: consolo e proclamação!

O Pentecostes envolvendo os discípulos, que anunciaram o evangelho em diferentes línguas, foi o “estopim” para a evangelização cristã a nível mundial. Desde então, a igreja de Cristo no mundo procura com avidez anunciar a salvação pela fé nele. Porém, como acontece este processo de anúncio e recepção da palavra de Deus? Jesus Cristo aborda esta questão em João 14.26: “...mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” Lutero nos ajuda a compreender um pouco esta dinâmica ao interpretar estas palavras de Jesus:

Prestem atenção neste texto, como Cristo liga o Espírito Santo com sua palavra e lhe fixa um limite e medida, de maneira que o Espírito não pode ir além do que sua palavra lhe permite. Ele os fará lembrar de tudo o que eu lhes tenho dito, e ensinará a vocês. Com isto, Cristo mostra que no futuro somente se deve ensinar aquilo que os apóstolos tinham ouvido diretamente dele, mas que, porém, não tinham ainda entendido até que o Espírito Santo lhes revelasse. Desta maneira, o ensino sempre procede da boca de Cristo e se transmite de boca em boca, porém, é sempre a mesma palavra. O Espírito, sozinho, é o professor que ensina estas coisas e as traz à memória. Aqui também se mostra que a palavra antecede ao Espírito, isto é, que a Palavra se deve pregar primeiro e logo virá o Espírito colocando luz sobre ela e passará a agir por ela. Não podemos tergiversar esta ordem e sonhar com a obra do Espírito sem a palavra ou antes da palavra. O Espírito vem com e pela palavra e não vai além do que ela estabelece. O exemplo dos apóstolos mostra também como Cristo governa sua igreja. O Espírito não passou a viver neles tão rápido logo que ouviram a Palavra, nem veio a eles com tanto poder que entendessem logo tudo perfeitamente. Nós escutamos a palavra de Deus, que na realidade, é a pregação do Espírito Santo que sempre está presente junto com ela, porém, nem sempre chega ao coração ou é aceita em fé; mesmo naqueles que são movidos pelo Espírito Santo, que recebem contentes a Palavra, nem sempre produzirá imediatamente os seus frutos. É necessário que chegue a este ponto: diante da necessidade e do perigo buscamos ajuda e consolo; então, o Espírito Santo pode cumprir seu oficio de ensinar o coração e trazer à memória a palavra ouvida.” (Devotional Readings from Luther’s Works-Augsburg Book Concern, 1915.)

No Pentecostes lembramos daquele que não somente nos acompanha após a partida de Cristo, mas que anuncia sua obra e a proclama através de nós a todas as nações tocando o coração de muitos a seu tempo e a seu modo.

Abençoado tempo de Pentecostes. Com carinho, Pastor Valdir.

ASCENSÃO: Importava que se cumprisse tudo!

