"Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. I Co 15.57"

ASCENSÃO: Importava que se cumprisse tudo!

Vivemos na última quinta-feira o dia da Ascensão do Senhor Jesus. Mas o que é, de fato, a ascensão? A ascensão é a glorificação da natureza humana de Cristo! Era a conclusão da obra redentora que agora efetivamente era selada, confirmada com a subida do Salvador aos céus. Não é a toa que os evangelistas Marcos e Lucas finalizam seus evangelhos com a subida do Salvador Jesus aos céus. Esta ascensão é narrada com mais detalhes em Atos dos Apóstolos capítulo 1 onde encontramos a informação de que ela aconteceu cerca de 40 dias depois da ressurreição. É curioso notar que a maior atenção de muitos cristãos está destinada ao Natal e a Páscoa. Porém, relembrar e celebrar a ascensão de Jesus significa olhar para a obra da salvação em sua totalidade fechando com “chave de ouro” o plano salvador de nosso Deus.
Lucas nos descreve as palavras de Jesus que precederam sua subida aos céus: “...importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lc 24.44) Mas o que de fato se cumpriu?
- A morte e ressurreição de Jesus: “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar...” (Lc 24.46) Após abrir o entendimento de seus discípulos, Jesus faz questão de destacar que todo sofrimento vivido por Ele estava previsto dentro do plano de Deus. Nada acontecera fora do controle do Senhor. Eis aí uma grande verdade a ser entendida, crida e aceita por nós cristãos, o fato de que nada acontece nesta vida sem o conhecimento do Senhor.
- A universalidade da graça de Deus: “...e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” (Lc 24.47) A palavra de Deus atingiria todo o planeta. Esta declaração ganhou sua confirmação no pontapé inicial do Pentecostes, quando os discípulos anunciaram a salvação a diferentes povos e em diferentes línguas.
- O povo cristão testemunhando: “Vós sois testemunhas destas coisas.” (Lc 24.48) As palavras de Jesus são muito mais do que uma constatação, na verdade, elas soam como um chamado para o grande desafio de testemunhar sua salvação.
Vejam quantas coisas importantes a ascensão de Cristo nos trouxe. Que possamos nós como igreja cristã lidar bem com esta herança. Que possamos relembrar a obra redentora cumprida no Salvador, lembrarmos que esta mensagem precisa ser levada aos quatro cantos do planeta e que Deus conta com nosso testemunho nesta caminhada. Deus nos conserve neste grande desafio.

Com carinho, Pastor Valdir.

NÃO COCHILA NEM DORME O GUARDA DE ISRAEL!

Estamos vivendo um tempo de muito sofrimento para a nação brasileira. Alguns dias atrás ouviu-se a expressão de que o “Brasil está sangrando”! Não é a toa, pois as últimas denúncias e delações feitas tem revelado que a maior parte da classe política no Brasil está comprometida em esquemas desonestos que tem lesado o povo em todas as áreas. Enquanto muitos têm morrido em conflitos terroristas, guerras e outras tragédias, o povo brasileiro tem morrido na fila de hospitais, na rua pela falta de segurança, e também pela fome que ainda é um mal a ser combatido. Enquanto isso os “colarinhos brancos” têm enchido os bolsos de forma ilícita. A impunidade tomou tão grande proporção que até mesmo agora, sob pesada investigação, ainda temos políticos atrevidos, velhas raposas, que acham que não serão pegos, vide o caso envolvendo o presidente da república.
No Salmo 33.12 encontramos as seguintes palavras do salmista: “Feliz a nação que tem o SENHOR como o seu Deus! Feliz o povo que Deus escolheu para ser dele! ” Esta mensagem refere-se ao povo de Israel, povo que havia sido escolhido por Deus para ser o seu porta-voz. Será que este povo honrou a escolha que Deus fez? A resposta é um sonoro NÃO!
No livro de Amós, encontramos uma descrição terrível do povo de Israel. Sob o reinado de Jeroboão II Israel expandiu seu território e tornou-se uma nação grande e próspera. Porém, no meio desta prosperidade e luxo havia ganância, opressão, suborno, exploração, falsa religião e desprezo total pela justiça. Não é um quadro parecido com o que observamos hoje em nosso país? Diante desta realidade Amós transmite a mensagem do Senhor: “Voltem para o SENHOR e vocês viverão. Se não voltarem, ele descerá como fogo para destruir o país de Israel, e em Betel ninguém poderá apagar esse fogo. Em vez de praticarem a justiça, vocês praticam a injustiça, que causa amargura, e não respeitam os direitos dos outros. ” (Am 5.6-7) Estas palavras valem ainda para toda e qualquer nação que ignora o senhorio de Deus. Ele dá um conselho muito importante a todos nós como nação: “Se o Senhor Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. Se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando. ” (Sl 127.1)
A todos aqueles que ainda pensam que passarão impunes, vai aqui o alerta: “O protetor do povo de Israel nunca dorme, nem cochila. ” (Sl 127.4)
Oremos por nosso país a fim de que os criminosos sejam punidos e arrependam-se e possamos ter dias melhores pela frente conduzidos pelo Senhor.

Com carinho, pastor Valdir.

AMOR DE MÃE - AMOR DO BOM PASTOR!

Conta uma pequena história que havia certo mágico que criava ovelhas. Quase todos os dias ele reunia o rebanho, escolhia uma que estivesse mais gorda e a matava, ali mesmo, na frente das outras, para comercializar a carne no açougue da cidade. As ovelhas, de tanto presenciar aquelas cenas, começaram a ficar apavoradas, temendo que, a cada vez que viesse o mágico para reuni-las, chegasse a sua vez. E, de tanta preocupação, começaram a perder peso, além do quê, a carne das ovelhas abatidas ficava meio amarga. Isso começou a preocupar o mágico, pois prejudicava seus negócios.
Homem esperto, resolveu hipnotizar as ovelhas, fazendo-as pensar que não eram ovelhas e, sim, algum bicho muito forte, como leão, touro, cavalo de corrida, cachorro de raça, e daí por diante! Agora, cada vez que o mágico pegava uma delas e a matava, ali mesmo, na frente das demais, elas não ficavam mais incomodadas.
Tranquilas, ficavam pensando, descansadas, que tal fato jamais aconteceria com elas, pois sabiam que o mágico só matava ovelhas. E elas não eram ovelhas. Tinham uma vaga noção de que alguma coisa de ruim estava acontecendo, mas, oras bolas, porque se preocupar? Fosse o que fosse, certamente não era problema delas. E seguiam suas vidas, mansamente, enquanto o mágico ia se dando bem.
Esta história ilustra a principal artimanha do diabo: nos fazer pensar que não somos mais ovelhas, que já sabemos tudo, que já conhecemos o suficiente.
No entanto, nosso pecado e fragilidade denunciam que somos ovelhas. Denunciam que precisamos de pastoreio! Aliás, em mais um dia das mães, lembramos daquelas ou daqueles que assumiram o papel delas, e que com carinho nos cuidaram enquanto éramos pequenos, frágeis, vulneráveis e que até hoje nos oferecem “colo”. Da mesma forma, lembramos daquele que conhece nossas dificuldades e declarou com muito amor: Eu sou o bom pastor O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. (Jo 10.11)
Que bom sabermos que o bom pastor Jesus nos cuida na caminhada da vida, como uma mãe se preocupa com seus filhos, pois, afinal de contas, amor de mãe é também um testemunho do amor do Pastor Jesus.
Feliz dia das mães!

Com carinho, pastor Valdir.

O QUE POSSO DAR A DEUS?

O Salmo 116 é um salmo bem conhecido. É um dos salmos chamados “Hallel” que significa “aleluia”. Possivelmente era um salmo usado na liturgia do culto no templo de Jerusalém. Curioso é que algumas partes deste salmo estão na língua aramaica o que denuncia que este salmo tenha sido escrito logo após o exílio babilônico, pois sua linguagem aponta para esta realidade, especialmente quando olhamos para o versículo 3: “Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim;” (Sl 116.3a) Porém, a grande divisão deste salmo encontramos no versículo 12.
Dos versículos 1 até 11 o salmista descreve a sua miséria enquanto ser humano e os sofrimentos pelos quais passa e a compaixão de Deus que vem ao seu encontro e lhe proporciona alívio. Porém, no versículo 12, após perceber a ação de Deus em sua vida, o salmista se vê “endividado”. Ele então pergunta-se: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” (Sl 116.12). Eis uma boa pergunta que cada um de nós já deve ter feito a si mesmo, ou pelo menos deveria fazer em algum momento da vida: O que posso dar a Deus? O salmista é bem prático e resolve a questão com a seguinte afirmação: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.” (Sl 116.13)
 Fé, vida e testemunho. Eis aí três coisas nas quais Deus tem amplo interesse. Três coisas que estão resumidas na resposta do salmista.
Tomar o cálice da salvação nos lembra de usufruir de tudo aquilo que o Senhor Jesus já conquistou e que nos oferece em sua palavra e sacramentos. Aqui está presente um aspecto de nível espiritual, algo que somente Deus pode nos dar!
Invocar o nome do Senhor está ligado à vida e testemunho ao qual Ele nos motiva e impulsiona no dia-a-dia da peregrinação terrena.
É importante que em mais um tempo pascal lembremos do que Deus fez por nós, e de tudo aquilo que podemos retribuir em nossa peregrinação por este mundo.
Sendo assim, que possamos nós junto com o salmista respondermos ao chamado de Deus em fé, afim de que nossa vida e testemunho reflitam ao mundo a grandeza de seu amor e desejo de salvação da humanidade. Amém.

Com carinho, Pastor Valdir.