Vivemos na última quinta-feira o dia da Ascensão do Senhor Jesus. Mas o que é, de fato, a ascensão? A ascensão é a glorificação da natureza humana de Cristo! Era a conclusão da obra redentora que agora efetivamente era selada, confirmada com a subida do Salvador aos céus. Não é a toa que os evangelistas Marcos e Lucas finalizam seus evangelhos com a subida do Salvador Jesus aos céus. Esta ascensão é narrada com mais detalhes em Atos dos Apóstolos capítulo 1 onde encontramos a informação de que ela aconteceu cerca de 40 dias depois da ressurreição. É curioso notar que a maior atenção de muitos cristãos está destinada ao Natal e a Páscoa. Porém, relembrar e celebrar a ascensão de Jesus significa olhar para a obra da salvação em sua totalidade fechando com “chave de ouro” o plano salvador de nosso Deus.
Lucas nos descreve as palavras de Jesus que precederam sua subida aos céus: “...importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lc 24.44) Mas o que de fato se cumpriu?
- A morte e ressurreição de Jesus: “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar...” (Lc 24.46) Após abrir o entendimento de seus discípulos, Jesus faz questão de destacar que todo sofrimento vivido por Ele estava previsto dentro do plano de Deus. Nada acontecera fora do controle do Senhor. Eis aí uma grande verdade a ser entendida, crida e aceita por nós cristãos, o fato de que nada acontece nesta vida sem o conhecimento do Senhor.
- A universalidade da graça de Deus: “...e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” (Lc 24.47) A palavra de Deus atingiria todo o planeta. Esta declaração ganhou sua confirmação no pontapé inicial do Pentecostes, quando os discípulos anunciaram a salvação a diferentes povos e em diferentes línguas.
- O povo cristão testemunhando: “Vós sois testemunhas destas coisas.” (Lc 24.48) As palavras de Jesus são muito mais do que uma constatação, na verdade, elas soam como um chamado para o grande desafio de testemunhar sua salvação.
Vejam quantas coisas importantes a ascensão de Cristo nos trouxe. Que possamos nós como igreja cristã lidar bem com esta herança. Que possamos relembrar a obra redentora cumprida no Salvador, lembrarmos que esta mensagem precisa ser levada aos quatro cantos do planeta e que Deus conta com nosso testemunho nesta caminhada. Deus nos conserve neste grande desafio.

Com carinho, Pastor Valdir.

NÃO COCHILA NEM DORME O GUARDA DE ISRAEL!

Estamos vivendo um tempo de muito sofrimento para a nação brasileira. Alguns dias atrás ouviu-se a expressão de que o “Brasil está sangrando”! Não é a toa, pois as últimas denúncias e delações feitas tem revelado que a maior parte da classe política no Brasil está comprometida em esquemas desonestos que tem lesado o povo em todas as áreas. Enquanto muitos têm morrido em conflitos terroristas, guerras e outras tragédias, o povo brasileiro tem morrido na fila de hospitais, na rua pela falta de segurança, e também pela fome que ainda é um mal a ser combatido. Enquanto isso os “colarinhos brancos” têm enchido os bolsos de forma ilícita. A impunidade tomou tão grande proporção que até mesmo agora, sob pesada investigação, ainda temos políticos atrevidos, velhas raposas, que acham que não serão pegos, vide o caso envolvendo o presidente da república.
No Salmo 33.12 encontramos as seguintes palavras do salmista: “Feliz a nação que tem o SENHOR como o seu Deus! Feliz o povo que Deus escolheu para ser dele! ” Esta mensagem refere-se ao povo de Israel, povo que havia sido escolhido por Deus para ser o seu porta-voz. Será que este povo honrou a escolha que Deus fez? A resposta é um sonoro NÃO!
No livro de Amós, encontramos uma descrição terrível do povo de Israel. Sob o reinado de Jeroboão II Israel expandiu seu território e tornou-se uma nação grande e próspera. Porém, no meio desta prosperidade e luxo havia ganância, opressão, suborno, exploração, falsa religião e desprezo total pela justiça. Não é um quadro parecido com o que observamos hoje em nosso país? Diante desta realidade Amós transmite a mensagem do Senhor: “Voltem para o SENHOR e vocês viverão. Se não voltarem, ele descerá como fogo para destruir o país de Israel, e em Betel ninguém poderá apagar esse fogo. Em vez de praticarem a justiça, vocês praticam a injustiça, que causa amargura, e não respeitam os direitos dos outros. ” (Am 5.6-7) Estas palavras valem ainda para toda e qualquer nação que ignora o senhorio de Deus. Ele dá um conselho muito importante a todos nós como nação: “Se o Senhor Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. Se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando. ” (Sl 127.1)
A todos aqueles que ainda pensam que passarão impunes, vai aqui o alerta: “O protetor do povo de Israel nunca dorme, nem cochila. ” (Sl 127.4)
Oremos por nosso país a fim de que os criminosos sejam punidos e arrependam-se e possamos ter dias melhores pela frente conduzidos pelo Senhor.

Com carinho, pastor Valdir.